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Que os capitalistas paguem pela crise! | 4 medidas anticapitalistas para enfrentar a carestia de vida e a inflação

Diante da demagogia eleitoreira populista e de direita de Bolsonaro com a PEC 16, que em nada resolve os problemas da fome, desemprego e alta inflacionária, precisamos de medidas para que sejam os capitalistas quem paguem pela crise.

sábado 2 de julho | Edição do dia

1 - Para combater a alta dos combustíveis, uma Petrobras 100% estatal sob gestão operária

Bolsonaro faz toda uma demagogia culpando unicamente a guerra na Ucrânia e os impostos dos governos estaduais pela alta absurda dos combustíveis. A guerra criou instabilidade nas cadeias mundiais de distribuição, isso é fato, mas o que unifica Bolsonaro, militares, governadores e o conjunto desse regime é privatizar refinarias e manter o padrão de preços agradando os acionistas imperialistas da Petrobras. Isso deixa o preço do gás de cozinha, diesel e gasolina em níveis estratosféricos, e assim foi com o mais recente aumento.

Por isso, é preciso re-estatizar 100% a Petrobras sob gestão das e dos trabalhadores e com controle da população. Isso possibilitaria acabar com a ingerência imperialista, abaixar o preço e promover uma distribuição mais eficiente, pois são elas e eles quem realmente conhecem as necessidades dos trabalhadores e do povo pobre. Que as imensas riquezas do petróleo sirvam às necessidades de saúde, trabalho e moradia do povo brasileiro, não dos capitalistas estrangeiros.

2 - Contra o desemprego e o trabalho precário, emprego com direitos para todos

São 32,5 milhões de brasileiros com trabalhos precários, segundo pesquisa da Fundação Arymax. Destes, 60,5% vivem de bicos. Essa é a herança da reforma trabalhista do golpista Michel Temer, mantida e ampliada com Bolsonaro. Enquanto meia dúzia de burgueses lucram bilhões, a juventude negra tem de pedalar 12 horas por dia em cima de uma bike com uma bag nas costas e tirar salários de fome. A uberização avança, assim como a terceirização e o desemprego.

Nesse sentido, é preciso revogar integralmente a reforma trabalhista, a lei da terceirização, bem como garantir plenos direitos para entregadores, empregadas domésticas, uberizados etc. Mas é preciso ir além: com todo o avanço tecnológico da humanidade atualmente, é plenamente possível dividir as horas e postos de trabalhadores entre empregados e desempregados, de forma que todos tenham emprego e possamos trabalhar apenas 6 horas diárias, 5 dias na semana. A ciência e suas inovações devem servir às maiorias populares, para que possamos ter tempo para desfrutar da vida e da arte, sem termos nosso tempo de vida sugado completamente pela precarização.

3 - Contra a carestia de vida, reajuste salarial de acordo com a inflação e congelar o preço dos itens básicos

Bolsonaro faz demagogia com a PEC 16 como forma de correr atrás de ampliar sua votação para as eleições de 2022, mas não para resolver de fato a cara vida da classe trabalhadora e do povo pobre em meio à inflação e o conjunto da crise econômica.

A pobreza está chegando a níveis desesperadores diante do desemprego, os preços dos alimentos da cesta básica levam as famílias trabalhadoras a terem de escolher entre pagar as contas de casa ou as refeições do dia.

Se tudo sobe com a inflação, que os salários também subam proporcionalmente e de forma automática! E além disso, para que ninguém fique sem os itens básicos de consumo, que todos tenham os preços congelados nos níveis pré-pandemia.

4 - Combater a fome com reforma agrária radical e estatização sob gestão operária das multinacionais alimentícias

Junto da crise, vem a fome de milhões de pessoas. O agronegócio financia a campanha milionária de Bolsonaro com o capitão acumulado, sujo de sangue indígena, da exportação de milhões de toneladas de alimentos. Ao mesmo tempo, o país volta ao mapa da fome.

Por isso, precisamos de uma reforma agrária radical, com a expropriação de todo o latifúndio, nacionalização do solo e a auto-determinação dos povos tradicionais, colocando toda a tecnologia agrícola à serviço dos trabalhadores e do povo pobre. Além disso, é necessário expropriar as grandes multinacionais de alimentos e colocá-las sob gestão dos trabalhadores, de forma a colocar a produção industrial nas mãos dos mais interessados em fabricar alimentos saudáveis para toda a população.

O conjunto dessas medidas se ligam e só podem ser conquistadas na luta da classe trabalhadora, juventude e todos os setores oprimidos contra os capitalistas. É essa a perspectiva que os pré-candidatos do MRT estão propondo nessas eleições pelo Polo Socialista e Revolucionário, enfrentando a extrema-direita bolsonarista sem confiar na conciliação de classes promovida por Lula/Alckmin, mas na unidade dos trabalhadores e oprimidos para que os capitalistas paguem pela crise.

Veja: Pré-candidaturas do MRT em São Paulo de Marcello Pablito e Maíra Machado serão lançadas no dia 09 em São Paulo




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