Mundo Operário

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

31º Congresso de Funcionários da Caixa

sexta-feira 19 de junho de 2015| Edição do dia

Neste último fim de semana, entre os dias 12 a 14 de junho, aconteceu em São Paulo o 31º Congresso Nacional dos Funcionários da Caixa (CONECEF), para definir a pauta específica da campanha salarial deste ano. Mesmo em meio ao aprofundamento da crise, das medidas de ajuste do governo Dilma, dos ataques aos direitos dos trabalhadores, da expansão da terceirização, estes temas não tiveram um peso decisivo pra tirar este congresso do rotineirismo sindical e servir para armar a categoria para os combates duros que já estão e os que ainda virão.

Toda a organização do congresso é pensada de maneira a dar muito peso aos dirigentes sindicais, que há anos não sabem o que é bater ponto numa agência, e muito pouco peso aos trabalhadores reais. A dispersão de eixos políticos importantes em inúmeras discussões restritas e corporativas, quando não tentativas mais abertas de colocar mordaças nas poucas vozes destoantes, se mostram como algumas das principais táticas para tentar preparar mais um ciclo de desmobilização da categoria e de greves traídas.

Isso ainda se deve ao peso que a burocracia sindical, na categoria representada majoritariamente pela Articulação Bancária (corrente da CUT/PT), possui dos aparatos, logo, das instâncias de decisão. Os maiores sindicatos de bancários do país formam um dos principais alicerces da burocracia cutista, com um forte peso material, e fóruns como o CONECEF não escapam de ser uma expressão disso.
Nós, do MRT e do Nossa Classe, centramos nossa atuação basicamente em dois eixos: ataque frontal à política de ajustes do governo e defesa incondicional dos trabalhadores terceirizados.

Tivemos um importante avanço no congresso onde entrou na pauta de reivindicações dos funcionários para com a Caixa, que os trabalhadores terceirizados (vigilantes, limpeza, telefonistas, estagiários, manutenção, teleatendimento, etc) estejam sob o mesmo Acordo Coletivo, com iguais direitos.

No entanto, tentamos ir por mais, quando defendemos o fim da terceirização com o programa de incorporação desses trabalhadores como efetivos sem a necessidade de concurso público. Desgraçadamente, o controle da burocracia, que foge dessa discussão como o diabo da cruz e que construiu uma relação fortemente corporativista no movimento, votou contra. Em todas as instâncias foram batalhas para ao menos colocar esta proposta em votação. A burocracia teme essa reivindicação pois ataca frontalmente a empresa e isso o seu rabo preso com o patrão não permite fazer.

Apesar disso, acreditamos que foi um avanço e a cada dia a discussão se aprofunda na categoria. Continuaremos defendendo esse programa pois é estratégico para nossa classe romper com as divisões que nos foram impostas e buscar a força necessária para resistir contra os ataques que ainda estão e os que ainda virão.




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