Política

CRISE POLÍTICA

3 em cada 4 brasileiros defendem a renúncia de Eduardo Cunha

terça-feira 1º de março de 2016| Edição do dia

Está previsto para essa quarta-feira (02/03) o julgamento do Deputado e presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Esse julgamento pode significar mais um elemento de instabilidade no já conturbado cenário político nacional.

Saiu essa semana uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha sobre o apoio que o presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), teria entre a população do país. Segundo o levantamento feito pelo Datafolha, a rejeição ao Deputado Federal saltou de 65%, em dezembro, para mais de 75%, segunda a pesquisa realizada nos dias 24 e 25 de fevereiro, quando perguntado se Eduardo Cunha deveria renunciar à presidência da casa.

76% dos eleitores ouvidos pela pesquisa se disseram favoráveis à renúncia do Deputado do PMDB da presidência da Câmara e 78% são favoráveis à cassação de seu mandato, o que demostra que sua imagem está se corroendo diante das várias denúncias de corrupção.

Certamente outros elementos entram na conta desses números.

Há algum tempo ele tem tentado se tornar o franco-atirador da oposição de direita no Congresso – apesar de seu partido ser da base governista e contar com a vice-presidência da República. Entretanto, Eduardo Cunha parece ter medido mal suas próprias forças e as de seu adversário no governo federal, e hoje parece pagar o preço de sua mal medida “ousadia”, se tornando um alvo preferencial dos setores que defendem o governo Dilma (PT).

Também entra nessa conta o impacto que as denúncias, levadas a cabo pelos movimentos de mulheres e LGBTs (governista, independentes ou claramente anti-governistas), tiveram sobre sua imagem, sendo identificado como um dos elementos mais reacionários e anti-democráticos em relação à pauta das mulheres e LGBTs.

Mesmo diante do desgaste, Eduardo Cunha busca se apegar ao seu posto. Nessa segunda-feira (29/02), ele apresentou sua defesa no Superior Tribunal Federal (STF) contra o pedido do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, de seu afastamento sob a alegação de que estaria utilizando seu cargo para obstruir as investigações da Lava Jato.

O julgamento de Eduardo Cunha está previsto para essa quarta-feira (02/03), data que o Deputado também tenta adiar.

Esse julgamento pode abrir mais um flanco de instabilidade no regime, se somando à sempre possível proposta de impeachment, à devassa sofrida pelo ex-presidente Lula, à queda de um importante ministro (justiça), à postura mais dura da Polícia Federal, declarando que não tolerará interferências e, até mesmo, à agora escancarada disputa fratricida no principal partido de oposição, o PSDB.




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