Pandemia

250 mil mortes: Se continuar do jeito que está, chegamos em meio milhão ainda este ano

A média móvel dos últimos 7 dias é a maior já registrada, sendo que com os ataques prometidos para a saúde através da PEC Emergencial, poderemos agravar ainda mais essa situação

quinta-feira 25 de fevereiro| Edição do dia

IMAGEM: AMANDA PEROBELLI / REUTERS

Segundo o último levantamento divulgado pelo consórcio de veículos de imprensa sobre a situação pandêmica no Brasil nesta quarta-feira (24), o país chegou a 250 mil mortes por Covid-19, registrando uma média móvel acima de mil mortes diárias nos últimos 35 dias, sendo de 1129 mortes nos últimos 7 dias. Se essa média móvel se manter, não havendo nenhuma medida de contenção e seguindo este ritmo, fruto do negacionismo de Bolsonaro e das políticas que precarizam a saúde por parte de outros setores do regime como o Congresso, STF e Governadores, poderemos atingir a marca de meio milhão de mortos ainda em 2021.

Tal marca é a maior média móvel registrada desde o início do levantamento, superando inclusive o pico do ano passado, que fora de 1097, em 25 de Julho de 2020. Nesse meio tempo, tivemos casos de colapso extremamente graves como em Manaus, por exemplo. Inclusive, por mais que haja um próprio processo de vacinação em andamento, sua condução vem sendo extremamente débil, ao nos depararmos que sequer todos os profissionais que seguem sendo a linha de frente no combate a pandemia, tem sua vacinação garantida.

Porém, essa situação acaba se agravando ainda mais quando a perspectiva de recursos injetados na saúde é extremamente escassa, frente a ameaça de retirada do piso de investimento mínimo destinado a essa área pela PEC Emergencial.

Dessa forma, em meio a atual crise pandêmica que segue escalonando num nível mais avançado nas últimas semanas, não há nenhuma medida consequente que possa enfrentar essa situação de conjunto por parte do governo, muito menos prevenir as próprias contaminações, tendo em vista em como a saúde segue sendo encarada por Bolsonaro e os demais agentes do regime, assim como as diversas iniciativas de reabertura do comércio e atividades de trabalho de forma arbitrária e insegura, que seguem sendo os principais responsáveis por essa crise.




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