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2019 é ano de maior aumento em gastos militares da década

Trump e Xi Jinping são os principais responsáveis por esse aumento, representando também maiores orçamentos e forçando, por conta de seus projetos, aliados subirem seus gastos militares. Brasil se mantém como liderança regional.

sábado 15 de fevereiro| Edição do dia

A diferença de gastos de militares para 2019 em relação à 2018, aumentou 4%, isso é o dobro analisando a passagem de 2017 para 2018. Pode-se a partir desse dado escalar alguns prováveis fatores como a persistência da Guerra Comercial China-EUA, que leva ambos os orçamentos à se elevarem, contando assim os projetos que os dois países têm de hegemonia global. Sendo que os Estados Unidos tenta se manter como principal figura imperialista (já em clara decadência) e a China com seu projeto do 5G e da Nova Rota da Seda, se firmando como uma potência (a ser) imperialista e tentando fazer frente ao poderio bélico estadunidense.

No que se pode dizer ainda mais exclusivamente de Donald Trump, em 2019 o presidente norte-americano claramente já entrou o ano em preparação e em tom de campanha para as eleições, terminando o ano com alta e com orçamento em gastos de um padrão da chamada “Guerra ao Terror”, são US$ 737 bi para 2020. Voltando um pouco, desde de sua eleição, em 2016, Trump tem forçado aliados como os membros da OTAN a aumentarem seus gastos militares, linha que a organização adotou, foi de países-membros investirem pelo menos 2% de seu PIB no setor. Europa aumentou em 4,2% seu gasto de 2018 para 2019, subindo a taxa de investimento em equipamento e pesquisa de 19,8% para 23,1%.

Brasil aparece como maior orçamento regional, na América Latina e Caribe, Bolsonaro aponta alta pelo fato de ter um inimigo em suas fronteiras, a Venezuela. País tem 45,6% do montante regional, se mantendo como 11º do ranking mundial de gastos com 27,5 bilhões, Colômbia vem logo atrás com 17,6% do montante regional. Gastos brasileiros podem confundir, pesquisa do IISS revela que fração de gastos com pesquisa e equipamentos é baixa comparada ao de pessoal, e aí o principal sendo aposentadorias e pensões.

Veja mais:Cúpula do exército que recebe supersalários de até R$ 226 mil quer descarregar a crise nas costas do trabalhador

Com ataques aos direitos dos trabalhadores sendo chamados de privilégios, universidade públicas sendo acusadas de balbúrdia, além do início de 2020 ter começado com a demissão de mais de 1000 trabalhadores da Petrobras. Governo Bolsonaro, muito alinhado com Cúpula do Exército, passa esses ataques para que se mantenham esses sim, parasitas, com seus salários milionários, mantendo ainda xenofobia com o povo venezuelano como uma desculpa a aumentar gastos militares.

*Todos valores contidos no artigo são da pesquisa IISS(Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, na sigla em inglês) e estão fixados no valor do dólar de 2015 de acordo com a pesquisa.




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