Sociedade

AUMENTO DA TARIFA

1ª Manifestação contra o aumento da passagem em Campinas

Nesta quarta, 6, foi realizado em Campinas o primeiro ato contra o aumento da passagem de ônibus que foi a partir do dia 3 de R$ 3,50 para R$ 3,80. O ato reuniu cerca de 200 estudantes, secundaristas e universitários, além de trabalhadores da cidade. O trajeto escolhido passou pela a Transurc, por dois terminais de ônibus e terminou na prefeitura.

sexta-feira 8 de janeiro de 2016| Edição do dia

O ato em Campinas, “Derruba 3,80”, foi marcado pelo protagonismo de jovens secundaristas de várias regiões da cidade, a juventude que protagonizou as ocupações no final de 2015 e que impediu a política de fechamento de dezenas de escolas pelo governo Alckmin em todo o estado. É justamente esta luta dos secundaristas em defesa da educação pública e contra a reorganização escolar do PSDB que serve de exemplo para a mobilização da juventude e dos trabalhadores contra o aumento de Jonas em Campinas.

O aumento da passagem em Campinas significou um reajustes de 8,57% e acompanha um aumento nacional nas tarifas de ônibus, um aumento das prefeituras e governos estaduais que visa para garantir os lucros dos empresários em meio à crise econômica, este aumento é seguido também, por aumento em outras tarifas de serviços públicos, como água e esgoto (SANASA), que terão reajuste de 10,95% a partir de fevereiro, como já denunciamos aqui.

Jonas (PSB), a exemplo de Dilma, Alckmin e Haddad, em SP, quer empurrar os custos da crise para os trabalhadores e a juventude, com aumento de tarifas, privatizações e ataques ao funcionalismo público e aos serviços públicos como a saúde. Recentemente, foi aberta licitação para privatização dos pontos de ônibus da cidade, uma medida que aprofunda a privatização do transporte público, representando mais uma forma de lucro para os empresários. A verdadeira preocupação de Jonas é manter os lucros dos empresários mafiosos do transporte público enquanto, são cortados empregos com a demissão de centenas de cobradores nos últimos anos, motoristas recebem baixíssimos salários em condições precárias de trabalho e ainda exercendo dupla função ilegalmente colocando em risco a vida e a segurança dos usuários do transporte.

É visível um cenário de caos no transporte público da cidade, com o registro (subnotificado), somente de janeiro a outubro de 2015, de mais de 280 acidentes em ônibus , acidentes causados por superlotação, frota antiga, com falta de reparos e insuficiente.

A Transurc, Associação das Empresas de Transporte Urbano de Campinas (organização mantida pela iniciativa privada e que reúne as 5 empresas concessionárias de transporte da cidade), é a grande beneficiária da privatização transporte público e dos lucros gerados pelos reajustes das tarifas, a prefeitura repassa milhões em subsídios que vão encher os bolsos de alguns empresários, enquanto os trabalhadores do transporte recebem salários de miséria e a população sofre com um transporte precário. Sabe-se que a máfia da Transurc teria financiado a campanha de Jonas a prefeitura, porém não só de Jonas, os políticos dos partidos burgueses, PMDB, PSDB, além de PT e PCdoB estão lado a lado das máfias dos transportes para defender seus privilégios e os lucros dos empresários.




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