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Lunes 14 de Octubre de 2019
05:22 hs.

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LEGALIZAÇÃO DA MACONHA
Cannabis: um potencial médico-científico sendo barrado politicamente
Gilson Dantas
Brasília

O capitalismo realiza um trabalho sistemático e cotidiano através da grande mídia e também do aparelho escolar [e das igrejas] no sentido não apenas de censurar e difamar a Cannabis (maconha, marijuana) como também de EVITAR a todo custo que os trabalhadores sejam informados sobre os potenciais benefícios medicinais de uma planta que de forma fácil e barata poderia ser produzida em qualquer canto do Brasil.

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A Cannabis era adotada regularmente pela medicina até os anos 1930, quando então a grande indústria de medicamentos patenteados e caros desfechou um ataque brutal, permanente e bilionário contra aquela planta. Ainda hoje são gastos bilhões para “provar” que a Cannabis não tem lugar na medicina ou então que ela é alguma coisa parecida com a encarnação “do grande satã”. Em países semicoloniais como o nosso, submetidos ao imperialismo, aquela propaganda funciona e a muralha da corporação médica completa o serviço: de forma que por aqui não se fica sabendo o quanto a Cannabis vem sendo estudada e utilizada em tratamentos médicos mundo afora (sempre ressalvando que, tanto lá como cá, essa planta vive sob o fogo cerrado da grande indústria capitalista de medicamentos patenteados por oligopólios; a planta in natura e seu óleo são baratos e impatenteáveis... aqui reside o sujeito oculto da equação).

Faz-se necessária uma ofensiva da classe trabalhadora e da juventude contra isso.
O combate é puramente político. Não é um problema médico. Na verdade, derrubando a censura e a repressão, começaríamos a encontrar soluções para grandes problemas clínicos. A barreira para o progresso humano, neste item como em tantos outros (como o uso das enzimas proteolíticas, do ozone, da fosfoetanolamina e da fitoterapia em geral), são os interesses do sistema capitalista. Eles fogem de qualquer debate livre e público sobre o tema. Eles sabem que se liberada a Cannabis, ela poderia ser plantada em qualquer lugar e estudada por qualquer grupo sério dentro do sistema público de saúde e aí a verdade sobre o potencial clínico dessa planta sairia à tona.

A corporação médica brasileira jamais fez – e muito menos a burocracia sindical da área da saúde – qualquer debate público e livre sobre o significado médico-científico da planta Cannabis na cura de doenças, e de doenças para as quais a resposta da medicina dominante é pífia, cara ou duvidosa.

No vídeo abaixo – apenas uma pequeníssima amostragem do que existe por aí – você pode ficar sabendo de informações que não tinha sobre o poder incrível da Cannabis e o quanto esta planta vem sendo discutida, experimentada e avaliada cientificamente mundo afora. E, em contrapartida, porque se faz necessário levantar, a partir da classe trabalhadora e da juventude, um permanente combate pelo direito ao próprio corpo, seja do ponto de vista recreativo, seja para o direito também elementarmente democrático de ter acesso à planta Cannabis para a cura das doenças.

Veja aqui outro vídeo de Gilson Dantas, "Cannabis, medicina e classe trabalhadora".

 
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