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Domingo 21 de Julio de 2019
23:20 hs.

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#MINC FICA, TEMER SAI
Extinção do Ministério da Cultura gera comoção em setores ligados à cultura
Desirée Carvalho, estudante da UERJ e coordenadora do CASS
Rafael Reis

Uma das primeiras medidas de Michel Temer no cargo de presidente do Brasil após o golpe institucional foi decretar o fim de oito ministérios, entre eles o MinC, que se unirá à pasta da Educação comandado pelo Deputado Mendonça Filho (DEM), que tem no seu currículo o posicionamento contrário as cotas em universidades e ter sido um dos principais articuladores do impeachment na câmara.

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Temer tem avançando, como já era esperado, com uma série de medidas de enxugamento da máquina estatal para ganhar o aval do mercado e passar uma imagem de que o governo está cortando primeiro da própria carne, e não faltam ataques aos trabalhadores, juventude, mulheres e negros. Temer quer passar a imagem de eficiência do seu governo golpista em detrimento do governo DILMA, demonstrando que ele será capaz de fazer todos os ajustes necessários para combater a crise do pais. Implementando a agenda positiva proposta pelo presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB) que contem uma série de propostas para a “retomada do crescimento”, ou um “pacotão” de medidas de ajuste ainda mais profundo das contas do governo contra os trabalhadores e os mais pobres.

A transformação do ministério da Cultura em uma secretária subordinada ao ministério da Educação vai além de uma medida para conter gastos públicos, e simboliza o projeto político e ideológico que Temer e seu partido possuem para o país.

Fato que se pode constatar mediante a reação de diversos políticos conservadores, que em manifestações públicas, como a do Deputado Marcos Feliciano que classifica artistas e profissionais da cultura como vagabundos. 

Tais manifestações desrespeitam a conquista histórica que o MinC representa e o valor que a cultura possuí na construção da autoestima do país e no desenvolvimento criativo e intectual dos indíviduos que são beneficiados por projetos e investimentos na área.

Ocupação como reação de trabalhadores, artistas e juventude

Após uma grande repercursão negativa pela falta de mulheres nos ministérios, Temer busca disfarçar o cárater machista que o seu governo possuí colocando uma mulher a frente da secretaria de cultura. Porém, diante da recusa de 5 nomes, Temer impossa o ex secretário de Cultura do Rio, Marcelo Calero. Calero estava há um ano na secretaria municipal de cultura do rio de janeiro. 

A ações tomadas pelo governo golpista de Temer, assim como a maneira que ele chegou ao poder tem acarretado a manifestação da juventude, trabalhadores ligados á cultura e artistas que em vários estados do Brasil tem ocupado prédios ligados ao Minc com várias atividades culturais e shows.

Em Porto Alegre, Florianópolis, Maceió, Macapá, Cuiabá, João Pessoa, Natal, São Luís, Belém, Fortaleza, Recife, Aracaju e Curitiba as ocupações ocorreram nos prédios do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em Belo Horizonte, São Paulo e Brasília os manifestantes ocuparam os complexos da Fundação Nacional das Artes (Funarte).

No Rio de Janeiro, o Palácio da Cultura Gustavo Capanema (sede da Funarte e do Iphan) e, em Salvador, a sede regional do Ministério da Cultura. Conforme carta pública divulgada pelos manifestantes em Salvador:"Ocupamos para demonstrar insatisfação generalizada com o governo interino. Não é legítima a forma como ele foi empossado, não é legítima a extinção e fusão de ministérios (da Cultura e da Educação). Não respaldamos esse governo. As primeiras falas, as primeiras ações, a estética, as primeiras posturas desse governo apontam n a direção de retrocessos, autoritarismo, austeridade da violência institucional".

Em São Paulo, durante a Virada cultural da cidade, também houveram várias manifestações de desacordo ao governo golpista de Michel temer, onde se via na plateia faixas, folhas de papel ofício com inscrições como "Fora, Temer" e "Temer Jamais", além de palavras de contra.

Durante as apresentações artistas como Elza Soares, Valesca Popozuda e Alcione, se colocaram contra a extinção do MinC e do próprio governo de Michel Temer.

Essas ações parecem ter surtido efeito, pois neste sábado (21),Temer recuou sobrea decisão de extinção do Minc. Segundo o ministro da educação, Mendonça Filho, que foi o porta voz dessa decisão "A decisão de recriar o Minc (Ministério da Cultura) é um gesto do presidente Temer no sentido de serenar os ânimos e focar no objetivo maior: a cultura brasileira", numa clara tentativa de sufocar as ações que tem ocorrido em todo o Brasil.

Com tantos ataques á vista em tão pouco tempo de governo é necessário que estás ações contra a extinção do Ministério da Cultura toma corpo para lutar contra o governo golpista do Temer e esse pacote de ajustes que os governos a nível federal e estadual vem implementando nas costas dos trabalhadores e juventude.

Manifestação de músicos do Rio de Janeiro junto a ocupantes do edifício Capanema, em defesa do Ministério da Cultura

 
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