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Miércoles 25 de Noviembre de 2020
07:14 hs.

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CRISE PERU
Peru: Após brutal repressão Merino renuncia. Temos que lutar para derrubar todo o regime podre de 93!
Corriente Socialista de las y los Trabajadores - CST Peru

Reproduzimos abaixo a declaração da Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST) face à crise política no Peru, a qual deu um salto nas últimas horas após o assassinato de dois jovens estudantes pelas mãos da polícia nacional, o que obrigou Manuel Merino a renunciar a presidência da República.

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“Para as ruas! A CGTP tem que convocar uma greve nacional já!”

Após o assassinato de dois jovens pelas mãos da polícia, houve uma série de renúncias do gabinete recem nomeado por Merino. As mobilizações, em sua grande maioria auto-convocadas e espontâneas, estenderam-se por todo o Peru. A juventude nas ruas têm mostrado uma grande disposição de luta e de coragem face à brutal repressão em Lima e nas principais cidades do país. É urgente que a Confederação Geral dos Trabalhadores Peruanos (CGTP) convoque uma greve nacional contra a brutal violência policial e estatal, e também que se derrube por terra a constituição fujimorista que permite e encoraja o surgimento de uma casta política completamente corrompida e divorciada dos interesses da grande maioria do povo trabalhador.

Essa é a casta política dos Kuczynski, dos Fujimori, dos Vizcarra, dos Merino e de toda essa irmandade de políticos que estão a serviço do imperialismo e que se aproveitaram da pandemia para enriquecerem às custas das vidas, da dor e do sofrimento do povo peruano. Além de sua burocratização, a Frente Ampla não se distingue desta casta política e hoje é repudiada por milhares de pessoas que se mobilizaram. Isso é produto do caráter de seu programa de conciliação de classe, além de ser uma estratégia que respeita o sistema jurídico fujimorista.

Nas últimas horas, as mobilizações deram um salto qualitativo e se aprofundaram. O ódio das e dos trabalhadores, da juventude e do povo nas ruas faz com que seja a gota d’água a existência desta casta política e de uma “democracia” que está a serviço da depredação dos recursos naturais e de aprofundar a exploração em cima dos trabalhadores, do campo e da cidade, como também da exclusão e opressão dos povos indígenas e da grande maioria popular.

No entanto, o Congresso prepara-se agora para aprovar uma saída reacionária para a grave crise diante da renúncia de Merino. O nome de Gino Costa, representante da bancada do Partido Morado (centro direita), começa a aparecer como um possível substituto de Merino, nada menos que outro representante dessa casta política profundamente corrupta e a serviço das patronais e do imperialismo. Estas medidas desesperadas tentam prolongar a vida deste regime moribundo, tentando alcançar as eleições gerais de abril de 2021 para que essas possam descomprimir a atmosfera política e reconduzir as aspirações democráticas de milhões a partir de algum variante do regime político atual.

É urgente derrotar este plano reacionário do Congresso. É urgente impulsionar a luta por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana a fim de discutir que país os trabalhadores precisam e querem, para acabar com a interferência imperialista e com o saque dos recursos naturais pelas transnacionais, acabar com as leis e as medidas anti operárias e antipopulares implementadas durante todos esses anos de neoliberalismo exacerbado e para discutir, também, sobre a propriedade de terra e os direitos agrários de milhões de campesinos e dos povos indígenas. A luta por esta ACLS permitirá que milhões de trabalhadores compreendam que esta só pode ser alcançada através da sua imposição com mobilização geral de todo o povo, greves gerais e convocada por um governo provisório das organizações operários, camponeses e populares em luta.

Por isso, desde a CST, apelamos à CGTP e as demais organizações sindicais e populares que convoquem imediatamente a mobilização geral dos trabalhadores e a greve geral para expulsar esta casta corrupta e profundamente antidemocrática e antipopular, porque o que está em jogo é a aprofundação da crise para impor, desde a base, um processo constituinte não feito na medida das classes parasitárias que lutam pelo controle do Estado, mas sim um processo constituinte livre e soberano para acabar com a reacionária Constituição de 1993 e com o regime político que ela sustenta.

Nesta luta, a juventude tem grande posição de luta, como vem mostrando nas ruas nesses últimos dias. Face à violência policial repressiva, é urgente impulsionar a organização da autodefesa, o direito de protesto e pelas liberdades democráticas hoje ameaçadas por essa casta política corrupta.

Todas as formas de auto organização dos trabalhadores e do povo, baseadas na mais ampla e profunda democracia dos que lutam, tem que ser impulsionadas a fim de impedir que todos os esforços para derrubar essa constituição fujimorista sejam traídos e negociados pela burocracia sindical e movimentos sociais como se deu na “marcha de los 4 suyos” que expulsam Fujimori, mas abriram caminho para Toledo. A juventude mobilizada, junto aos trabalhadores e ao povo, deve agora forjar uma saída distinta e que sirva à grande maioria trabalhadora.

 
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