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Miércoles 28 de Octubre de 2020
15:32 hs.

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Não a Lei Antibloqueios
Cresce na Venezuela a campanha contra a Lei Antibloqueio de Maduro e por um Referendo obrigatório
La Izquierda Diario Venezuela

Após várias organizações sociais, sindicais e políticas tornarem público a petição de assinaturas contra a Lei Antibloqueio, exigindo um referendo obrigatório, com plena liberdade de organização e controle das organizações políticas e sindicais, sem qualquer perseguição, para que seja o povo quem decida, importantes movimentos políticos e personalidades se juntaram ao chamado, que com o passar dos dias vai tomando mais corpo.

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A Lei Antibloqueio impulsionada pelo governo de Nicolás Maduro foi apresentada no 29 de setembro passado e aprovada automaticamente de forma “express” pela autodenominada Assembleia Nacional Constituinte, na qual se outorga poderes extraordinários ao Executivo para deixar sem efeito toda uma série de direitos do povo venezuelano e de interesse nacional estabelecidos inclusive na própria Constituição Nacional, sendo um campo aberto para o entreguismo nacional e a privatização em massa.

Publicada originalmente nas mídias Aporrea.org, Laclase.info e La Izquierda Diario, a petição tem sido amplamente divulgada com cada vez mais adesões. Como indicado no chamado: “Nós, abaixo assinantes, rechaçamos categoricamente esta lei draconiana e antidemocrática que lesiona os direitos das trabalhadoras, trabalhadores e o povo venezuelano de conjunto. É um projeto para dar lugar a privatizações em massa e em larga escala, com as consequências previsíveis de uma maior exploração de mão-de-obra e do desconhecimento das contratações coletivas. De fato, se entrega a soberania e vulnerabiliza os territórios”.

Ao mesmo tempo, declaram sobre as sanções imperialistas: “Aqueles de nós que subscrevem este chamado são absolutamente contra essas sanções e agressões de clara natureza imperialista, as quais aprofundam as penúrias do povo venezuelano. Rechaçamos fortemente toda a série de confiscos de bens nacionais, congelamento de bens, embargos e sanções diversas que os Estados Unidos e as diversas potências europeias impuseram à Venezuela. Não outorgamos a essas nações o mínimo direito de impor sanções ao nosso país ou de tirar seus bens. Exigimos a cessação imediata de todas essas agressões e medidas ’coercitivas’”.

Somente com a mobilização operária, popular e camponesa, esta lei infame poderá ser derrubada. O Governo, por sua própria vontade, não cederá nem um milímetro em seu curso entreguista e privatista, por isso que o chamado é a mais ampla organização. Um referendo como propomos deve ser convocado e garantido com plena liberdade de organização e controle das organizações políticas e sindicais, espaços na televisão e no rádio sem nenhuma perseguição, sem as armadilhas, o controle e as manipulações que o Governo normalmente faz. Mas impor desta maneira só será possível com o povo e a classe trabalhadora nas ruas.

Os impulsionadores da petição, entre os quais originalmente se encontra as organizações políticas e sociais de trabalhadores e setores populares como a Liga dos Trabalhadores pelo Socialismo (LTS), Maré Socialista (MS), Partido Socialismo e Liberdade (PSL), Unidade Socialista de Trabalhadores (UST), Observatório de Ecologia Política da Venezuela, Distrito Capital de Sirtrasalud e o Coletivo Cultural Toromaima, têm convocado os trabalhadores, a juventude e o povo a construir um grande movimento unitário para se mobilizar contra essa lei: “Chamamos às diversas organizações sindicais, populares, camponesas, correntes políticas e intelectuais comprometidos com a defesa dos interesses do país e de suas maiorias populares para que juntos ponhamos de pé um movimento nacional que promova uma ampla e unida mobilização democrática e popular com estes objetivos, a fim de frear a aplicação desta lei, que é profundamente prejudicial aos interesses do povo, das trabalhadoras e trabalhadores venezuelanos”.

Entre os aderentes estão os movimentos como a Plataforma Cidadã em Defesa da Constituição; a organização pró-direitos humanos Consciência e Dignidade; a Associação Nacional de Redes e Organizações Sociais (ANROS); a Fundação Diáspora Venezuelana (FUNDIASVE); a Fundação da Resistência Caracol; a Lxs Comunes; a Fundação um mundo para semear sensibilidade consciência amor paz pela vida; Caracas-Distrito Capital; Venezuela; Frente em defesa dos serviços públicos da paróquia sindical; Barquisimeto Edo Lara; entre outros.

Assim, entre as distintas personalidades se encontram Edgardo Lander, referência intelectual, sociólogo, professor na Universidade Central da Venezuela e investigador associado do Transnational Institute; Esteban Mosonyi, antropólogo, Prêmio Nacional de Cultura da Venezuela e um dos principais investigadores no campo da linguística indígena; Guatavo Márques Marín, engenheiro e ex-ministro em várias áreas sob o governo de Chávez; Santiago Arconada, ativista e escritor, autor da recente novela “Não deixarei meus sonhos para trás”; Hector Navarro, engenheiro, ex-ministro sob o governo de Chávez, expulso do PSUV em 2014; Manuel Isidro Molina, jornalista e ex-presidente do Colégio Nacional de Jornalistas da Venezuela; Oly Millán, economista e historiadora, ex-ministra sob o governo de Chávez e integrante da Plataforma Contra o Desfalque da Nação; Roberto López, politólogo, historiador, educador e professor universitário na Universidade de Zulia; Ana Elisa Osorio, doutora em medicina, epidemióloga e ex-ministra sob o governo de Chávez; José Bodas, secretário geral da Federação de Petroleiros da Venezuela e integrante da corrente Ccura e do PSL; Orlando Chirino, dirigente sindical e integrante da corrente sindical Ccura e do PSL; Ángel Arias, sociólogo e integrante da LTS; Zuleika Matamoros, docente e integrante da Maré Socialista; Gonzalo Gómez, educador, comunicador popular, impulsionador da Aporrea.org e integrante da Maré Socialista; Thony Navas, dirigente sindical da SirtraSalud Distrito Capital ; e muito mais signatários…

As organizações e indivíduos podem assinar a petição através do link https://forms.gle/YNFqQKXXJnckvvvh6

Leia aqui a longa lista de signatários

Villafañe Luís. Caracas, Venezuela
Claudia Rodríguez Gilly. Caracas, Venezuela
Manuel Isidro Molina. Distrito Capital, Venezuela
Richard Quintero. Caracas Distrito Capital Venezuela
Mendoza Josep. Distrito Capital, Venezuela
Pablo Gamba. Caracas, Venezuela
Gustavo Marquéz
Héctor Navarro
Oly Millan
Ana Elisa Osorio
Santiago Arconada
Edgardo Lander
Esteban Emilio Mosonyi
Roberto Lopez
Juan García
Jaramillo D. Fidel E. Caracas, Venezuela
Luis Gonzalez. Ciudad de Mérida - Edo Mérida, Venezuela
Guerra Bartolo. Valencia, Venezuela
Richard Greti. Caracas, Venezuela
Darío Gómez Suárez. Barquisimeto, Estado Lara
Luz Maria Rangel. Maracay, Estado Aragua
Maria L. Sanchez. Estado Zulia, Venezuela.
Oswaldo Pacheco. Caracas, Venezuela.
Magaly Garcia
Livia Vargas González. Venezuela-Brasil
Teodoro Guerrero Salas
Ángel Arias Pérez. Dtto. Capital, Venezuela
Seijas Héctor
Humberto Antonio Zavala Guerrero. Estado Falcón, Venezuela
Gladys Emilia Guevara. Los Teques, Edo Miranda. Venezuela
Cesar Mendoza. La Candelaria. Caracas, Venezuela.
Jorge David Martens Ramírez. Estado Mérida, Venezuela
Lucila Naranjo Chiacchio. Caracas, Venezuela
Pérez Xiomara. Caracas, Venezuela
Seijas Héctor. Caracas, Venezuela
Ochoa Suhey. Distrito Capital, Venezuela
Pérez Xiomara. Caracas, Venezuela
Salazar America. Caracas - Venezuela
Felipe Montilla. San Cristóbal, EstadoTáchira
Juan Guevara. Estado Táchira, Venezuela
Domingo Duran. Caracas, Venezuela
Amado, Iván. Córdoba, Argentina
Pérez Leander. Estado Aragua, Venezuela
González Efrén. Estado Falcón, Venezuela
Aguilar Freddy. Estado Zulia, Venezuela
Douglas Aponte. Caracas, Venezuela
Francisco Zurita. Calabozo, Estado Guarico
Thony Navas. Caracas, Venezuela
Jose Bodas, Barcelona, Estado Anzoategui
Orlando Chirino, Valencia, Estado Carabobo
Antonio Espinoza. Naguanagua, Estado Carabobo
ArmandoGuerra. Los Teques, Estado Miranda
Oscar Linares. Caracas, Venezuela
Samuel Bravo. Caracas, Venezuela
Zaida Mujica. Caracas, Venezuela
Vasquez Heredia Omar. Caracas, Venezuela
García Marcos. Caracas, Venezuela

E seguem as assinaturas…

 
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