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Martes 24 de Noviembre de 2020
00:42 hs.

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PASTOR EVERALDO
7 podres do pastor Everaldo, acusado de comandar esquema de corrupção no governo de Witzel
Redação
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Neste artigo levantamos 8 podres do Pastor Everaldo, preso hoje em operação que investiga desvios na Saúde do Rio de Janeiro que culminou no afastamento de Wilson Witzel.

1) O batismo de Jair Bolsonaro nas águas do Rio Jordão, em Israel

Pastor Everaldo, comandante nacional do Partido Social Cristão (PSC) acolheu Jair Bolsonaro quando este deixou o Partido Progressista (PP) no Rio de Janeiro. Junto ao acolhimento, o batismo do que era então deputado, Jair Bolsonaro, abriu as porteiras do mundo evangélico, oferecendo os votos dos fiéis para Jair Messias Bolsonaro. O mesmo procedimento, Everaldo adotou para eleger Wilson Witzel. Pastor Everaldo tem uma longa história de misturar política com religião, ou melhor, de utilizar a religião e o posto de pastor da Igreja Universal para concorrer às eleições ou apoiar candidatos, tendo entrado na política nos governos Anthony Garotinho (PRP) e Benedita da Silva (PT) quando foi subsecretário da Casa Civil do governo do Estado do Rio de Janeiro, de 1999 à 2002.

2) Loteou os cargos públicos da Cedae, sendo o verdadeiro responsável pela água suja

Desde a eleição de Witzel, Everaldo teria assumido e loteado cargos da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do RJ (Cedae), demitindo diversos servidores que cumpriam funções técnicas no ato escalão da empresa, e colocando indicados no lugar. O resultado de tudo isso foi o escândalo da Água suja, que pôs em risco a credibilidade de uma das Empresas Públicas mais eficientes do Estado, e com isso, Everaldo seria responsável por jogar água no moinho da campanha pela privatização da empresa, atendendo aos interessas da Rede Globo e dos capitalistas que querem lucrar com os serviços de águas e esgotos do Rio de Janeiro. O escândalo das águas sujas mostra que são os trabalhadores que deveriam gerir a Cedae, que são os cedaeanos que deveriam eleger a direção da empresa, ao invés desta ficar à mercê de indicações políticas e dos ataques dos defensores da privatização.

3) Inimigo dos LGBTTI, das mulheres e dos negros

Pastor Everaldo elegeu os LGBTTI como alvo de sua campanha reacionária. Em 2012 lançou a campanha "Homem + Mulher = Família" pelo PSC. Em 2014, em campanha presidencial, prometeu que iria rever o casamento de pessoas do mesmo sexo se fosse eleito, criticando decisão do STF. Também elegeu as mulheres como inimigas fazendo campanha contra o direito ao aborto. Junto ao combate contra os direitos das mulheres, Everaldo ainda atacou a pauta da legalização das drogas, defendendo a "repressão ao tráfico" que na prática significa operações policiais que aterrorizam as comunidades deixando milhares de mortos, sendo em sua maioria jovens negros assassinados pela Polícia Militar.

4) Favorecimento de Aécio nos debates presidenciais

Pastor Everaldo é acusado de favorecer o candidato Aécio Neves nos debates presidenciais de 2014. Hoje "sumido" da política devido aos escândalos publicizados na mídia, Aécio na época era forte concorrente de Dilma. No esquema, que Everaldo nega até hoje, o PSDB teria pago a Everaldo para que este fizesse perguntas a Aécio, dando mais tempo para o candidato do PSDB nos debates presidenciais. A acusação foi feita na delação da Odebrecht, realizada por Fernando Reis, ex diretor da Odebrecht Ambiental.

5) Everaldo teria guardado a "mesada" paga a Witzel pelas OSs

Segundo as investigações da atual operação que levou ao afastamento de Witzel pelo Superior Tribunal de Justiça, Witzel teria entregue R$ 15 mil para Everaldo supostamente guardar consigo segundo o delator Edmar Santos, ex secretário de Saúde de Witzel. Os R$ 15 mil seriam parte de um pagamento mensal de propina que antes era feito através do escritório de advocacia de Helena Witzel, primeira Dama que também é alvo da operação. Os escritório de Helena Witzel teria sido utilizado para o recebimento da propina vinda das Organizações Sociais de Saúde contratadas no período da pandemia, segundo a investigação, que aponta um email de Witzel orientando "os interessados" procurar o escritório.

6) Aliado de Eduardo Cunha

Na gestão de Anthony Garotinho e Benedita da Silva, Pastor Everaldo criou laços com Eduardo Cunha (MDB) - Everaldo era Subsecretário da Casa Civil enquanto Cunha comandou a Companhia Estadual de Habitação, na época filiado ao Partido Progressista Brasileiro (PPB). Juntos, convergiram para o impeachment de Dilma Rousef através do golpe institucional de 2016, aliados na época à própria força tarefa da Lava Jato.

7) Acobertamento de assédio e agressão de Marcos Feliciano contra Patrícia Lélis

Em 2017 veio à tona o caso de Patrícia Lélis, assediada fisicamente e agredida pelo Pastor Marcos Feliciano em 2016. Lélis era presidente da juventude do PSC, e relatou em depoimento na delegacia que Feliciano prometeu um cargo parlamentar se ela aceitasse ser amante do Pastor. Ao recusar, Lélis foi agredida pelo Pastor. Everaldo tentou comprar o silêncio de Lélis, segundo reportagem da Veja.

 
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