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Sábado 19 de Septiembre de 2020
12:19 hs.

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DEMISSÕES NA LATAM
LATAM quer reduzir permanentemente salários, com cortes de até 60%
Redação

Além de demitir milhares de trabalhadores, após expô-los à Covid-19, agora a LATAM quer reduzir permanentemente os salários da categoria, com cortes de até 60% nas remunerações. Vale lembrar que desde o início da pandemia a empresa já estava reduzindo salários e atacando direitos, mas agora busca tornar esse ataque permanente, rebaixando salários de pilotos e comissários.

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Após lucros históricos no último ano, a empresa chileno-brasileira LATAM se baseou na situação de crise sanitária para decretar uma suposta crise e atacar em cheio milhares de trabalhadores no Brasil e em outros países.

Desde o início da pandemia, a LATAM veio expondo os trabalhadores aos riscos da Covid-19 e atacando seus direitos para manter lucros da empresa em meio à crise. Foram mais de três meses de cortes de salários e terror psicológico, com ameaças de demissão em massa, ataques a uma série de direitos e chantagens para adesão a planos de demissões "voluntárias" e à licença não remunerada.

Agora a empresa está travando as negociações do acordo coletivo, com discussões tendo sido levadas ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), porque quer reduzir de maneira permanente os salários de pilotos e comissários, com cortes que podem chegar a 60% da remuneração atual de seus cerca de 7 mil funcionários. Uma terceira reunião entre empresa e representantes sindicais está marcada para a próxima sexta, dia 10.

O sindicato dos aeronautas está tardiamente denunciando as intenções da LATAM contra os trabalhadores, mas somente no que diz respeito a essa nova tentativa de ataque, no que se refere às demissões massivas, reduções de salários temporárias e outros cortes de direitos, o sindicato não construiu uma batalha contra, mas buscou defender a aceitação diante da categoria.

A proposta da LATAM é reduzir o valor fixo dos salários, bem como mudar o cálculo do valor variável de quilômetro para hora de voo. Esse tipo de ataque não é novo e em anos anteriores já foi rechaçado pelos trabalhadores.

Já denunciamos no Esquerda Diário como a LATAM recebeu auxílios bilionários de acionistas e do governo, além dos próprios lucros da companhia que seriam suficiente para sustentar essas milhares de famílias que a empresa coloca na rua em toda América Latina, ao todo já são cerca de 10 mil demitidos.

Frente a essa política criminosa da LATAM, a única opção para manter os empregos e a renda das famílias seria que o sindicato organizasse uma forte luta, junto a outras trabalhadores do transporte, como os trabalhadores de aplicativo fizeram no dia 1º, uma paralisação internacional. Reivindicando além das demissões, mas também a abertura dos livros de conta da LATAM, para que ela prove para onde estão indo todos esses bilhões investidos. E que sejam os próprios trabalhadores organizados com delegados de turno e assembleias que definissem o que fazer com esse dinheiro. Poderiam, por exemplo, destinar toda essa quantia para manter os empregos, o contrário do que ocorre hoje, onde quase 10 mil ficam na rua para beneficiar o lucro de uma dezena de acionistas.

 
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