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Domingo 5 de Abril de 2020
11:13 hs.

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FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL
Em Davos para vender o país, Guedes anuncia abertura das compras do governo para estrangeiros
Redação

Paulo Guedes vem cumprindo a risca seu objetivo anunciado de vender o Brasil no maior fórum de capitalistas do mundo. Para a audiência de banqueiros, empresários e políticos imperialistas Guedes anunciou o plano do país aderir ao acordo internacional que abre a participação de empresas estrangeiras nas licitações.

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Foto: World Economic Forum/Walter Duerst

O ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (21) no Fórum econômico mundial em Davos que o Brasil vai anunciar a adesão ao acordo internacional de compras governamentais, do qual fazem parte países imperialistas da Europa Estados Unidos e Japão, permitindo um tratamento isonômico às empresas nacionais e internacionais na participação de licitações e concorrências públicas no país.

Mais uma vez, o governo utiliza a demagogia do discurso de combate à corrupção para articular ataques e assujeitamento econômico e social do país.

O ministro não informou, porém, a data em que o Brasil irá aderir oficialmente ao acordo, mas estima-se que o governo pretende aproveitar a presença de megainvestidores nesta semana, em Davos, para fazer o anúncio, e mostrar que o país está comprometido com a agenda de liberalização.

"Agora passamos a admitir empresas de fora para todas as compras que a gente fizer (será) um tratamento isonômico", afirmou ele.

Ou seja, o dinheiro público brasileiro destinados às licitações poderá ser investido em empresas estrangeiras, já que, as compras também poderão ser feitas nessas empresas. Hoje por hoje, as licitações têm regras de beneficiar as empresas nacionais.

O ministro coloca como uma justa e igualitária competição entre as indústrias nacionais e internacionais. É sabido, entretanto, que a estrutura das empresas imperialistas detém mais investimentos e tecnologia, desfavorecendo, assim, o desenvolvimento das forças produtivas nacionais. Assim como a dívida pública que saca trilhões anualmente dos países semicoloniais, esse é mais um mecanismo de saque do dinheiro brasileiro por parte do imperialismo.

Como viemos analisando e denunciando a operação Lava Jato, mentora e articuladora do golpe institucional de 2016, desde seu início atuou com interesses específicos de subordinar ainda mais a economia do país para capitalistas americanos e europeus, atacando especialmente as empresas estatais e nichos do mercado mundial onde atores nacionais conquistavam margens de manobra nas disputas com os grandes capitalistas internacionais, como a Petrobras, a Odebrecht, a Embraer, entre outros.

Os interesses antinacionais dessa operação se mostram na arbitrariedade com a qual foi feita, na quase absoluta impunidade de todas empresas internacionais citadas nas operações. A operação também apareceu, como “caça aos corruptos” e esquemas das empresas como a Odebrecht, mas visou, em suma, substituir esses esquemas por outros mais ligados a empresas imperialistas.

Guedes, ainda afirma, hipocritamente, que a medida vai fazer o país "[...]ter as melhores práticas, receber os maiores fluxos de investimentos, se integrar às cadeias globais de negócios” ou se os brasileiros preferem continuar sendo “200 milhões de trouxas servindo a 6 empreiteiras, 6 bancos" como se, a partir do acordo, o Brasil não fosse continuar servindo a grandes bancos e empreiteiras, mas agora também conta com a “opção” das instituições internacionais.

Defendemos o não fechamento desse acordo que só favorece, ainda mais, os grandes capitalistas internacionais e, também, o não pagamento da dívida pública. Métodos de saqueamento do dinheiro produzido pela classe operária do país que deveria ser investido em setores fundamentais da qualidade de vida como saúde, educação e outras políticas públicas. Ao contrário da precarização e entreguismo que tem sido levados a cabo pelos governos burgueses.

 
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