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Sábado 29 de Febrero de 2020
03:54 hs.

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CHILE
Convocam no Chile uma greve desde segunda-feira contra o "Acordo de Paz" e a constituinte acordada de Piñera
Izquierda Diario - Chile
Redação

A seção sindical da Mesa da Unidade Social composta pela União dos Portuários, sindicatos da construção, Colégio de Professores, Associação Nacional de Empregados Fiscais (ANEF), associações de saúde, Coordenadora No+AFP, Coordenadora 8 de março convocam uma mobilização e uma greve de 26 e 27 de novembro contra o "Acordo de Paz" e o processo constitucional do governo. Os portuários paralisarão a partir da segunda-feira 25. Sejamos milhões com todas as forças da classe trabalhadora e avancemos em um plano de luta para preparar a greve geral até Piñera cair.

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Convocatória para “greve geral” 26 e 27 de novembro

Por meio de uma declaração, o setor sindical da Mesa de Unidade Social convoca uma mobilização para os dias 26 e 27 de novembro e uma paralisação nacional. As organizações sindicais que assinam a declaração são compostas por professores, funcionários públicos, trabalhadores da saúde, trabalhadores portuários entre outros. A CUT convoca apenas uma paralisação setorial na segunda-feira e somente na terça-feira 26 fala de uma greve geral, sem dizer nada sobre a quarta-feira 27. Será em correspondência com o apoio do PC Chileno ao processo constitucional do governo e dos partidos? Menos ainda se fala sobre convocar setores estratégicos importantes, como trabalhadores de mineração, florestais e do transporte.

No entanto, os portuários irão paralisar na segunda-feira 25 e na terça-feira 26, começando as mobilizações desde o início da semana.

Esse chamado à greve se dá após o "pacto constitucional" dos partidos, conhecido como "cocina" parlamentar, pois é um acordo entre os partidos para preservar o modelo existente no Chile. Os empresários têm seus partidos e é por isso que apoiam o acordo, pois sabem que seus interesses estarão seguros se Piñera orientar todo o processo e os partidos atuais controlarem a Convenção Constitucional.

Diante disso, os dirigentes sindicais da Mesa de Unidade Social declararam-se contra o "duopólio" do processo constitucional e em rejeição ao "Acordo de Paz" promovido pelo governo, baseado em queixas contra os mobilizados e contra os que opinam contra seu projeto. Os dirigentes também condenaram a violação dos direitos humanos e que este governo não respondeu às demandas sociais e quer impunidade nos assassinatos e ataques da polícia e das forças armadas contra a população civil.

Ainda é possível mobilizar maiores forças da classe trabalhadora

O plano elaborado pelos convocadores não busca aumentar a mobilização das forças da classe trabalhadora, principalmente por duas razões: 1) a adesão de setores “estratégicos” da economia, como mineração, transporte e setor privado, ainda não foi alcançada. A última greve, em 12 de novembro, foi a mais importante em 30 anos. Marchas maciças, cortes de rua e estradas durante a manhã, panelaços e mais tarde resistência na rua às forças de policiais. Essa força podia se expressar perfeitamente por mais dias. Por que é necessário aumentar? Simplesmente porque o acordo parlamentar passará por cima dos interesses dos trabalhadores que lutam há um mês e porque se Piñera continuar no poder, um manto de impunidade cobrirá todas as violações dos direitos humanos.

Fora Piñera: nenhum pacto com a "cocina" parlamentar

A grande maioria dos chilenos desaprova o governo Piñera e exige sua saída. Também criticam e desconfiam do pacto das partidos. Decidirão os mesmo de sempre e nossas demandas serão adiadas. Somente a força dos trabalhadores poderia derrubar esse presidente. Por quê? São os trabalhadores que mobilizam a economia e produzem a riqueza. Ali é onde dói, a fonte de seus lucros, cuja exploração que estamos sujeitos é questionada e interrompida.

É necessário discutir um plano sério para derrubar esse governo que seja realmente ascendente na mobilização e que implemente assembleias e delegações comuns para convencer os setores estratégicos a coordenar ações superiores, como uma greve geral indefinida que exija a saída do governo saia e a anulação do processo constituinte. Existem setores paralisados: professores e profissionais de saúde, que são um grande ponto de apoio. Para instalar sobre as ruínas desse regime uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, os obstáculos devem ser superados com a única linguagem que os empresários e seus partidos entendem: a linguagem da luta de classes.

Necessidade urgente de multiplicar Comitês de Emergência e Resguardo

Devemos estar milhões nas ruas neste novo dia de paralisação nacional, para que isso sirva para avançar em um plano de luta para organizar para uma verdadeira greve geral até Piñera cair. Sustentar uma greve geral indefinida requer um nível mais alto de organização. Em Antofagasta, existe um espaço auto-organizado que coordena trabalhadores, residentes, brigadas de saúde, advogados e estudantes, cujo nome é Comitê de Emergência e Resguardo. Graças à sua existência, a população mantém a unidade em torno das organizações sindicais e resolve as tarefas da luta. É necessário que todos os grêmios e sindicatos organizados pela Mesa de Unidade Social sejam abertos para multiplicar esses comitês e cordões territoriais para organizar concretamente a mobilização. A Mesa de Unidade Social deve ser transformada em uma mesa aberta a todas as organizações sindicais, estudantis e populares, não em um espaço fechado sem vínculos com as assembleias populares. Somente assim, com a unidade e coordenação dos trabalhadores, podemos conquistar nossos interesses e impor uma Assembléia Constituinte verdadeiramente livre e soberana que ponha fim a toda a herança da Ditadura.

 
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