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Sábado 14 de Diciembre de 2019
13:24 hs.

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DIREITO AO ABORTO
Tabata Amaral diz que atual legislação sobre aborto “é o suficiente”, ignorando mortes por abortos clandestinos
Redação

A atual legislação não é um direito de todas as mulheres, pois prevê o direito ao aborto somente em 3 casos: quando a gravidez representa risco de vida para a gestante; quando a gravidez é o resultado de um estupro; e quando o feto é anencéfalo, ou seja, não possui cérebro.

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Na noite da última segunda-feira (14), a deputada do (PDT-SP) foi entrevistada no programa Roda Viva, da TV Cultura. No desenvolver das perguntas, Tabata Amaral diz considerar que a atual legislação sobre o aborto é suficiente.

Tabata se contradiz ao dizer posteriormente que seu foco são as “políticas sociais para mulheres”, não levando a fundo as pautas feministas e ainda rebate:

– Isso não me faz menos feminista. Defendo políticas sociais para mulheres. Apresentei projeto para que, nas eleições para o Senado em que dois senadores são eleitos, necessariamente um seja mulher. Ter mais mulher na política é pauta da minha vida – concluiu.

Ainda na entrevista, ressalta:

– Para mim, a coerência tem a ver com ser verdadeira no que se diz. Para mim, a legislação sobre aborto é suficiente. Não defendo nem retrocesso nem avanço na legislação. Aborto é questão pessoal, o dilema ético que está posto. Tem a vida da mulher e a do feto, que não sei quando começa.

Tabata, inimiga dos trabalhadores, da juventude e das mulheres

A política de Tabata é a todo tempo contraditória. A deputada pedetista que escandalizou a todos após votar favorável à reforma da previdência articulada pelo governo Bolsonaro, o Congresso e o STF, e que também se demonstrou favorável aos cortes de Weintraub na Educação, agora faz demagogia com a luta por direitos das mulheres.

Enquanto Tabata diz levar em conta a vida do feto - algo absolutamente questionável em termos científicos, como apontou nas redes sociais a pesquisadora e especialista no assunto, Debora Diniz, ela ignora sobretudo as mais pobres mais pobres que, graças à atual legislação sobre o aborto (que Tabata diz ser suficiente) morrem todos os anos e aos milhares vítimas do aborto clandestino.

A luta internacional pelo aborto e a legalização no parlamento

Na Argentina a maré verde tomou as ruas no último período. Centenas de milhares e mulheres marcharam pelo direito ao aborto, para que se torne lei. Nesse sentido, Nicolás del Caño, candidato a presidente do PTS (organização argentina irmã do MRT brasileiro) pela Frente de Esquerda Unidade leva adiante a pauta pelo direito ao aborto legal, seguro e gratuito em sua campanha eleitoral, sendo inclusive o único candidato a defender a legalização abertamente no debate presidencial que aconteceu no último domingo.

Tabata, que se diz a serviço das mulheres, eleita com milhares de votos em SP, se estivesse no cenário polarizado da Argentina, onde a luta das mulheres impõe que os políticos tenham que se posicionar sobre o aborto, certamente estaria ao lado do Vaticano e dos “lenços celestes”, que se dizem pró vida, mas na verdade são pró aborto clandestino.

 
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