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Viernes 6 de Diciembre de 2019
21:07 hs.

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RIO DE JANEIRO
Witzel foi ao Rock in Rio atrás de apoio e teve que engolir homenagem a Marielle e Ágatha
Redação Rio de Janeiro
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Foto: Carlos Brito/G1

Wilson Witzel, o governador do Rio de Janeiro, foi atrás de apoio no Rock in Rio, tentando se relocalizar diante das críticas da opinião pública contra as operações policiais de sua gestão. A atuação de Witzel no atual momento é dupla: conseguir fazer uma eleição municipal que prepare o terreno para sua candidatura em 2022, e fazer a defesa de sua uma política racista de gatilho fácil para a polícia, prometendo aos agentes do estado a impunidade aos assassinatos cometidos nas favelas, regiões periféricas e nos bairros e pobres do Estado do Rio de Janeiro.

Questionado pelos repórteres sobre o assassinato de Ágatha, a quinta criança morta durante as operações policiais assassinas comandadas pelo governador, este tentou tirar o corpo fora, defendendo a sua política de segurança pública ao mesmo tempo em que levantava fake news e falsos responsáveis, defendendo, por exemplo, medidas delirantes como o fechamento da fronteira com Paraguai, Bolívia e Colômbia:

"O próprio Conselho de Segurança da ONU pode tomar essa decisão: retaliar Paraguai, Bolívia e a Colômbia no que diz respeito às armas em si. Ou seja países que vendem armas para esses países têm que ser proibidos de fazê-lo sob pena de continuar esse massacre essa situação sangrenta que nós vivemos hoje nas comunidades do Rio de Janeiro. E fechar a fronteira."

Editorial: Lutar por todas as Ágathas

Uma cortina de fumaça, lançada pelo governador para tentar distrair os espíritos mais ingênuos. O fato é que a maior parte dos armamentos utilizados por facções criminosas e milícias são contrabandeados diretamente por militares e policias, que ou vendem do próprio arsenal, ou facilitam a entrada destas armas em troca de suborno.

Além disso, quem é que chega nas favelas e bairros pobres atirando em trabalhadores, negros e pobres é a polícia militar de Witzel, o governador que atira na população voando de helicóptero. É com esta política que aumentou em 23% os assassinatos pela polícia=. Como foi desenvolvido em outro texto neste Esquerda Diário, esta política de Witzel representa agressivo choque à direita nas relações raciais no Rio de Janeiro.

No Rock in Rio, o que Witzel encontrou foi, logo de cara e abrindo o festival, no palco Sunset, a homenagem feita pela artista Lellê à Ágatha Félix. Lellê ainda botou para rodar no telão o último discurso de Marielle Franco, deputada do PSOL assassinada por agentes da milícia, ligados à esta estrutura repressiva do estado do qual Witzel faz parte. Veja abaixo um trecho da abertura:

Leia também: Witzel retira mortes cometidas por policiais de estatística, para seguir matando jovens e negros

Witzel segue com sua política de liberar ainda mais os assassinatos cometidos por policiais, com discursos delirantes como o de que usuários de drogas seriam responsáveis pelos assassinatos ( que fora cometidos pela sua polícia). É um discurso e uma prática para encobertar a repressão e o assassinato da população pobre, trabalhadora e negra, usando para tal a justificativa da falida "guerra às drogas". Segue sendo o mesmo Witzel que quebrou a placa de Marielle, apesar de que por cálculos eleitorais, tenha moderado seu discurso.

Enquanto a classe política arranca o sangue dos trabalhadores, da juventude e dos negros, com reforma da previdência, cortes na educação e entrega das riquezas nacionais, a repressão da polícia de Witzel serve para tentar disciplinar os setores mais precarizados a população do estado do Rio de Janeiro. O "discurso" da segurança pública, que assume a prática de mortes de crianças, da juventude negra e dos trabalhadores, serve para desmoralizar estes setores frente aos ataques econômicos do capitalismo. Uma forte organização, que lute contra a impunidade dos assassinatos da polícia no Rio de Janeiro, contra a repressão estatal, por justiça à Marielle, à Àgatha e todos assassinados pelo estado, se faz necessária e é condição para que também barremos estes ataques econômicos lançados contra os trabalhadores, o povo pobre e os negros.

 
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