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Miércoles 23 de Octubre de 2019
12:28 hs.

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SUBMISSÃO AO IMPERIALISMO
Entrega da base de Alcântara por Bolsonaro aos EUA ameaça quilombolas da região de despejo
Redação

Foi aprovado no dia 21 de agosto pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Casa, o acordo que permite a vergonhosa entrega da base de Alcântara ao imperialismo norte-americano, como um sinal de total submissão de Bolsonaro aos Estados Unidos. Além disso ameaça de despejo mais de 800 famílias quilombolas que vivem na região.

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Nesta última terça-feira (03) foi aprovada pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Casa, o acordo que entrega a base de Alcântara para o imperialismo dos Estados Unidos, em uma total demonstração de submissão e entreguismo do governo Bolsonaro ao imperialismo.

Na manhã do mesmo dia, representantes quilombolas fizeram protesto em frente ao aeroporto de brasília, já que a entrega da base ameaça cerca de 800 famílias quilombolas da região de serem despejadas. Representando as famílias quilombolas, quase duas mil pessoas, movimentos da sociedade civil organizada alegam que diversos pontos não foram divulgados ou debatidos com a população, como o risco de expulsão das comunidades tradicionais de suas terras ancestrais, ocupadas há mais de três séculos, que agora têm seu território ameaçado com o decreto legislativo.

O governo Bolsonaro deu o passo esperado pelo imperialismo ianque chefiado por Donald Trump, diante de cujo altar esse governo de extrema direita se ajoelha de forma humilhante sempre que pode, assinando o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), que permite o uso comercial da base pelos Estados Unidos.

Repudiamos duramente esse acordo de submissão ao poderio tecnológico-espacial dos Estados Unidos, e uma violação flagrante de qualquer vestígio de soberania diante dessa potência global que utiliza suas bases ao redor do mundo para mover suas guerras contra distintos povos. Bolsonaro é um capacho de Washington. Em pleno território nacional, não se poderá adentrar na área de Alcântara sem prévia autorização do governo norte-americano, que já ameaça comunidades indígenas e quilombolas que moram nas cercanias. Chega a ser ridículo que tenha se retratado em suas redes sociais como "combatente contra a mentalidade colonialista" de potências como a França - que, sem dúvida alguma, como mostrou a crise da Amazônia, são exímias espoliadoras das riquezas e recursos naturais do mundo todo.

É necessário levantar uma política anti-imperialista e de independência de classe, repudiando esse acordo entre Bolsonaro e Trump, mas também rechaçando qualquer tipo de interferência dos Estados Unidos na América Latina, num momento em que - como deixou clara a fracassada ofensiva golpista de Trump na Venezuela - os EUA buscam reconquistar sua influência política diante da maior presença da China no subcontinente. Alcântara tem de estar a serviço da população e do desenvolvimento científico, que Bolsonaro tanto odeia. A emancipação do país diante da ingerência permanente do imperialismo é uma tarefa democrática fundamental, que precisa ser levada adiante pela classe trabalhadora organizada, hegemonizando com um programa anticapitalista os interesses mais profundos das camadas exploradas e oprimidas da população".

Veja também: Pablito: "Repudiamos a entrega da base de Alcântara, um acordo de submissão de Bolsonaro aos EUA"

 
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