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Viernes 23 de Agosto de 2019
02:16 hs.

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UNEB
Greve dos docentes da UNEB termina com vitórias e conquistas, mas a luta continua
Redação

Na última quarta-feira, 12, a greve de 65 dias dos docentes da UNEB (Universidade do Estado da Bahia) foi encerrada por deliberação em assembleia realizada. Os docentes conquistaram algumas vitórias importantes, mas declaram que a luta em defesa da educação e contra políticas repressivas e autoritárias continua.

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Os docentes da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) encerraram a greve de 65 dias contra os cortes nas estaduais baianas na quarta-feira passada, 12. Apesar de algumas conquistas, site oficial da associação de docentes da UNEB declarou que a mobilização continuará, acompanhando as negociações que irão ocorrer com o governador do estado, Rui Costa (PT), e contra os ataques na educação por parte do governo federal.

Essa greve conseguiu algumas vitórias como promoções docentes e liberação imediata de orçamento para investimento nas universidades estaduais da Bahia, além de uma mesa permanente de negociação que deverá ocorrer até o final do governo Rui Costa.
Durante todo o movimento nos últimos 65 dias e também durante a assembleia docente que deliberou encerramento da greve, foi discutido e reiterado o absurdo das políticas repressoras e autoritárias do governo Rui Costa.

O governador é um dos petistas que está negociando a reforma da previdência com o presidente Bolsonaro, assinando a carta dos governadores do PT, PCdoB e PSB da semana passada , em que os políticos defendem abertamente que a reforma que ataca a aposentadoria inclua os estados e municípios.

Não só isso, Rui Costa é também quem declarou nestas últimas semanas, em meio às mobilizações predominantemente de juventude contra os cortes de Bolsonaro à educação, defender a cobrança de mensalidades nas universidades públicas. Em relação a movimento docente na UNEB, chegou a reprimir os professores e estudantes apoiadores com a tropa de choque, atacando o direito de greve ao dizer que “greve não é férias” e cortar o salário dos docentes, não se diferindo em nada da ação de um político de direita.

É por isso que, apesar das vitórias conquistadas nestes 65 dias de greve docente, é de suma importância continuar discutindo o projeto de educação e universidade que devemos lutar, não aceitando as negociações que os governos são declarando estar dispostos a fazer. Devemos defender a educação, lutando não só contra corte de verba e por mais investimentos, mas também em defesa das universidades públicas, gratuitas e de qualidade, lutando por mais, pelo fim do vestibular, que funciona como filtro social e deixa centenas de milhares de jovens, filhos da classe trabalhadora, de fora. É preciso deixar claro que não seremos nós que pagaremos pela crise, com nossas vidas, nosso suor e corte de direitos. Não precisamos da reforma da previdência: eliminemos o pagamento da fraudulenta dívida pública, única forma de não hipotecar nosso futuro aos capitalistas nacionais e estrangeiros.

 
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