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Jueves 22 de Agosto de 2019
22:59 hs.

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TENTATIVA DE GOLPE NA VENEZUELA
Bolsonaro incita outros países a apoiarem derrubada do regime de Maduro e golpe de Guaidó
Redação
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Imediatamente após a divulgação do vídeo em que Guaidó aparecia junto ao líder de oposição Leopoldo López, liberto da prisão, e membros do exército convocando a população às ruas, Bolsonaro chamou uma reunião emergencial para discutir a posição do Brasil diante da possibilidade de golpe na Venezuela.

Além de Bolsonaro, participaram do encontro o vice-presidente, general Hamilton Mourão, e os ministros Augusto Heleno (GSI), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Fernando Azevedo (Defesa).

Logo após a reunião, numa incitação ao golpe no país e na defesa dos interesses do imperialismo estadunidense, Bolsonaro soltou uma nota chamando outros países a apoiarem o levante golpista de Guaidó:

"Exortamos todos os países, identificados com os ideais de liberdade, para que se coloquem ao lado do presidente encarregado Juan Guaidó na busca de uma solução que ponha fim na ditadura de Maduro, bem como restabeleça a normalidade institucional na Venezuela", afirmou o presidente, por meio de nota divulgada pelo porta-voz do governo.

Mesmo o até então "ponderado" Mourão, que se colocava contrário em relação a posição abertamente intervencionista de Bolsonaro, declarou ainda pela manhã que:
"Não tem mais volta. As pontes foram queimadas", afirmou o general da reserva.

Entretanto, mesmo no tom incitando ao golpe de Bolsonaro, parece ter prevalecido no governo brasileiro a percepção de que as bases reais do golpe pretendido por Guaidó são frágeis. O General Augusto Heleno disse acreditar que o alto escalão militar do país vizinho segue fiel a Maduro. "Nós sabemos informações por agentes oficiais do Brasil lá", afirmou. Ele também mencionou as cenas de violência na capital Caracas, onde blindados passaram por cima de pessoas que protestavam nas ruas contra o ditador.

É preciso denunciar a tentativa de golpe na Venezuela, patrocinadas pelo imperialismo ianque, através de seu fantoche Guaidó, entretanto não podemos deixar de denunciar o regime chavista de Maduro que se assenta sob seu bonapartismo e a repressão ostensiva.

A realidade nos mostra que o regime de Maduro reprime o povo para manter os privilégios da casta parlamentar e do exército, e também continua pagando a sua dívida pública assiduamente para os bancos. Vemos ao mesmo tempo que o golpe de Guaidó não melhorará de nada a vida do povo venezuelano, visto que aprofundará ainda mais com a privatização total das jazidas de petróleo. Dessa forma, a única saída que o povo tem é o próprio povo que deve exigir a destituição de Maduro e suas emendas antipopular, mas sem cair na armadilha de Guaidó que piorará ainda mais a situação. Assim, precisam se organizar e formar comitês para que saia uma agenda de lutas onde medidas que de fato vão melhorar a vida do povo sejam realizadas, como por exemplo a estatização total das refinarias e jazidas, sob o controle dos petroleiros e que seus lucros sejam retornados para o povo, ao mesmo tempo que tem de ser cancelado o pagamento da dívida pública, que torna a inflação altíssima e agrava absurdamente a miséria do povo que trabalha e quem colhe os frutos são os banqueiros e mega empresas, assim como o governo.

 
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