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Lunes 21 de Octubre de 2019
17:42 hs.

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ESTADO PATRIARCAL
Damares sugere que pais fujam com suas filhas, embora siga ameaçando a vida das mulheres
Redação

Enquanto encabeça uma agenda patriarcal que fomenta a violência contra as mulheres, a pastora evangélica, advogada, e ministra da pasta de Direitos Humanos, da Família e dos Direitos da Mulher do governo Bolsonaro, aconselha: "[...] quem é pai de menina, mãe de menina? Foge do Brasil! Você está no pior país da América do Sul para criar meninas”,

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Na última sexta (15), em uma entrevista que concedeu à Rádio Jovem Pan de João Pessoa/PB, Damares mais uma vez tentou colocar suas opiniões reacionárias a favor de uma postura condenatória aos direitos e à vida das mulheres, afirmando que:

“Se eu tivesse que dar um conselho para quem é pai de menina, mãe de menina? Foge do Brasil! Você está no pior país da América do Sul para criar meninas”, declarou.

Através de sua assessoria tentou diminuir o peso de sua declaração dizendo que sua fala foi “descontextualizada”. Não houve descontextualização, é essa a solução que Damares tem a oferecer às mulheres, pois a sua única preocupação no governo está sendo retroceder ainda mais no direito ao aborto.

Usando de um discurso fundamentalista para subordinar ainda mais os corpos das mulheres sobre rígida fiscalização do Estado, das Igrejas, maiores representantes da economia patriarcal, que escraviza as mulheres com salários rebaixados, terceirização, e uma penosa dupla/tripla jornada.

Alerta sobre a violência contra a mulher no país como uma realidade inescapável, enquanto elabora propostas como uma bolsa para que mulheres vítimas de estupro, forçando que tenham que ser responsáveis pelo feto gerado em uma situação de completa violência. É um incentivo de Damares a esse tipo de violência e um castigo às mulheres.

Para ela, fugir do país seria a solução para pais e mães de meninas? Buscar segurança onde? E com quais recursos? O conjunto da classe trabalhadora, que atualmente tem rosto de mulher, não pode aceitar que uma pastora que não representa os interesses de todas as mulheres, determine a vida de inúmeras famílias que são violentadas pelo estado capitalista desde sua expansão.

Depois de várias declarações polêmicas que demonstram seu total desrespeito ao conjunto das mulheres, seu discurso tem objetivo de introjetar uma ideologia que separa homens e mulheres, enfraquecendo a luta dos trabalhadores e trabalhadoras contra a exploração. É no combate contra a Reforma da Previdência e os governos misóginos de Bolsonaro, alinhado com o trumpismo, que as mulheres podem mostrar que estarão na linha de frente de construir uma força antiburocrática, em cada local de trabalho e estudo, que sirva para superar a muralha que as burocracias sindicais e do movimento de mulheres impõe à aliança de fileiras entre mulheres e trabalhadores.

[ENTREVISTA: "As tarefas das mulheres na preparação do 8 de março]->http://www.esquerdadiario.com.br/Entrevista-as-tarefas-das-mulheres-na-preparacao-do-8-de-marco]

 
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