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Miércoles 21 de Agosto de 2019
07:30 hs.

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CHUVA NO RIO
5 mortes e destruição por chuva no Rio são fruto do descaso de Crivella
Redação

Já são 5 mortos em decorrência da chuva de ontem (06/02), que inundou o Rio arrastando árvores, postes e destruindo o que havia pelo caminho.

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Imagem: Ônibus soterrado no Vidigal, bombeiros trabalham toda a manhã à procura de sobreviventes. Foto: Alessandro Buzas/Futura Press/Estadão Conteúdo

No dia de ontem, o Rio de Janeiro enfrentou uma forte chuva, passando rapidamente da normalidade para o estado de atenção, e do estado de atenção para o estado de crise, com sirenes da defesa civil sendo soadas durante a noite enquanto a chuva alagava regiões inteiras, em especial na Zona Oeste e Sul. Veja algumas imagens das regiões alagadas durante a noite:

A mídia retrata o caso como um desastre natural, culpa da chuva. Com a velocidade com que a chuva escalou, nada haveria para se fazer a não ser esperar a chuva parar para moradores ou os bombeiros tentarem salvar pessoas nos escombros de deslizamentos, ocorridos no morro do Vidigal (Zona Sul) onde houveram dois deslizamentos, um sobre um ônibus, onde atuam os bombeiros, e outro na parte mais alta da comunidade onde atuaram moradores; e em Guaratiba, na Zona Oeste, onde mãe e filho morreram soterrados na sala de casa.

Mas a verdade é que a responsabilidade de tudo isso é da prefeitura de Marcello Crivella, o bispo da Universal que destinou os recursos da prefeitura para beneficiar seus correligionários, o mesmo prefeito vítima de acusação de ter utilizado os serviços do SUS para beneficiar os pastores de sua igreja, a Universal.

Ciclovia "inspecionada" por Crivella desaba com Chuva

Em 29 de janeiro deste ano, a prefeitura teria feito uma "inspeção" na Ciclovia Tim Maia, para tentar liberar a catastrófica e assassina obra, fruto de negociações espúrias entre Eduardo Paes e as construtoras. Veja abaixo o vídeo:

Com a chuva, a Ciclovia desabou pela terceira vez desde que foi construída. Veja abaixo:


Foto: Nathalia Castro/Tv OGlobo

Mais uma demonstração de que em nome dos interesses capitalistas, Crivella está disposto a colocar a vida da população sob grave risco.

Enquanto beneficiava empresários de ônibus aumentando a passagem, e se autobeneficiou com o projeto para abrir um atalho ligando sua casa à Av. Ayrton Senna.

Mas o que o Rio de Janeiro precisa é de um plano de obras de emergência que coloque barreiras de proteção para não ocorrerem os deslizamentos, e que construa reservatórios de água para que não inundem as casas e as vias necessárias para se fazer a cidade funcionar. Junto disso realizar reformas e construir novas moradias para a população segundo a demanda. E expropriar os imóveis ociosos usados pela especulação imobiliária, abrigando a população que não tem onde morar ou vive em zonas de risco.

Para as comunidades e favelas que precisam destas obras, afinal todos os anos as chuvas ocorrem na mesma época do ano e sempre causam estrago, ao contrário disso, Crivella propôs no ano passado "reformar as fachadas da Rocinha", porque ela "estaria feinha", segundo disse o prefeito da Universal.

Um plano de obras públicas, gerenciado pelos trabalhadores e pela população das regiões afetadas por estes desastres anunciados e não prevenidos pela prefeitura, que coloque os recursos do estado a serviço da população, é a única saída para resolver a crise com as chuvas que se repete todos os anos no Rio de Janeiro.

 
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