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Sábado 21 de Septiembre de 2019
19:14 hs.

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CONGRESSO
Maia é principal articulador da reforma da previdência, e com apoio do PDT e do PCdoB
Redação

Nessa sexta-feira (1) os deputados e deputadas eleitos no ano passado tomarão posse e escolherão o presidente da câmara para os próximos dois anos. Maia se postula como principal articulador da reforma da previdência.

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O favorito inquestionável é Rodrigo Maia, atual presidente da câmara, do DEM, e que conseguiu um amplo leque de apoio parlamentar que vai do PSL de Jair Bolsonaro até o PCdoB de Manuela D’Ávila, passando pelo PSDB de Aécio Neves e pelo PDT de Ciro Gomes. As siglas conformam uma verdadeira sopa de letrinhas que escancara o loteamento dos cargos e promessas da câmara nesse início de ano: PSL, PSDB, MDB, DEM, PSD, PRB, PR, PODEMOS, PPS, PDT, PCdoB, PR, Solidariedade, PSC.

Para além dos apoios partidários, alguns outros apoios ao filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro chamam atenção: a do capital financeiro e de setores do judiciário, bem como de setores do alto escalão do governo Bolsonaro, como o próprio Paulo Guedes. A razão? Rodrigo Maia seria a menina dos olhos para a aprovação da reforma da previdência.

Segundo matéria de Lauro Jardim, do jornal O Globo, o mercado financeiro deposita suas fichas em Rodrigo Maia. Em pesquisa feita pela XP Investimentos com 87 grandes investidores, 85% dos entrevistados acreditam na vitória de Rodrigo Maia e 75% deles acreditam na aprovação da reforma da previdência, bem como 79% deles acreditam que os termos da reforma enviada ao Congresso serão ainda mais duros do que os elaborados por Temer.

Com a provável vitória de Maia hoje, os banqueiros e financistas estrangeiros e brasileiros tremem de felicidade e otimismo com as perspectivas de lucrar ainda mais sobre o trabalho da maioria dos trabalhadores brasileiros. Para além das promessas de ataques, Maia já protagonizou alguns dos principais ataques organizados durante o governo Temer, como a reforma trabalhista, a PEC do teto de gastos e a lei da terceirização irrestrita. Ou seja, um verdadeiro inimigo dos trabalhadores.

Logo após o segundo turno, Maia sentou com Paulo Guedes para negociar os termos da reforma. Ainda no ano passado, em um congresso de empresários do setor químico, o carioca afirmou categoricamente que “nenhuma outra agenda vai tirar a reforma da Previdência de pauta”

Ao lado do PSL, do centrão, do PSDB, do capital financeiro, de Paulo Guedes e boa parte do governo Bolsonaro, o PCdoB de Manuela D’Ávila e o PDT de Ciro Gomes também estão no barco de Rodrigo Maia. Dessa forma os dois partidos ajudam a ampliar o corredor que facilita a aprovação da reforma da previdência e fará os trabalhadores trabalharem até morrer. Vindo de Ciro Gomes, não há muito o que estranhar, tendo em vista as recentes aproximações de seu economista, Mauro Benevides, com Paulo Guedes. Pouco a pouco Ciro Gomes vai se postulando como conselheiro do governo Bolsonaro, como ele mesmo atesta: “aprovei a ida de Mauro Filho para conversar com a equipe de Paulo Guedes. Minhas ideias são para o Brasil”. Sou oposição ao Bolsonaro mas se ele tomar iniciativas boas para o País, não evitarei o diálogo. E o PCdoB, segundo os bastidores da política, apoiam Rodrigo Maia em troca do engavetamento da CPI da UNE que vem sendo congelada há um tempo em troca de apoio.

Com toda essa articulação, o PT não conseguiu cumprir seus objetivos iniciais de se ligar com a direita fisiológica do MDB, PP e PTB, como sempre se ligou, a fim de enviar um nome próprio para presidência da câmara. Como todos esses partidos partiram para o barco de Maia, o PT teve que se ligar ao PSOL, PSB e REDE a fim de não se isolar (ainda que no Senado, ao que tudo indica, apoiará Renan Calheiros, também entusiasta da reforma da previdência).

Ou seja, o velho toma lá dá cá vem vigorando nesse início de 2019, tudo em função da aprovação da reforma da previdência e dos desejos do capital financeiro, e tudo com apoio da falsa oposição do PDT de Ciro Gomes e do PCdoB da Manuela D’Ávila.

 
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