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Jueves 21 de Noviembre de 2019
21:21 hs.

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PRIVATIZAÇÃO DO METRÔ
A privatização despenca do ar no Metrô de SP
Redação

Nessa quarta-feira (29), um acidente ocorreu entre dois trens a linha 15 Prata do monotrilho, no metrô em São Paulo. Os vagões estavam sem usuários.

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Um dos trens estava parado sem ninguém, o outro em movimento com o operador. O operador numa situacao extremamente difícil com trem descontrolado evitou uma tragédia maior, acionando o botão soco de emergência, evitando assim que o trem até pudesse cair dos pilares. O monotrilho, no entanto, pretende não usar operador, querem um modelo de turismo, em um transporte de massas, o que exige adaptações que mostram seu preço, nos acidentes ocorridos essa semana. 

Os metroviários votaram em assembleia não usar uniforme da empresa a partir de hoje(30), até dia 04, que é a próxima assembleia como preparação de uma greve. 

A greve é uma parte das medidas para lutar pela readmissão do Joaquim, operador de trem da linha 1, demitido de forma sumária e injusta. Contra a implementação da escala noturna 4x1x4x3 e contra a privatização . A linha 15, que é o monotrilho, está pra ser privatizada e foi entregue as pressas no ano passado na época da eleição. Doria também está de olho na linha 1,2 e 3 para entregar a seus amigos empresários. 

Felipe Guarnieri, operador de trem do metrô de SP e diretor da FENAMETRO, deu uma declaração repudiando a hipocrisia de quem defende a privatização: 

"A Bombardier, a direção do Metrô e o governo são responsáveis pela colisão de trens no Monotrilho por criarem o CBTC, sistema cujo objetivo é extinguir a função de operador de trem, deixando o transporte mais caro e totalmente inseguro para população"

Um operador de trem da linha 15, falou conosco dando seu relato:

"Em uma semana,foram 2 acidentes graves na linha. Caiu uma parte do trilho que alimenta o trem com energia, e agora essa colisão de dois trens. A entrega precipitada da linha, iniciando a operação pela metade, causa insegurança para os operadores, atuando em um sistema que ainda não está completamente pronto. Tudo em nome da privatização"

Foi por isso que a assessoria de imprensa do Metrô na semana passada, assediou e massacrou na mídia o operador de trem Joaquim, o culpando de forma unilateral, pela falha de 2 horas na linha 1. Mas agora que o operador de trem evitou uma tragédia maior na linha 15, fazem silêncio...

Querem jogar os metroviários contra a população, mas não vão conseguir. 

A privatização retira direito dos trabalhadores, precariza o serviço público e acaba com postos de trabalho, para encher os cofres dos empresários e sustentar a corrupção do governo. 

Quem paga a conta são os trabalhadores e a população!

Por isso, que os metroviários estão mobilizados contra essa política de Doria em SP, trabalhando sem uniforme da empresa e preparando a greve dia 05/02. Se os desmandos da empresa continuarem, os metroviarios prometem entrar em greve, para que suas reivindicações sejam ouvidas, defendendo um metrô público e acessível a toda população. 

 
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