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Lunes 19 de Noviembre de 2018
06:47 hs.

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GOVERNO BOLSONARO
Conheça o perfil dos 27 apóstolos dos ataques neoliberais de Bolsonaro contra os trabalhadores
Redação

Recebedores de caixa 2 como Onyx Lorenzoni, economistas especializados em privatizações de água, outros especializados em privatização de solos, gente ligada a Gilmar Mendes, ao Instituto Millenium da Globo, a empresas privatizadas como a Vale e Metrô Rio, gente que vê conspirações à la URSAL, economistas de Doria e Kassab, defensores da “Cura Gay”, sem falar nos militares e até em réus por estelionato agressão a mulheres e de investigados no esquema do Whatsapp e caixa dois. Conheça alguns detalhes dos primeiros 27 nomes do “governo de transição” de Bolsonaro.

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Bolsonaro assumiu o governo com uma missão de atacar profundamente os direitos dos trabalhadores, começando pela reforma da Previdência, para entregar mais e mais recursos ao imperialismo e para fazer tudo isso enquanto se fortalece a tutela e arbitrariedade do poder judiciário com aplauso militar. Os 27 nomes que já compõem oficialmente o “governo de transição” sob comando do futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o recebedor de caixa 2 perdoado pelo STF, pela mídia e seus parceiros de governo “inimigos da corrupção”, os generais, Moro e Bolsonaro.

Como não podia deixar de ser, junto de Onyx os 27 primeiros nomes de Bolsonaro não incluem nenhuma mulher ou negro. Conheça alguns detalhes do perfil dos nomeados para a transição.

O levantamento do Esquerda Diário levou em consideração múltiplas fontes diretas e jornalísticas e parte da informação é ainda preliminar, há versões bastante divergentes sobre a biografia de alguns nomeados em vários respeitados veículos jornalisticos.

1. Paulo Guedes. O “super-ministro” da economia é um dos fundadores do BTG Pactual e da BR Investimentos. O economista da “escola de Chicago”, a mesma da ofensiva neoliberal no Chile de Pinochet é acusado de fraude nos fundos de pensão de várias estatais que ele quer privatizar, o MPF o investiga.
O banco que ele fundou tinha como sócio, André Esteves, preso na Lava Jato. O banqueiro Esteves foi preso e rapidamente solto depois que aceitou a quebra da empresa de sondas SETE Brasil (que furava um “cartel mundial” segundo o delator Barusco, saiba mais neste link.
Guedes defende a privatização de todas estatais, cortar direitos trabalhistas, as aposentadorias, cortar gastos públicos de forma selvagem e ainda propõe o retorno da CPMF, motivo pelo qual Bolsonaro pediu seu silêncio durante a campanha eleitoral.

2. Augusto Heleno. General da reserva, inicialmente cotado para Ministro da Defesa, agora se cogita que assuma o Gabinete da Segurança Institucional (GSI) que concentra toda espionagem nacional e tem assento no próprio Palácio do Planalto. A proximidade com Bolsonaro no dia a dia pesa para esta decisão. O General é outro “super-ministro”, até recentemente, comentava absolutamente sobre todos temas de governo. É o general mais antigo, e portanto com respeito a “antiguidade” como um dos fatores hierárquicos, o mais hierárquico do grupo que compõe o governo Bolsonaro.

Heleno foi o primeiro comandante da Missão das Nações Unidas de repressão ao povo haitiano, em seu mandato lá foi tentada uma abordagem mais violenta com a ocupação e tiroteios frequentes na favela de Bel Air, posteriormente o Exército brasileiro testou outra abordagem em outra importante favela, Cité Soleil, que deu origem ao projeto das UPPs no país. Foi parte fundamental desta “escola” tendo o povo negro do Haiti como material de ensaio.

Retornando do Haiti foi comandante militar da Amazônia e se opôs ao governo e aos direitos dos povos indígenas. Em Brasília, chefiou o Centro de Comunicação Social do Exército (CComSEx).

3.Gustavo Bebianno, presidente do PSL, advogado, atuou no Jornal do Brasil quando este era presidido por Paulo Marinho, o empresário em cuja casa Bolsonaro se reúne diariamente quando está no Rio de Janeiro. Bebianno é conhecido por posições homofóbicas e por tentar se mostrar um “bolsonarista” convicto. Em vídeo divulgado pelo O Globo afirma que o problema não é a “opção sexual” das pessoas, mas “ser viadinho”. Defende garantir a reforma da Previdência quanto antes.

4.Marcos Pontes: da Aeronáutica, foi astronauta e fez longa formação na americana Nasa. É suplente do reacionário senador eleito Major Olímpio. Defende a entrega da base de Alcântara aos americanos, será ministro de Ciência e Tecnologia, pasta que absorverá as universidades federais.
Saiba mais sobre ele neste link.

5.Luciano Irineu De Castro Filho, professor de economia em Iowa, Estados unidos, militar da Aeronáutica é de formação em matemática e autor de artigos sobre “teoria dos jogos” e previsibilidade dos atores econômicos, equilíbrio de Nash e outros modelos matemáticos que serão usados – junto com todo o privatismo do governo Bolsonaro – para calcular melhores “jogos” para enriquecer os donos da dívida, as empresas imperialistas e como atacar o funcionalismo. Uma de suas especialidades acadêmicas é o estudo matemático de “decisões gerenciais” em empresas para maximizar lucros.

6.Paulo Antônio Spencer Uebel, diretor na Webforce Venture Capital. Foi Secretário Municipal de Desestatização e Parcerias da Prefeitura de São Paulo no governo Dória. Também foi diretor da LIDE empresa de Doria e diretor do “Instituto Millenium”, think tank neoliberal ligado a Rede Globo.

7. Arthur Bragança Weintraub, também atuará na esfera econômica. É especialista em privatização da previdência, inclusive em estabelecer modelos neoliberais como o chileno onde só uma minoria que poupar consegue uma aposentadoria abaixo do valor da fome, e que de quebra entrega bilhões aos bancos. Trata-se do modelo de “capitalização” que tem sido elogiado por diversos membros do governo Bolsonaro, e com outra fórmula também constava no programa de Ciro Gomes.

8. Abraham Bragança Weintraub, irmão do privatizador da previdência citado acima. Foi diretor do Banco Votorantim, se diz perseguido como professor universitário é agressivamente neoliberal e anti-esquerda tecendo teorias da conspiração. É autor de pérolas à la Ursal, como esta publicada pelo Estadão: “Eu não acreditava nisso. Achava que era teoria da conspiração. Todavia, está tudo documentado! O Foro de São Paulo é uma realidade! As FARC eram convidadas de honra. O crack foi introduzido no Brasil de caso pensado. Vejam os arquivos, está na internet!"

9. Gulliem (Julian) Charles Bezerra Lemos, Vice-presidente do PSL, deputado eleito pela Paraíba. Coordenou campanha de Bolsonaro no Nordeste, Em 2011, foi condenado em primeira instância a um ano de prisão em regime aberto por estelionato. O processo prescreveu antes do novo julgamento na segunda instância. Foi alvo de três acusações de violência doméstica entre 2013 e 2016, chegando a ser preso em um dos casos. Uma delas, movida por sua irmã, que ainda está em curso.

Saiba mais neste link

10. Roberto Da Cunha Castello Branco, foi do Banco Central no governo Sarney, executivo na Vale do Rio Doce quando ela já estava foi privatizada. Deteve cargos na FGV mas se destaca por extensa carreira lucrando nas empresas que ganham privatizações e precarizam serviços e destroem o país.

Além da Vale do Rio Doce ele foi vice-presidente da Invepar que é uma das grandes acionistas, no Metrô Rio, no Aeroporto de Guarulhos, no VLT Carioca, e em várias rodovias pelo país. Com seu extenso currículo de privatizações é um dos cotados para assumir a Petrobras caso Bolsonaro não a entregue a algum general.

11. Luiz Tadeu Vilela Blumm. Tenente-Coronel e Comandante Operacional do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, é um dos nomeados pelo “super-ministro” Heleno da cota dos militares no governo de transição e futuro.

12. Carlos Von Doellinger, economista do IPEA especialista em teses de gestão da subordinação ao imperialismo, é autor de “must-read” no entreguismo como “Empresas multinacionais na indústria brasileira”. Foi secretário do Tesouro Nacional, um dos órgãos emissores da dívida pública negócio que entrega a cada ano R$ 1trilhão aos capitalistas nacionais e estrangeiros.

13. Bruno Eustáquio Ferreira Castro De Carvalho, Coordenador do programa de privatizações de Temer, o PPI. É especialista em gestão de questões ambientais em privatizações, especialmente em recursos hídricos, uma das mais abundantes e ameaçadas riquezas nacionais.

14. Antônio Flávio Testa, indicado pelos militares. É sociólogo de formação, foi apoiador de Collor e se autointitula em entrevista ao El País como elo dos militares e a academia, não se sabe qual. Formulador de parte do programa neoliberal e reacionário de Bolsonaro, é um “acadêmico” que defende a tese de relativizar a ditadura, bem como “virar a página” tal como seu presidente eleito em eleições com todas as digitais da manipulação do judiciário.

15. Carlos Alexandre Jorge Da Costa. Foi diretor do BNDES no governo golpista de Temer. Fez carreira no banco imperialista JP Morgan, no BNDES era ponte com alas dos capitalistas menos beneficiárias do aumento do entreguismo no governo golpista. Responsável pela negociação com as patronais de máquinas como a Abimaq, é um nome para tentar atenuar conflitos com os “industriais” enquanto promovem selvagem entrega do país. É cotado pela grande mídia para assumir o BNDES.

16. Waldemar Gonçalves Ortunho Junior, Coronel reformado do Exército. Durante a campanha, foi responsável articulou um grupo de militares que discutiam segurança, saúde e meio ambiente, entre outros temas. Era quem juntava toda a informação em resumos para os generais e Bolsonaro. É uma espécie de coordenador das informações para os militares, segundo reportagem da Terra e da Veja.

17. Jonathas Assunção Salvador Nery De Castro

Mais um especialista de privatizações do governo golpista de Temer. É da secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República.

18. Alexandre Xavier Ywata De Carvalho, economista de formação militar. Trabalha no IPEA com especialização em “gestão de solos”, junto ao especialista em privatização de água compõe um núcleo duro para assessoramento no entreguismo.

19 Pablo Antônio Fernando Tatim Dos Santos, é pastor da Assembleia de Deus (mesma de Magno Malta) e Secretário-executivo da secretaria-geral da presidência da república no governo Temer, é um dos nomes do presidente golpista para fazer a ponte com Bolsonaro e sua ainda mais reacionária equipe.

20. Waldery Rodrigues Junior Outro economista do IPEA, com formação militar, especialista em privatizações segundo a BBC, dá aula no “Instituto de Direito Público”, instituição que pertence a Gilmar Mendes, é parte do Ministério da Fazenda de Temer.

21. Adolfo Sachsida, também economista, é filiado ao DEM de Onyx Lorenzoni. É colunista no “Instituto Liberal” e um dos articuladores do Escola sem Partido, foi voz ativa no Congresso em defesa da “Cura Gay” segundo reportagem do G1.

22. Marcos Cintra Cavalcanti De Albuquerque, assessor de Paulo Guedes, é mais um defensor do retorno da CPMF. Foi secretário de Planejamento do direitista Paulo Kassab na prefeitura de São Paulo.

23. Sérgio Queiroz é pastor e procurador da Fazenda Nacional.

24. Marcos Aurélio Carvalho – da empresa AM4 acusada de ser uma das operadoras do esquema de fraude eleitoral e caixa 2 operado por Bolsonaro e empresários, como fartamente documentado por toda grande mídia.

25. Paulo Roberto, tenente-coronoel dos Bombeiros em Brasília, outro indicado pelo militares. Faz parte do chamado “grupo de Brasília”.

26. Ismael Nobre, coronel, mais um indicado dos militares, segundo boa parte da mídia. Há outras versões, como a da BBC que indicariam ser um biólogo especializado em precificar o bioma da Amazônia. A equipe do Esquerda Diário não conseguiu identificar nem a que arma pertenceu esse suposto militar nem se seria o mesmo biólogo Ismael Carlos Nobre identificado pela BBC e outras mídias.

27. Eduardo Chaves Vieira, coronel do Exército. Conheceu Bolsonaro na Academia de Agulhas Negras.

Esses 27 nomes dão a confirmação do tom da campanha de Bolsonaro de que passará como um rolo compressor por cima dos interesses dos trabalhadores.
Como nós do Esquerda Diário e do MRT viemos debatendo, é urgente a batalha pela construção da mais ampla frente única operária, construída através de comitês de base representativos em cada local de trabalho e estudo para atropelar os limites impostos pela burocracia encastelada nos sindicatos e assim organizar a luta contra Bolsonaro. As centrais sindicais devem romper com sua paralisia e organizar milhares de comitês, assembléias, reuniões nos locais de trabalho para construir uma paralisação nacional que prepare as condições para uma greve geral que derrote a reforma da previdência, revogue a reforma trabalhista e derrote todos os ataques de Bolsonaro e do golpismo para assim abrir espaço para impor um programa operário para que sejam os capitalistas que paguem pela crise.

 
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