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Lunes 19 de Noviembre de 2018
06:05 hs.

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BOLSONARO
Marcos Pontes quer colocar conhecimento das universidades ainda mais nas mãos das empresas
Redação

O futuro ministro da ciência e tecnologia, o tenente-coronel Marcos Pontes, quer entregar o conhecimento das universidades ainda mais de bandeja às empresas. Isso porque quer facilitar doações de montantes de dinheiro das empresas às universidades, fazendo com que elas ditem ainda mais os rumos da pesquisa científica.

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Após o incêndio no Museu Nacional, o governo golpista de Temer editou a Medida Provisória que passou a prever a captação de recursos de fundos patrimoniais para instituições de educação e cultura, incluindo as universidades. Fundos que incentivam a doação de montantes de dinheiro por empresas, devolvendo a elas isenção de impostos via lei Rouanet.

Agora, Marcos Pontes, quer facilitar ainda mais essa doações, para que as empresas possam escolher dentro das universidades o que elas querem que seja pesquisado para seu benefício. É uma clara ingerência ao conteúdo do que se pode ou não pesquisar nas universidades. Já que como sabemos, quem paga a banda escolhe a música. E sabemos que no caso das empresas a música é a exploração dos trabalhadores para seguirem lucrando mais e mais.

“A legislação tem que ser revista para permitir que universidades recebam recursos diretamente para investimentos em pesquisa, projetos, patentes que interessem à empresa. Essa é uma das minhas bandeiras”, afirmou.

Hoje há projetos em várias universidades do país que incentivam a inserção das empresas na universidade, sugando o conhecimento produzido. Um deles que existe na Unicamp, uma das universidades onde se vê mais claramente essas relações, é o “Inova”, que tem como objetivo direto colocar a produção de invenções tecnológicas na universidade à serviço da implementação de inovação no mercado, com objetivo de melhor explorar a força de trabalho, obtendo mais-valia com discurso do desenvolvimento e colocando assim a universidade abertamente à serviço das necessidades do setor privado.

É um absurdo que Bolsonaro e seus futuros ministros queiram atacar a universidade pública, aprofundando o sentido privatizante, usando até mesmo discursos de que podem passar a cobrar mensalidades nas universidades federais e querendo escolher os reitores para melhor passar seus planos de ataques.

Nós do Esquerda Diário e da juventude Faísca, defendemos uma universidade pública, aberta a toda a juventude, que o conhecimento sirva para resolver os grandes problemas sociais da população, e que seja financiada com dinheiro público que ao invés de pagar a fraudulenta dívida pública, poderia ir para custear a educação, por isso lutamos para que a UNE chame comitês e assembleias de base em todas as universidades do país onde está para que os estudantes, se aliando aos trabalhadores, possam ser uma força social enorme para se contrapor ao projeto de educação com o setor privado e Imperialista de Marcos Pontes.

 
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