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Domingo 16 de Diciembre de 2018
17:53 hs.

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WALL STREET E BOLSONARO
Conheça o banqueiro que uniu Wall Street a Sérgio Moro e Bolsonaro quer de ministro
Marcello Pablito
dirigente do MRT e fundador do Quilombo Vermelho

O povo nem votou e Bolsonaro já nomeou um ministério cheio de lobos de Wall Street. Um deles é Alexandre Bettamio do Banf of America Merrill Lynch e da Brazilian-American Chamber of Commerce. Conheça como este banqueiro é o elo entre Wall Street, a Lava Jato e Bolsonaro.

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Bolsonaro conquistou o apoio das finanças nacionais e internacionais para dar continuidade ao golpismo e impor um avanço autoritário no país para aumentar os lucros dos capitalistas. Antes mesmo do povo decidir, já começou a repartição do espólio de guerra que é nosso país.


Foto: Rogério Melo. Bettamio do Bank of America em reunião em uma garagem com Temer
Bettamio do Bank of America é um dos vencedores do espólio. Não que viesse tendo maus negócios com o PT e Temer, mas agora terá ainda maior controle do botim.

Não só os direitos trabalhistas, as estatais e as riquezas do Pré-Sal estão na cobiça, a própria condução do governo e da economia do país estarão loteadas em maneira muito mais intensa do que já era a flagrante e criminosa subordinação petista e todo salto em entreguismo que vimos com Temer.

Em todos jornais já estão aparecendo os nomes de seus futuros ministros. Do hiper-neoliberal Paulo Guedes a toda uma trupe de reacionários generais que querem impor o elogio da ditadura nos currículos escolares e até mesmo o fim do 13º salário. Mas além destas caras conhecidas há nomes desconhecidos da amplíssima maioria da população, são eles sinistros banqueiros imperialistas, verdadeiros lobos de Wall Street, que se sentarão a seu lado na mesa.

A referência ao filme de Leonardo di Caprio não é fortuita. Alguns dos nomes ligados a Bolsonaro são condenados por fraude, especialistas em negócios de alto risco, especialistas em demissões sumárias e crimes trabalhistas, bem ao estilo do personagem do filme hollywoodiano. É isso que virá acompanhado do reacionário, dos juízes e dos militares. Há um laço material de interesses imperialistas que os une.


Bettamio entrega prêmio a Bloomberg junto de João Doria Jr

Em outro artigo já mostrei a ligação de Bolsonaro com latifundiários escravistas, com bilionários empresários da construção civil, também não faltam laços com empresários processados por abusos trabalhistas e eleitorais como Luciano Hang da Havan, com o sócio brasileiro da Shell e dono e gigante dos canaviais, a Cosan, e em outro artigo é demonstrada a ligação com Jorge Lemann, da 3G Capital, acionista majoritário da Ambev, e sócio na Kraft Foods e BurgerKing junto do yankee Warren Buffet, estes dois dos homens mais ricos do mundo são conhecidos por agressivos planos de demissões de trabalhadores e por cortes de direitos trabalhistas.

Além de Paulo Guedes estarão no governo Sérgio Eraldo Salles Pinto da Bozano Investimentos (presidida por Guedes), Roberto Campos Neto do Santander, e especialmente Alexandre Bettamio do Bank of America Merrill Lynch (conhecido como “BofA”).

O Santander e o “BofA” são dois bancos muito especiais, eles tem um monopólio do negócio da dívida pública brasileira. O Estado brasileiro escolheu que toda sua dívida pública (um roubo que suga R$1 trilhão por ano do país) passa pelas mãos de 12 bancos (Itau, Bradesco, BTG Pactual, XP Investimentos....e Santander e BofA).

Saiba mais sobre os “dealers” da dívida pública e por que não pagá-la.

Alexandre Bettamio, o chefe dos negócios de Wall Street no Brasil é o link da Bolsa com Sérgio Moro

O advogado formado no paulista Mackenzie fez extensa carreira nas finanças internacionais, especializado em Brasil e América Latina. De posse de vasto currículo como especialista no roubo colonial via dívida, especulação nas ações e no câmbio, galgou posições até tornar-se presidente latino-americano do poderoso Bank of America Merrill Lynch, dali subiu mais um degrau: tornou-se presidente do Brazilian-American Chamber of Commerce, o mais concentrado grupo de interesse yankee no país, passou a representar no somente seu banco, mas todos.

Como parte da cooptação e premiação dos juízes astros do golpe institucional do país promoveu numerosas palestras nos Estados Unidos que tinham como convidados de honra Procuradores da República, juízes do Supremo, e obviamente, Sérgio Moro.

Neste ano promoveram pomposo evento que tinha como astros Sérgio Moro e o americano Michael Bloomberg, conhecido financista e bilionário e ex-prefeito republicano de Nova Iorque que tem uma agência de notícias que sempre elogiou Doria e agora elogia Bolsonaro. Moro e Bloomberg foram agraciados pela Brazilian-American Chamber of Commerce com o título de “homens do ano”. Em 2017 agraciaram Doria com a mesma honraria golpista.


Bloomberg, Bettamio, Rosangela Wolf Moro, Moro da direita para a esquerda

Como viemos denunciando, Sérgio Moro e a Lava Jato foram parte fundamental do golpe que retirou Dilma da presidência para que Temer pudesse implementar uma agenda de reformas muito mais profunda. Vinculado ao imperialismo, Moro e sua fajuta operação "contra a corrupção" atuou ao lado do Judiciário para escolher a dedo como se daria um novo governo no Brasil.

Leia mais: Lava Jato: por trás de Moro e da grande mídia se escondem alguns dos ’donos do mundo’

Mas a relação, como argumentamos, vem de antes e não passa somente pelos eventos desta câmara de interesses, ela também tem suas pontes com outro conhecido financista, também de primeiro nome Michael. Além do Bloomberg temos a presença nesta ponte de golpismo de Wall Street primeiro com o autoritarismo da Lava Jato até terminar no autoritarismo de Bolsonaro, trata-se do “networking” de Bettamio com Michael Milken, da Milken Foundation.

Milken foi criador do mercado de “títulos-lixo”, criminoso condenado pela justiça americana por fraude, e ao mesmo tempo organizador da agiotagem internacional para extorsão de países (os conhecidos “fundos abutre” tão conhecidos pelo roubo do Brasil nos anos 80 e constante extorsão de nossos vizinhos argentinos e venezuelanos).

O criminoso Milken – que deve ser agraciado com o [indulto de Trump - > https://www.newsweek.com/donald-trump-scaramucci-pardons-michael-milken-list-980179] organiza grandes palestras em Los Angeles que juntam parte dos donos do PIB mundial. Estas conferências são conhecidas como “Davos do Oeste”, em referência a conferência similar na cidade suíça de Davos. Ano a ano há importantes palestras centrais sobre o Brasil, Bettamio é sempre um dos conferencistas, e este ano como não podia ser diferente o país teve um dos mais importantes painéis. Sob o título “Dando o rebote: Crescimento e Oportunidade no Brasil”, palestraram Meirelles, Lemann e o indefectível Bettamio.

As ligações de Wall Steet com a Lava Jato e com Bolsonaro são extensas, mas um de seus nomes principais já foi revelado como futuro ministro. Através destas ligações prometem um ainda mais agressivo controle das finanças do país, maiores ataques aos direitos trabalhistas e completo saque de nossas riquezas nacionais.

Shell, Bank of America, Santander lucraram horrores com Lula, Dilma e com Temer e agora com Bolsonaro são prometidos ainda maiores fatias de poder e assalto do Brasil.

É preciso combater o avanço autoritário que Bolsonaro representa em uma eleição marcada pelo golpismo e manipulação e apostar na luta de classes para enfrenta-los. Do contrário já sabemos o que querem de nós, trabalhadores, essa alcateia de lobos de Wall Street: nosso sangue e escravização. É preciso combater o avanço desse reacionarismo mostrando uma alternativa à esquerda do PT.

Hoje, frente à excepcionalidade de eleições brutalmente manipuladas, que favorecem o avanço do autoritarismo herdeiro da ditadura, que quer impor de fato uma mudança reacionária de regime, acompanhamos o ódio e a vontade de luta contra Bolsonaro, votando criticamente em Haddad.
Nosso objetivo com isso, e que consideramos a tarefa central de todos os trabalhadores e jovens mais conscientes, é ajudar a conduzir esse ódio ao único terreno em que poderemos triunfar: a luta de classes para que os capitalistas paguem pela crise.

Pode te interessar: Declaração do MRT: Bolsonaro é o avanço do autoritarismo herdeiro da ditadura militar

 
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