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Sábado 20 de Octubre de 2018
07:13 hs.

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ELEIÇÕES MANIPULADAS PELO JUDICIÁRIO GOLPISTA
Candidaturas do MRT expressam milhares de vozes anticapitalistas contra a extrema-direita
Redação

As candidaturas anticapitalistas do MRT foram as únicas que deram um combate permanente ao caráter manipulado destas eleições e ao autoritarismo judiciário que abriu espaço pra Bolsonaro.

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Essas eleições tiveram a marca da manipulação aberta do judiciário do início ao fim, com direito à vigilância das Forças Armadas. Desde a prisão arbitrária de Lula e a proscrição de sua candidatura, passando por proibir até mesmo suas entrevistas (enquanto liberavam Bolsonaro para dar entrevista à Record de Edir Macedo simultaneamente ao debate na Globo) e chegando mesmo a impedir quase 3,5 milhões de pessoas de votarem a partir do pretexto do cadastro biométrico – sendo a maioria delas no nordeste.

Essa denúncia foi central nas candidaturas do Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT) desde o início, foram as únicas candidaturas que tiveram como centro essa denúncia em toda a campanha. Foram cinco candidaturas por filiação democrática no PSOL nos estados de São Paulo (Diana Assunção a deputada federal, Marcello Pablito e Maíra Machado a estadual), Minas Gerais (Flávia Valle a deputada federal) e Rio Grande do Sul (Valéria Muller a deputada estadual), que colocaram uma voz da classe trabalhadora para lutar contra a continuidade do golpe e por um programa para levantar uma resposta para que os capitalistas paguem pela crise.

Nossas candidaturas foram porta-vozes do rechaço à atuação seletiva da Lava Jato sob o regime para abrir caminho para uma direita ainda mais reacionária e escravista, que se expressou na candidatura de Bolsonaro e outros representantes da extrema direita. Contra essa extrema-direita que se revelou não só nas eleições, mas nas ruas, nossas candidaturas estiveram em constante combate, o que se expressou também através do Esquerda Diário. Como expressão desse combate o Esquerda Diário obteve 2 milhões de acessos no último mês e nossas candidaturas também obtiveram milhares de votos pelo Brasil: em São Paulo a Professora Maíra Machado (Deputada Estadual) teve 2.412 votos, Marcello Pablito (Deputado Estadual) 1.132 votos, e Diana Assunção (Deputada Federal) 1.981 votos; em Minas Gerais Flavia Valle (Deputada Federal) votos 813; e no Rio Grande do Sul Val Muller (Deputada Estadual) teve 362 votos.

Foram dezenas de matérias em que denunciamos cada aspecto reacionário da candidatura de Bolsonaro, como seu racismo, seu machismo, a forma como está aliado aos latifundiários, empresários e políticos mais reacionários, entre tantas outras que podem ser vistas aqui. Também combatemos outras candidaturas da direita e centro-direita, como a de João Doria ou Geraldo Alckmin.

Mas, ao mesmo tempo em que combatemos duramente Bolsonaro e seu reacionarismo extremo, não deixamos de criticar o PT e mostrar como foram seus treze anos de governo, seu projeto de conciliação de classes, de alianças com os capitalistas e a direita (incluindo os partidos de Bolsonaro na época, PP primeiro e depois PSC), que abriram o caminho para o golpe institucional, para o fortalecimento da extrema-direita e para chegarmos até esse momento de grandes retrocessos.

Por isso vemos a importância de cada voto que nossas candidaturas receberam como um fortalecimento dessa perspectiva anticapitalista de combate a extrema direita e de forma independente do PT, pois também atuamos de modo a denunciar todas as tentativas de conciliação petista que na posição de "mal menor" buscou conciliar com representantes do golpismo, tão reacionários quanto o próprio Bolsonaro. Para além da perspectiva meramente eleitoral que o PT busca canalizar o combate contra a extrema direita, acreditamos que é necessário transformar esses votos em uma força material real para nos enfrentarmos nos locais de trabalho e estudo contra a militância bolsonarista, que vem praticando crimes brutais como o assassinato de Moa do Catendê com doze facadas, e que seguirá atuando independente do resultado eleitoral. Seguimos organizando a luta para colocar de pé uma perspectiva anticapitalista, e para que os capitalistas paguem pela crise. Agradecemos cada companheira e companheiro que contribuiu pra esta batalha!

 
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