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Martes 11 de Agosto de 2020
00:11 hs.

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OPERÁRIOS DA MERCEDES
Intransigência da Mercedes leva à anuncio de demissões ainda nessa semana
D., operário industrial do ABC Paulista
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D. - Operário Industrial do ABC Paulista

Hoje (19), após dois dias de negociação, terminaram as discussões entre sindicato e patronal na Mercedes Benz de São Bernardo do Campo. As partes declararam que as discussões chegaram a um impasse sobre os rumos da retomada ao trabalho na segunda-feira dia 24/08 – os trabalhadores da Mercedes estão em licença remunerada desde o último dia 7 – com as linhas paralisadas a empresa pretende fazer ajustes antes da retomada da produção, as reuniões com o sindicato iniciaram pelo fato da empresa já estar demonstrando a intenção de fazer demissões massivas na planta de São Bernardo do Campo, no início do ano já foram demitidos mais de 200 trabalhadores que estavam em lay-off, com a queda ainda maior no resultado das vendas a empresa já vinha anunciando que existia um excedente de cerca de 2000 trabalhadores.

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC fez inclusive um acampamento ao lado de fora da fábrica para pressionar o governo a acelerar as votações ligadas ao PPE (Programa de Proteção ao Emprego), com o qual seria possível a empresa reduzir a jornada de trabalho com redução do salário dos trabalhadores, em até 30%.Tal acordo foi proposto e rejeitado pelos trabalhadores em julho, no qual a empresa propunha redução da jornada em 20% com redução salarial em 10%, a redução do reajuste pelo INPC e o congelamento da evolução salarial para 2016. A montadora se mantém intransigente na defesa desse acordo, e por outro lado a direção do sindicato insiste, pois, uma proposta que já foi recusada não poderia voltar a votação. Segundo o dirigente Sergio Nobre: ” A empresa insiste em recuperar aquela proposta que foi rejeitada. Temos como princípio de que proposta rejeitada não volta. Tem que construir algo novo”.

A Mercedes afirma que “A empresa está gerenciando o excedente de pessoas desde 2014, assumindo um custo elevado com esta gestão”, por outro lado o sindicato, dirigido pela CUT, apostou todas as fichas em defender junto ao governo federal o PPE, que temos denunciado como um ataque a classe de conjunto, e com isso os trabalhadores ficaram desarmados, para uma futura luta, que certamente será bastante dura, contra a patronal que vem lucrando por décadas em cima do trabalho desses operários. Segundo o próprio Sergio Nobre, dirigente do sindicato e trabalhador licenciado da Mercedes “Agora, cabe a nós organizar a luta. Vai ter muita mobilização e greve pela frente. Até porque a gente sabe que, para cada demitido na montadora, outros quatro perdem o emprego na cadeia produtiva".

 
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