www.esquerdadiario.com.br / Veja online / Newsletter
Esquerda Diário
Esquerda Diário

Lunes 20 de Mayo de 2019
14:57 hs.

Twitter Faceboock
CAMINHONEIROS
Líder "rebelde" dos caminhoneiros é filiado ao PSDB
Gi Maria

O histórico do porta-voz da greve dos caminhoneiros só deixa claro o caráter patronal da mobilização, o mostra quão irresponsável é o apoio acrítico à greve, como se ela viesse de reivindicações legítimas da classe trabalhadora.

Ver online

José da Fonseca Lopes, presidente de Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros), se apresentou como porta voz da categoria de caminhoneiros desde antes do primeiro bloqueio da greve e chegou a enviar uma carta ao governo federal alertando sobre a possibilidade de greve, que foi ignorada.

Foi com ele inclusive que Temer veio negociando, até chegar a declaração do fim da greve no domingo, dia 27, apesar de não ter resultado no fim de todos os bloqueios.

No entanto, Fonseca não é um sindicalista qualquer, pelo contrário, é filiado ao PSDB e já foi candidato a deputado federal em 1998 pelo partido. Antes disso, atuou na campanha de Mário Covas, mobilizando caravanas de caminhoneiros pela campanha do tucano, filiando-se ao partido no ano seguinte.

Além da Abcam, Fonseca dirigiu a Fetrabens (Federação dos Caminhoneiros Autônomos de São Paulo) e o Sindtanq (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Combustíveis de São Paulo), além disso, foi convidado à vice-presidência da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), entidade patronal com a qual a relação é tão boa que a sede da Abcam fica no prédio da CNT.

Além disso, Fonseca, em 1995 foi porta-voz de uma ameaça de paralisação pela Sindtanq, que foi posteriormente denunciada como locaute.

O histórico do porta-voz da greve dos caminhoneiros só deixa claro o caráter patronal da mobilização, o mostra quão irresponsável é o apoio acrítico à greve, como se ela viesse de reivindicações legítimas da classe trabalhadora.

A greve de caminhoneiros, pelo contrário, trazia uma série de pautas como redução apenas do diesel com subsídios pagos por meio de impostos pela população, que deixava claro o caráter reacionário dessa mobilização, que além de tudo levantava um pedido indireto de intervenção militar.

A mobilização que uma esquerda que se pretende verdadeiramente revolucionária deve defender, é a greve dos petroleiros que pede a redução de todos os combustíveis, a retirada do presidente da PetroBrás Pedro Parente, além de se colocar contra o projeto de privatização da empresa.

Somente uma Petrobras 100% estatal, gerida pelo controle dos próprios petroleiros pode levar a cabo essas demandas e garantir que o preço da crise não recaia sobre nossas costas, barrando o projeto de submissão ao imperialismo de Temer.

 
Izquierda Diario
Redes sociais
/ esquerdadiario
@EsquerdaDiario
contato@esquerdadiario.com.br
www.esquerdadiario.com.br / Avisos e notícias em seu e-mail clique aqui