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Viernes 23 de Febrero de 2018
13:10 hs.

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GOVERNO TEMER
Caso Segovia: a nova mala do golpe e oportunidade de foto "imparcial" do STF
Diana Assunção
São Paulo | @dianaassuncaoED
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Foto: Ailton de Freitas

Depois do episódio “que uma mala não prova nada”, Fernando Segóvia, o chefe da Polícia Federal indicado por Temer foi protagonista de mais uma frase sincera que coloca em maus bocados ele mesmo e seu chefe. O chefe da PF falou à Reuters que a tendência dele e da PF é mandar arquivar um processo contra Temer que corre no STF.

Imediatamente o relator do STF, o mais “Lava Jato” dos juízes do Supremo, Luís Roberto Barroso intimou-o a depor e ameaçou processos administrativos e criminais contra ele. A situação, se não ocorrer uma “operação colocar panos quentes” tende a criar novas manchetes negativas para Temer na véspera da possível votação da Reforma da Previdência.

Para o judiciário, explorar esse flanco débil de Temer é uma oportunidade de ouro. Tal como fizeram com o reacionário Eduardo Cunha, atacar algum membro “disfuncional” do governo golpista ajuda a vender a imagem que o judiciário seria isento e tudo continuar como esta, com Juca e Serra garantindo a prescrição de seus crimes, os empresários curtindo suas “prisões” em mansões e gozando de suas fortunas.

Essa imagem de “imparcialidade” buscada pelo judiciário pode ser muito útil quando o mesmo dê continuidade aos processos contra Lula e assim deem continuidade ao golpe institucional. Cresce a percepção popular que o judiciário é arbitrário e toma suas decisões de acordo com seus interesses pessoais de enriquecimento e conforme a política golpista que apoiam. Nas próximas semanas tanto o STJ quanto o STF terão que se pronunciar no caso Lula e poderam dar continuidade ao golpe, impedindo o povo de gozar do direito de votar em quem quiser para assim impor a continuidade de ataques aos direitos dos trabalhadores em uma intensidade e rapidez maior do que o PT poderia fazer.

Segovia, um desbocado e debochado operador de Temer na Polícia Federal pode servir de bode expiatório justamente nesse cenário, mas não será por isso que o judiciário dará nenhuma prova que combate a corrupção. Para combater a corrupção precisamos com a força da mobilização impor uma nova Constituinte que institua que todo caso de corrupção seja julgado por júri popular, que os bens de corruptos sejam confiscados, que as empresas envolvidas em corrupção, começando pela JBS e Odebrecht sejam estatizadas e colocadas sob administração democrática dos trabalhadores e que todo juiz seja eleito, revogável e ganhe como uma professora.

 
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