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Lunes 18 de Junio de 2018
12:01 hs.

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REVOLTA OPERÁRIA
Trabalhadores chineses matam seu patrão depois dele anunciar 25 mil demissões

A notícia da revolta dos trabalhadores da Tonghua na província de Jilin, fronteiriça com a Coreia do Norte rapidamente está se espalhando em todo o mundo.

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Errata no final da matéria

Nas empresas do mundo todo, os trabalhadores são tratados apenas como números e estatísticas. Parte dessa lógica capitalista, fez com que um Diretor-chefe de uma empresa estatal anunciasse em uma das salas de produção a demissão de 25.000 dos 30.000 trabalhadores da planta da indústria siderúrgica Tonghua Aço e Ferro.

O anúncio das demissões gerou uma revolta instantânea nos trabalhadores, que foram impactados com a noticia pouco depois de saber que a demanda de uma produção de aço em grande quantidade iria acontecer, onde supostamente isso iria garantir o emprego de todos e pagar os dois meses de salários atrasados.

Os trabalhadores não contavam que a demissão viria junto no pacote feito pela empresa: privatização e descaso com a vida de milhares de pessoas. A partir daí se estende o desespero e a cólera de todos.

A morte do diretor ocorreu na combinação entre a demissão em massa e a diferença salarial: 25 mil trabalhadores que ganham cerca de 200 Yuen por mês (cerca de R$9,90 por mês trabalhado), e uma diferença de mais de um milhão de reais com o diretor chefe, o que faz a morte ser um mero detalhe mediante a situação dramática de milhares de pessoas que dependem de seu trabalho (uns dos mais precários do mundo) para sobreviver.

O segundo ato se estendeu após a morte do diretor. Os operários chineses pararam a produção da siderúrgica, fecharam as ruas que davam acesso a planta e ao trem que era próximo e não permitiram que ambulâncias chegassem no local. A polícia foi acionada e o confronto com os operários se iniciou na porta da fábrica gerando centenas de feridos que defendiam seu direito a se manter vivos no capitalismo.

Por hora, o governo chinês suspendeu a venda da empresa estatal, pois já tem em sua província do norte da China diversas greves e protestos contra milhares de demissões (como é o exemplo da empresa estatal de carvão LongMay, que demitiu mais 100.000) aguçando a crise no pais e o descontentamento de milhares de operários que sofrem com os lucros dos patrões em cima de suas costas.

Errata:

Esta matéria foi publicada baseada em matéria do jornal argentino Perfil publicada no mesmo dia que aquele jornal publicou, em 09/01/2018. A partir de críticas de nossos leitores verificamos o erro que cometemos e alteramos a data desta matéria para a data que corresponde ao evento.

 
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