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Jueves 14 de Diciembre de 2017
19:28 hs.

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Esquerda Diário chega a mais de 1 milhão de acessos em um mês: seja parte dessa crescente voz anticapitalista
André Augusto
Natal | @AcierAndy
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O Esquerda Diário termina o ano de 2017 alcançando uma marca histórica: mais de 1 milhão de acessos no mês de novembro, algo inédito para uma imprensa anticapitalista e socialista no Brasil. Neste vídeo, que fizemos especialmente para registrar esse momento, mostramos um pouco do que estamos construindo, não somente nas redes sociais, mas nas ruas e locais de trabalho.

Trata-se de um salto de 30% frente ao melhor resultado do ED, alcançado em outubro. Impulsionado pelo MRT e parte da única rede mundial de diários digitais da esquerda anticapitalista, presente em 12 países e em 5 idiomas, o Esquerda Diário avança como imprensa militante, uma das principais referências políticas da esquerda, para organizar a resistência aos ataques dos capitalistas e da direita, o que só pode ser feito de forma independente do PT.

Os acessos vieram de mais de 1500 cidades do país. Em cidades com grande proporção de trabalhadores industriais, como Caxias do Sul (4500 acessos), São José dos Campos (6500 acessos), São Bernardo do Campo (7300 acessos), Santo André (7500 acessos), Campinas (22000 acessos), fizemos chegar uma voz anticapitalista de combate contra a reforma trabalhista – que já torna a vida de milhões de pessoas um inferno – e a reforma da previdência. Cidades como Fortaleza registraram mais de 50 mil acessos, e a cidade do Rio de Janeiro registrou mais de 150 mil acessos. Três estados do Nordeste (Ceará, Bahia e Pernambuco) estão entre os oito estados que mais acessaram o ED.

Os acessos expressam a consolidação do Esquerda Diário como referência cotidiana, com cerca de 20 mil leitores que acessam todos os dias. Os leitores também tem sido cada vez mais ativos, enviando denúncias, mensagens e comentários permanentemente. Essa participação dos leitores como colaboradores e difusores do ED é fundamental, e são parte dessa grande conquista, que deve incentivar a participação de uma camada ainda maior de leitores.

Não se trata de um dado menor o avanço da influência de uma imprensa anticapitalista e revolucionária no Brasil – que se funda no esforço militante e que não recebe qualquer tipo de financiamento público ou privado – em meio à agressividade dos ataques da direita no governo, que teve seu caminho pavimentado pelo PT. Se a ofensiva da direita com as contrarreformas reacionárias impregna a atmosfera nacional, é preciso notar que a “crise orgânica” (segundo Gramsci, “uma crise hegemonia da classe dirigente, ou crise de autoridade do Estado em seu conjunto”, fruto da separação entre as massas e suas representações tradicionais) também tem sua expressão à esquerda no Brasil.

As ideias anticapitalistas tem força para chegar a milhões de trabalhadores e jovens no país; são a base para a construção de uma organização revolucionária na maior economia da América Latina.

Um diário em guerra aberta contra a reforma trabalhista e da previdência...

Sem dúvida o principal fator para este importante avanço do Esquerda Diário foi ter se colocado a tarefa de travar guerra contra a reforma trabalhista. Como dissemos inúmeras vezes, em artigos e editoriais, esta reforma iniciada a 11 de novembro já está tornando a vida de milhões de trabalhadores um verdadeiro inferno. Em distintos estados e categorias operárias estas notas do ED foram compartilhadas como “armas de guerra” nos locais de trabalho.

Através do contrato de trabalho intermitente, os patrões pagam apenas as horas trabalhadas, e não as horas em que o trabalhador fica à disposição do capitalista. Ademais, regularmente não há qualquer benefício adicional, para um trabalhador que terá de se escravizar a vários empresários por semana para compor um salário de fome, sem chance de aposentadoria.

Denunciamos a oferta de 50 vagas intermitentes com salário de R$4,80 por hora, pelo supermercado Centerbox em Fortaleza, que viralizou nas redes sociais gerando o ódio de milhares contra a proposta de salário de R$115 por mês. Também buscando explorar o contrato intermitente, o Magazine Luiza ofereceu vagas com valor, por hora trabalhada, de R$4,50 (sem direito a transporte, almoço, férias, 13°). Não menos escandalosa foi a proposta da rede de franquias Sá Cavalcante (dos restaurantes Bob’s, Spoleto, Balada Mix e Choe’s Oriental Gourmet), de contratos intermitentes de R$4,45 por hora, num salário mensal incapaz de cobrir sequer o transporte. Não à toa, os próprios jornais da burguesia são obrigados a anunciar queo funcionário terá de pagar para trabalhar.

Veja aqui: 7 pontos da Reforma Trabalhista que tornarão a vida do trabalhador brasileiro um inferno

Outro brutal ataque denunciado pelo Esquerda Diário é a proposta de reforma da previdência: diferente da mentira de “combate aos privilégios”, os banqueiros terão seus lucros com a dívida pública intactos, enquanto milhões de trabalhadores não poderão se aposentar. Tanto servidores públicos como trabalhadores do setor privado terão de acumular 40 anos de contribuições previdenciárias para receber a aposentadoria integral. A questão: inúmeras cidades e estados do Brasil tem expectativa de vida inferior a 65 anos. Ou seja, estes trabalhadores morrerão antes de se aposentar.

Veja também: Reforma da Previdência completara a destruição da CLT

...e a serviço da luta de classes

A greve dos professores estaduais do Rio Grande do Sul já é uma das maiores da história, em que o MRT e o Esquerda Diário dedicaram suas forças para que triunfasse, exigindo das burocracias traidoras da CUT e da CTB (vinculadas ao PT e ao PCdoB) que dirigem o sindicato do CPERS que terminassem suas manobras desmobilizadoras para tirar a greve do isolamento. Um debate que fizemos inclusive com a esquerda, que apesar do peso que possui em Porto Alegre não colocou suas forças para que os professores deixassem Sartori contra a parede.

Os mesmos PT e PCdoB, enquanto buscavam incessantemente trair a greve, votavam junto com o governo de Sartori os PLs que promoviam o ajuste fiscal no Rio Grande do Sul, através do acordo de recuperação com o governo golpista de Temer.

Os professores mostraram enorme vontade de vencer, passando por cima da burocracia traidora do CPERS para dar continuidade à greve, que correu paralela com a greve de 40 dias dos municipais de Porto Alegre contra o tucano Marchezan. Segundo Adaílson Rodrigues, motorista de ônibus da Carris em Porto Alegre, “A luta dos professores gaúchos segue e é um símbolo da vontade de resistência que precisa ser organizada para superar as travas que impõem as burocracias ligadas ao PT no movimento operário”.

Um diário na batalha por varrer a burocracia dos nossos sindicatos

Como mostrou no Rio Grande do Sul, em nas greves gerais de 2017, a burocracia sindical é o principal obstáculo para o avanço das lutas operárias contra a direita e os golpistas. Esta casta de burocratas atua como polícia política da burguesia no interior das organizações clássicas dos trabalhadores. Na definição de Leon Trotsky, “a tarefa da burguesia consiste em acabar com os sindicatos como organismos de luta da classe, e substitui-los por burocracias, como organismos de dominação dos trabalhadores pelo Estado burguês”.

Segundo Marcello Pablito, trabalhador do restaurante universitário da USP, “A reforma trabalhista e a reforma da previdência estão sendo dadas como presente de Natal a Temer por essas burocracias organizadas na CUT, na CTB, na Força Sindical, na UGT. Se estas contrarreformas estão passando, é por cumplicidade das centrais sindicais, que não organizam um plano de luta sério para que os trabalhadores, auto-organizados, decidem seus métodos de combate”.

A greve nacional convocada para o dia 5/12 coloca um desafio aos trabalhadores: não aguardar nada das mãos das centrais, e sim colocar-se como sujeitos independentes de luta tomando nas suas mãos a direção do enfrentamento, exigindo que as centrais coloquem todos os recursos para derrubar estes ataques.

Veja mais: Parar tudo no dia 05! Garantir a organização pela base para que a greve aconteça

Como disse Diana Assunção:

Exigimos das centrais sindicais a mais ampla frente única operária com plano de luta imediato, assembleias e reuniões em cada local de trabalho pra construir a resistência e impedir mais este enorme ataque, bem como a revogação da reforma trabalhista e todas as reformas e privatizações do governo Temer.

Nesta perspectiva, nós do MRT viemos batalhando para que o Esquerda Diário emerja como uma voz anticapitalista no Brasil, a serviço das principais batalhas contra os ataques mais sentidos pela classe trabalhadora, mas também encarando as necessárias respostas políticas à crise no país mantendo independência total em relação à Lava Jato e levantando a necessidade de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana.

Sobre isso, Carolina Cacau, professora da rede pública do Rio de Janeiro, disse que “A verdade é que a corrupção só pode ser combatida seriamente com uma Constituinte Livre e Soberana, que mude todas as regras do jogo. Só uma Constituinte poderia acabar com os privilégios absurdos dos políticos, que estes ganhem o salário de um professor e possam ser a qualquer momento revogados por quem os elegeu. Numa Constituinte como essa, poderíamos impor pela luta o não pagamento da dívida pública, o fim das isenções bilionárias e o imposto cada vez maior de acordo com as fortunas. Isso no marco da luta por um governo dos trabalhadores que rompa com o capitalismo, uma sociedade onde de fato poderíamos avançar em acabar com a corrupção.”

Um diário para impulsionar alas revolucionárias no movimento negro, de mulheres e da juventude

Viemos dando uma enorme ofensiva na construção de alas revolucionárias no movimento operário, no movimento negro, de mulheres e da juventude. O grupo de mulheres Pão e Rosas esteve em mais de 10 cidades do país, como Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, fazendo com Diana Assunção, fundadora do grupo no Brasil, o lançamento da segunda edição do livro Pão e Rosas - Identidade de gênero e antagonismo de classe no capitalismo. Diana também realizou o ciclo de debates “Feminismo e Marxismo” com as lições da Revolução Russa e a questão da mulher no Nordeste, nas cidades de Natal, João Pessoa e Campina Grande, convidando as mulheres a serem parte da agrupação e unir a luta contra as opressões à luta anticapitalista.

No movimento negro surgiu o lançamento do Quilombo Vermelho, uma nova agrupação de negros e negras anticapitalistas e revolucionários que teve em seu lançamento mais de 400 jovens e trabalhadores, encabeçado por Marcello Pablito, jovem dirigente operário e reconhecido lutador da questão negra no Brasil. A Faísca - Juventude Anticapitalista e Revolucionária, batalhando no movimento estudantil por centros acadêmicos combativos e ligados à luta dos trabalhadores, e o Movimento Nossa Classe, são parte deste esforço por aproximar as ideias do marxismo revolucionário das mulheres, da população LGBT, dos negros e da juventude.

Com o lançamento do terceiro número da Revista Ideias de Esquerda, especial sobre os 100 anos da Revolução Russa, queremos retomar as lições deste processo histórico não como lembranças do passado, mas como munição para o futuro, para construir uma esquerda com independência política no interior destes movimentos.

Segundo Maíra Machado, professora da rede pública de Santo André, “Ao contrário da tradição e conciliação de classes petista, é necessário construir poderosas alas marxistas revolucionárias no movimento negro e de mulheres, que conspirem sistematicamente contra o Estado e trabalhem pela construção de um partido revolucionário dos trabalhadores no Brasil, que supere a tragédia do PT”.

Um diário para construir partido revolucionário dos trabalhadores no Brasil

No século XX, importantes partidos oriundos da esquerda revolucionária que resolveram o problema de conquistar uma massa crítica mínima e se apresentavam a eleições com distinto sucesso, careciam de instrumentos para conseguir uma base de influência "orgânica". Aproveitavam espaços ocasionais produto da crise dos governos e regimes burgueses, mas não conseguiam uma esfera de influência própria permanente. Contam como relativas exceções o caso do periódico Rouge da LCR de Daniel Bensaïd durante o Maio Francês em 1968, e o jornal do grupo WRP de Gerry Healy na década de 70; ambos, apesar do êxito imediato, não se sustentaram no tempo.

O problema de conquistar influência própria permanente é um dos principais problemas estratégicos para uma organização política, e mais ainda para os que reivindicam a tradição revolucionária, já que se trata de saber como fundir as idéias da revolução social com a classe trabalhadora, para que os trabalhadores transformem seu peso social esmagador na sociedade moderna em peso político hegemônico sobre as demais classes oprimidas.

Quando em 1921 o marxista italiano Antonio Gramsci transformou em diário o L’Ordine Nuovo chegou a falar de um “jornalismo integral”, ou seja, um “jornalismo que não queira apenas satisfazer todas as necessidades de seu público, mas que pretende criar e desenvolver estas necessidades e, em certo sentido, gerar seu público e aumentar progressivamente sua área de influência”. Um jornal que, permanecendo fiel ao programa da esquerda operária, “assegure ao partido uma tribuna legal que lhe permita chegar, de modo contínuo e sistemático, a amplas massas”.

Em outras palavras, um “organizador coletivo” para a ação, um instrumento que possa dar uma orientação coerente em todos os acontecimentos e uma batalha unificada por suas idéias e seu programa revolucionário, em função da construção de um partido revolucionário dos trabalhadores. No Brasil, esta construção se dá em choque com a tradição petista de conciliação de classes, que usa sua influência para impedir que a classe trabalhadora se torne um sujeito político independente.

O PT perdoa os golpistas e busca preservar os direitos de exploração dos capitalistas, quando a tarefa é justamente a oposta: construir uma grande força política anticapitalista, para enfrentar a direita e os empresários

Queremos ir muito além. Um organizador coletivo deve estar em função do combate e do chamado a que jovens e trabalhadores dediquem parte de seu tempo à militância revolucionária. Nossas ambições não se limitam a transformações parciais da sociedade: queremos muda-la pela raiz: hoje, seria possível utilizar todo o avanço técnico-científico para reduzir a jornada de trabalho, sem redução salarial, e distribuir as horas de trabalho entre todas as mãos disponíveis, empregados e desempregados. Poderíamos planificar a economia nacional e internacional de maneira racional, unificando as forças de produção dos países mais avançados do mundo – eliminando as reacionárias fronteiras nacionais – para terminar com a escravidão assalariada, reduzir ao mínimo necessário o tempo de trabalho de cada indivíduo e possibilitar que os seres humanos vivam e se desenvolvam como mulheres e homens livremente associados.

Esta é uma ambição do MRT ao impulsionar o Esquerda Diário, junto a centenas de colaboradores: a fusão do movimento operário com a esquerda revolucionária, o que não pode se dar sem a luta por inserir-se organicamente nos principais bastiões da classe trabalhadora industrial e dos serviços, construindo frações revolucionárias no movimento negro, de mulheres e da juventude.

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Assista os vídeos do Esquerda Diário estimulando os trabalhadores e a juventude a enviarem suas denúncias e textos, para fortalecer essa imprensa como organizador coletivo das lutas:

 
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