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Jueves 23 de Noviembre de 2017
10:14 hs.

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LANÇAMENTO
Vem aí a nova Revista Ideias de Esquerda 3 especial sobre a Revolução Russa

Como parte do centenário da Revolução Russa, publicamos no Esquerda Diário a apresentação da Revista Ideias de Esquerda 3, dedicada especialmente a esse grande evento histórico, considera a maior revolução socialista da história. Na apresentação abaixo, você poderá saber os principais temas tratados na revista, que estará em breve sendo vendida na próxima semana a partir do portal Esquerda Diário, no site da Editora Iskra e também em bancas em vários estados no país.

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A Revista Ideias de Esquerda chega ao seu terceiro número, o segundo impresso, dando continuidade aos esforços para recolocar a teoria marxista na ofensiva, de modo a ajudar a responder aos desafios colocados pela presente situação nacional e internacional. Dando sequência à edição anterior, dedicada a debater o mundo do trabalho hoje, nesta terceira trazemos ao leitor um dossiê dedicado ao centenário da maior revolução socialista da história.

A Revolução Russa foi responsável por demonstrar que o capitalismo não é a única possibilidade de organização econômica, política e social. Que uma nova sociedade poderia ser construída, em base ao fim da exploração e da opressão do homem pelo homem. O contraste entre a ampla perspectiva aberta por ela em seus anos iniciais, e os enormes retrocessos do período stalinista da URSS, não devem servir para negar sua grandiosidade, mas exigem uma análise aprofundada, que não virá daqueles comprometidos com a preservação da ordem capitalista atual.

Como parte do debate acerca do rico legado daquela revolução, esta edição de Ideias de Esquerda traz entrevistas inéditas com alguns dos mais importantes intelectuais críticos da atualidade. Tariq Ali, cineasta, historiador e ativista paquistanês debate a importância do legado da Revolução Russa e um balanço sobre alguns fenômenos da luta de classes atuais, como a primavera árabe. Michael Löwy, sociólogo e docente da École des Hautes Études na França, analisou a importância do resgate da auto-organização nas experiências revolucionárias e particularmente na Rússia, mas também tratando da atualidade, analisando a crise econômica e a crise das democracias sobretudo na Europa, EUA e o caso latino-americano. Tamás Krausz, historiador húngaro, comenta em entrevista a atualidade do pensamento de Lenin e seu livro dedicado a isso, elaborado ao longo de quatro décadas, - lançado neste mês de setembro no Brasil pela editora Boitempo. Wendy Goldman, historiadora norte-americana responsável por retomar as conquistas das mulheres em meio à Revolução Russa, expõe a atualidade dessa discussão hoje, num contexto em que buscam impor às mulheres a negação de direitos democráticos elementares, como o que ocorre hoje em nosso país.

Como contribuições do nosso corpo editorial ao debate, apresentamos um texto de Edison Urbano, debatendo as raízes da degeneração stalinista e a importância do internacionalismo para os dias atuais; artigo de Simone Ishibashi sobre a relação entre o partido e os conselhos operários (sovietes) como aspecto fundamental do triunfo de Outubro. André Augusto assina um texto voltado a debater a influência do general prussiano Clausewitz no pensamento de Lenin.

Gilson Dantas busca apresentar um resgate vivo, não dogmático, da experiência da Revolução Russa em diálogo com alguns dos principais fenômenos políticos da atualidade, num momento em que completamos uma década desde a exploração da crise econômica internacional em 2008.

Explorando outros âmbitos e desdobramentos vitais do processo revolucionário, trazemos os artigos “Mulher e Revolução Permanente”, de Diana Assunção; “A educação na construção do socialismo na Rússia” de Mauro Sala, e “Arte e revolução: experiências e debates sobre a arte de um mundo novo”, de Fernando Pardal.

Do ponto de vista da conjuntura atual, oferecemos uma análise de Leandro Lanfredi sobre a crise brasileira da Nova República e os desafios que coloca para a esquerda; e no plano internacional, um debate sobre as tensões entre EUA e Coreia do Norte e seus “perigosos jogos de guerra”, de Claudia Cinatti.

Num nível de reflexão teórica mais profunda, Marcello Pablito empreende um resgate sobre as relações entre o marxismo e as lutas do povo negro, refletindo sobre a ligação entre a exploração e o racismo.

Por fim, mas não menos importante e atual, Danilo Magrão oferece uma análise sobre as origens do projeto Escola Sem Partido, seus predecessores norte-americanos e o real conteúdo autoritário do movimento que o defende.

Esperamos que esta edição proporcione aos leitores reflexões que sejam uma injeção de ânimo no sentido de pensar perspectivas históricas para o fim desse sistema de exploração e crises. A classe dominante foi muito eficaz em condenar ao relativo esquecimento as paixões e criatividade humanas dos trabalhadores que se expressaram na Revolução Russa. Nossa tarefa é lembrá-las e atualizar o caminho aberto por elas.

 
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