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Martes 24 de Octubre de 2017
02:45 hs.

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ROCINHA
Forças Armadas voltam a reprimir a Rocinha pelo segundo dia consecutivo
Redação

Na manhã desta quarta-feira, 11, as Forças Armadas voltam a aterrorizar as famílias na favela da Rocinha, na zona sul do Rio

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Pelo segundo dia consecutivo, os militares apoiam as polícias Civil e Militar em invasão da comunidade da Rocinha, encerrada a menos de duas semanas. O efetivo repressivo é ainda maior do que no dia anterior, de cerca de 600 integrantes do Exército, Marinha e Aeronáutica e mais 550 policiais.

Nesta terça, mais de mil militares participaram de operação na comunidade durante o dia. Em paralelo, uma ação na região da Ilha do Governador prendeu uma das pessoas mais procuradas por suposta participação nos últimos conflitos no Rio: a mulher do traficante Antônio Bonfim Lopes, Danúbia Rangel, conhecida como a Xerifa da Rocinha.

O cerco policial não tem sido sinônimo de segurança na comunidade. A última operação que acabou dia 29/09 não atuou para a suposta "diminuição da violência".

Segundo pesquisas, em 25 anos de operações militares, a violência no Rio de Janeiro não diminuiu.

O Esquerda Diário vem denunciando o fato das grandes mídias naturalizarem as invasões e mortes que acontecem nas favelas, corroborando com o discurso de uma suposta "guerra às drogas". Enquanto isso, muitas pessoas, principalmente jovens e negros, são assassinadas e desaparecem pelas mãos do Estado sem julgamento aos militares envolvidos. Nesta operação, um homem foi baleado no ombro por uma "bala perdida" e ao levado ao hospital.

Pesquisas do Data Folha mostram que a maioria da população considera a polícia civil e militar pouco ou nada eficientes e mais da metade consideram que não viram diferença após a entrada das UPP’s.
Um terço da população também acha que os policias são corruptos e que colaboram com o tráfico.

São também as Forças Armadas as responsáveis hoje pelo o tráfico de drogas nas fronteiras brasileiras. Com o contingente de militares nas fronteiras e o investimento na manutenção da suposta "Guerra às Drogas", vemos que é enorme a quantidade de drogas traficadas no Brasil. Há, inclusive, casos noticiados em que caminhões do exército foram usados para transportá-las, junto a armas. São esses mesmos militares que estão hoje promovendo ações nas comunidades do Rio de Janeiro.

O Estado é responsável pelo tráfico, pelo assassinato e desaparecimento da população negra e pobre nas comunidades e pelo aumento da violência no Rio.

 
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