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Lunes 25 de Septiembre de 2017
06:34 hs.

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CENTRAIS SINDICAIS
Para o dia 14 ter força, assembleias de base e coordenação das lutas já!
Felipe Guarnieri
Operador de trem da L1 azul do Metro de SP
Pablito Santos
Trabalhador do bandejão da USP e membro da Secretaria de Negras, Negros e Combate ao Racismo, do Sintusp
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Em meio ao chamado de um “dia de lutas” por parte da CUT para este dia 14, já se notam as manobras da burocracia sindical para que seja algo folclórico, fingindo fazer algo quando não fazem nada. Força Sindical e CTB não chamam nada (a CTB, como se não bastasse, assina uma plataforma comum com a FIESP e a burocracia que apoiou o golpe a fim de “levar ao presidente Michel Temer sugestões sobre o crescimento econômico”, sic). Esse acordo da CTB é a continuidade de sua aproximação com os golpistas, cujo símbolo foi o convite feito a Rodrigo Maia para estar no Congresso do PCdoB.

A CUT (ligada ao PT), que tem artigo em seu site chamando a jornada, busca isolar os metalúrgicos, já disse que haverá “atos isolados” no ABC paulista (ou seja, abandonando os metalúrgicos do centro da indústria paulista), e através da Bebel, presidente do sindicatos dos professores estaduais de SP, diz que “professor não deve se meter com metalúrgico”, e portanto não deve paralisar dia 14.

Todas mostras de como estão unificadas no objetivo firme de seguir paralisando qualquer luta defensiva contra os ajustes de Temer, desorganizando a resistência e mostrando a Temer que pode confiar nessa burocracia nefasta para seguir aplicando sem solavancos sua agenda neoliberal. A CTB chega ao cúmulo de sugerir que o emprego dos metalúrgicos pode ser defendido ao lado da FIESP!


Leia mais: Central sindical ligada ao PCdoB assina plataforma junto à FIESP e centrais golpistas

Passaram cinco meses da greve geral do dia 28 de Abril, uma das maiores greves da história do país onde os trabalhadores mostraram sua força. De lá para cá, a dinâmica nacional mudou. Essa alteração na dinâmica se deve ao objetivo das burocracias sindicais da Força Sindical, e também da CUT e CTB, de impedir que Temer fosse derrubado por nossa mobilização nas ruas. Por isso traíram e boicotaram a jornada do 30 de junho. Essas burocracias conservadoras, que não querem lutar e buscam frear nossa luta, são responsáveis pelo surgimento de uma conjuntura mais à direita na política nacional.

A força expressa no dia 28 de Abril ainda segue existindo, só esta adormecida no momento justamente porque as direções sindicais da CUT, CTB e Força Sindical traíram a luta e facilitaram o reequilíbrio do governo em troca de seus interesses materiais. As centrais sindicais que convocaram o dia 14, especialmente a CUT e a CTB, não querem organizar seriamente a coordenação entre os distintos setores da classe trabalhadora nesta jornada, com assembleias e reuniões, reorganizar os trabalhadores para derrotar o governo e as reformas. Por que não estão convocando assembleias nos locais de trabalho? Por que não estão coordenando as distintas categorias, como professores e metalúrgicos?

Foi a traição das grandes centrais sindicais (Força Sindical, CUT e CTB) no dia 30 de junho que abriu espaço para a implementação da reforma trabalhista, o que desmoralizou amplos setores de massas.

Naquele momento nós do MRT (Movimento Revolucionário dos Trabalhadores), que impulsiona o Esquerda Diário, dizíamos que era necessário tomar a greve geral em nossas mãos, ou seja, nos auto-organizarmos frente ao boicote das principais direções, defendendo comitês de base nos locais de trabalho que ligassem a luta contra as reformas a uma perspectiva anticapitalista, em um momento onde os trabalhadores mostraram que poderiam derrotar as reformas.

Agora, precisamos seguir nossa luta pela anulação da reforma trabalhista, contra a reforma da previdência e contra as privatizações, mas sabendo que para retomar um caminho de luta, o caminho que a classe trabalhadora mostrou em especial no dia 28 de abril, precisamos também debater como retomar os sindicatos para as mãos dos trabalhadores, superando a trava que representam essas burocracias conservadoras e reacionárias; recuperar os sindicatos como uma ferramenta para nossa luta, e não entidades para que as cúpulas sindicais façam sua negociata.

O MRT e suas agrupações, bem como o Esquerda Diário, se propõe a construir essa tendência no movimento operário: uma ala classista e anticapitalista que batalhe por sindicatos independentes do Estado e com democracia operária (assembleias, reuniões de base, delegados) tarefa esta que deve se concretizar na exigência das centrais sindicais que organizem um plano de luta (cuja primeira ação pode vir a ser o dia 14) pra reorganizar a luta contra a reforma trabalhista pensando todas as medidas de ação direta e democráticas para enfrentar este enorme ataque.

Defendemos assembleias de base já! Não à divisão das categorias neste dia, é preciso incorporar no dia 14 as várias lutas específicas que estão em curso como por exemplo a luta contra a privatização do Metrô de São Paulo, a luta dos professores no Rio Grande do Sul, ou mesmo as lutas estudantis contra os cortes e reformas curriculares, que só visam precarizar mais a educação.

Ligando essas lutas especificas numa força unificada contra os ataques do governo, podemos nos reorganizar numa efetiva frente única defensiva para enfrentar a reforma trabalhista, as privatizações e ameaça da reforma da previdência.

 
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