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Martes 12 de Diciembre de 2017
05:35 hs.

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Modelo Dória para educação: sem verba, sem merenda e sem partido (só o seu)
Ítalo Gimenes
Campinas
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No primeiro ano da primeira gestão do empresário prefeito tucano de São Paulo, João Doria, as escolas, os professores, as creches, as crianças, sofreram com suas medidas para a educação, que conseguiram piorar as condições de ensino da rede pública da cidade. Não bastasse essa situação, João Doria ainda quer aprovar uma lei que cala as críticas dentro da sala de aula, o projeto Escola Sem Partido.

Desde o início de sua gestão, o prefeito de São Paulo, João Doria, deixou bem claro qual eram as suas ideias para a educação da cidade: corte de verbas, de, materiais, de alimento, e autoritarismo. Prática comum dos tucanos de sucateamento o ensino, fazer terra arrasada na educação, em especial com as "oportunidades" justificadas pelo período de recessão, para dar tudo que é escola e creche pública nas mãos da iniciativa privada, cobrar mensalidade, mantendo um ensino precário, mas "rentável" para que os empresários lucrem em cima de um direito básico destroçado.

A começar com as "questões orçamentarias", 28,5% do total da verba destinada à educação de São Paulo foi contingenciada ainda em Janeiro deste ano. O orçamento aprovado pela Câmara dos Vereadores na Lei Orçamentária foi de cortes de R$ 1,28 bilhão na educação (28,5% do total), R$ 1,38 bilhão na saúde (20,7% do total), R$ 197,4 milhões na cultura (43,5% do total) e R$ 79 milhões da gestão ambiental (44,5% do total, a mais afetada em termos proporcionais). Ou seja, o setor público de conjunto é alvo da sua estratégia de tornar São Paulo uma "sócia" para os patrões encherem os bolsos, que teve início nos parques e outras privatizações do prefeito.

O primeiro programa da prefeitura a sofrer redução foi o programa Leve Leite, que atendia os 900 mil estudantes da rede municipal da creche ao 9º ano, crianças de 0 a 14 anos. Os alunos recebem 2kg de leite a cada dois meses, crianças de até 1 ano recebem mensalmente. Com as mudanças de Doria, alunos a partir de 7 anos deixarão de receber o produto e, entre as crianças de até 6 anos, só as mais pobres terão direito ao benefício. O número de crianças que recebem a assistência foi reduzido em próximo da metade do inicial, 431,7 mil.

Esse e outros ataques, foram justificados por um suposto "rombo" de 7,5 bilhões de reais no orçamento da cidade. O material escolar foi o próximo item cortado, com mais da metade dos kits negados, em comparação com o cálculo do ano passado (cuja gestão de Haddad deixou de entregar a última parcela dos materiais). A situação levou aos professores e familiares pobres tirarem dinheiro do próprio bolso para comprar os materiais necessários.

O prefeito empresário tucano quis tapar esse "rombo" acabando também com os espaços didáticos nas escolas, como salas de leitura, informática, vídeo e brinquedotecas. Em sua visão, esses espaços não cumprem nenhum papel pedagógico, como ele deixa claro ao dizer que "o lazer é complementar, o lazer é importante, o esporte é importante também, mas o mais importante é educar." Outro ataque ao lazer foi o corte passe estudantil, gerador de revolta nos estudantes que realizaram manifestações ocuparam a Câmara de Vereadores, também contra as privatizações. Concursos para dar aula na prefeitura também foram cancelados.

O último escândalo do prefeito playboy foi proibir que as crianças nos colégios pudessem repetir a refeição que recebem das merendeiras nos intervalos das aulas, gerando indignação nas redes sociais entre professoras que confirmaram a situação. Desconsiderando completamente a realidade das crianças atendidas pela rede pública, o gabinete de Doria ordenou que se negasse a repetição da merenda nas escolas, além de diminuir a quantidade e a qualidade da comida. Os funcionários tiveram que comprar alimento com o dinheiro do próprio bolso.

A tragédia que esteve anunciada desde o começo da sua gestão necessitava de uma ofensiva de repressão ideológica por parte do prefeito, que então se prostrou a defender uma lei baseada no projeto Escola Sem Partido, que busca censurar com punições os professores que falarem de política, da situação degradada das escolas públicas de São Paulo e do país, ou dos ataques a educação por parte dos governos.

Porém, João Doria não quis esperar a lei ser aprovada para notificar o diretor do colégio Escola Municipal de Ensino Fundamental Doutor Hélio Tavares, cobrando explicações sobre faixas de repúdio às reformas da Previdência e Trabalhista e reivindicando o Fora Temer. (link aqui) Usou de autoritarismo para perseguir manifestações contrárias a ataques dos mais profundos aos trabalhadores e jovens trabalhadores do país, contrárias ao presidente Temer, se somando aos 3% da população que o aprova (provavelmente os seus colegas empresários). ​

 
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