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Miércoles 22 de Mayo de 2019
09:19 hs.

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NEGROS EUA
Mais uma negra é assassinada pela polícia norte-americana; gritamos “Black Lives Matter”!
Luciana Vizzotto, conselheira estadual da Apeoesp pela regional Sudoeste

Charleena Lyles, mulher, negra, grávida de três meses e mãe de mais três crianças foi assassinada a sangue frio ao pedir ajuda a policiais e por eles ser morta. Mais um assassinato promovido pela polícia dos Estados Unidos, motivado pelo racismo institucional.

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O assassinato ocorreu no dia 18, último domingo, em Seattle no estado de Washington. Os policiais que a mataram foram chamados por ela mesma, pois suspeitava de um roubo e ligou em busca de ajuda. Ao chegarem lá, abriram fogo contra a mulher, alegando que ela portava uma faca. Nas palavras do comunicado oficial da polícia de Seattle, os agentes “enfrentaram uma mulher de 30 anos, armada com uma faca”.

Segundo relatos da própria polícia também, crianças, provavelmente os filhos de Charleena, se encontravam na casa e assistiram a tudo. Felizmente, não foram atingidos pelos tiros; mas poderiam ter sido.

O caso teve larga repercussão nos Estados Unidos, trazendo novamente, em uma vigília em memória a Charleena em frente à casa onde morava, a palavra de ordem da imensa onda de protestos contra a violência policial aos negros “Black Lives Matter” – como mostra o cartaz na foto.

A imprensa oficial, com seu discurso “neutro”, só serve a inocentar os policiais, ou como mínimo, diminuir a gravidade do que realmente ocorreu e nem a sua motivação, utilizando eufemismos. Não falam em “assassinato”, e sim que “os policiais atiraram e feriram a mulher”. Somente veiculam a versão da polícia, em que dizem que “enfrentaram” a mulher. Enfrentaram? Uma mulher que os chamava em busca de ajuda?? Dizem também que a polícia passou a ser alvo de uma “polêmica” pelo ocorrido, e não de protestos.

Os fatos estão colocados. Milhares de negras e de negros são assassinados cotidianamente nos Estados Unidos, assim como no Brasil, por puro racismo institucionalizado. E isso há alguns anos vem sendo fortemente denunciado pela população negra estadunidense num grande movimento contra a violência policial, como mencionamos acima, o “Black Lives Matter” – “As vidas negras importam”. E como diz o cartaz na foto, “Charleena Lyles deveria estar viva”, assim como todos os outros mortos pela polícia assassina, como Eric Garner, Michael Brown, Sandra Branda, Freddie Gray, e tantos outros.

 
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