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Martes 21 de Noviembre de 2017
03:23 hs.

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ATAQUES DO GOVERNO
Meirelles diz que nem Lava Jato vai parar reformas e que não deve haver novas concessões
Redação

O Ministro da Fazenda de Temer e cabeça dos principais ataques disse que ataque da Reforma Trabalhista é um fato consumado e que nem a Lava Jato pode agora impedir o avanço da Reforma da Previdência, em relação à qual também afirmou que não haverá mais nenhuma concessão.

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A urgência do governo para passar seus ataques sobre nossos direitos se viu na abusrda manobra feita pelos privilegiados deputados para aprovar o regime de urgência na reforma trabalhista. Para os capitalistas e seus políticos, é uma questão de vida ou morte passar esses ataques para preservar os lucros milionários que tiram do nosso suor e que nunca são suficientes.

Esse foi o tom das declarações de Henrique Meirelles nessa quinta, 20. Ele afirma, inclusive, que todos os escândalos de corrupção nos quais estão mergulhados a imensa maioria desse congresso de corruptos e ladrões não será nenhum empecilho para prosseguir o calendário de ataques.

Meirelles Afirmou que as investigações em curso relativas a políticos suspeitos de atos ilegais, no âmbito da Operação Lava Jato, têm efeito neutro sobre o ritmo da avaliação do Congresso sobre a proposta do governo para a reforma da Previdência Social. 

"É compreensível que deputados estejam preocupados com as eleições em 2018. Os parlamentares, sendo ou não investigados, têm interesse em fazer seus trabalhos", ponderou o ministro. "Ao fim do dia, o mais importante é que o País volte a crescer e a inflação e juros caiam. (...) O risco fiscal está caindo com as propostas de reformas. O risco país tem diminuído num somatório", apontou. O "país" sendo, no caso, o lucro dos capitalistas, a custo do fim de nossos direitos. E o "risco país" sendo o índice que os especuladores imperialistas utilizam para saber se é seguro que o seu capital aqui renderá juros exorbitantes com rios de dinheiro público fluindo para seus bolsos em detrimento dos serviços públicos, ou com a exploração cada vez maior dos trabalhadores em todos os setores.

A satisfação de Meirelles é a satisfação de servir bem ao capital estrangeiro, como ele ressalta em cada declaração: ele afirmou que com o avanço de indicadores macroeconômicos no País, que já começa a ocorrer, como mostrou o IBC-BR de fevereiro, as agências internacionais de rating notarão tal evolução. "Na medida em que as coisas funcionem bem, isso será observado pelas agências de rating", comentou. Ou seja, quanto pior para os trabalhadores, melhor para eles, para o "mercado".

Sobre a reforma trabalhista, o otimismo de que passe o ataque é também grande: "a urgência da reforma trabalhista é um fato, precisa ser feita", pois vai colaborar no processo de expansão da economia. "E quanto mais rápido o País crescer, a taxas melhores, mais importante."

Segundo o ministro, o governo se empenhou para a aprovação da reforma trabalhista e "está a todo vapor" para que ela tenha o aval definitivo do Congresso logo. 

Para Meirelles, quando a comissão especial da Câmara votar o relatório do deputado Arthur Maia, será mais uma demonstração de que os poderes do País atuam plenamente. "E isto mostrará também que as instituições no Brasil estão funcionando", afirmou.

Funcionando em favor dos lucros, e contra todos os direitos sociais dos trabalhadores e do povo pobre. Se Meirelles não vê nenhum risco na Lava Jato, é justamente porque tem plena confiança de que o primeiro interesse do judiciário é o mesmo que o dele e de Temer: fazer avançar os ataques. Se há uma série de delações e inquéritos da lista de Fachin pesando sobre o governo Temer e a base aliada, estes servem muito mais como um alerta de que se o governo não fizer toda a "lição de casa" encomendada pelos patrões, o STF está pronto para fazer a sua própria "lição de casa" e tirar Temer dali para colocar no lugar alguém que seja capaz de implementar os ataques até as últimas consequências.

A única forma, de fato, de derrotar essa "santa aliança" do judiciário, executivo e legislativo em defesa dos capitalistas é com nossa organização por baixo, com assembleias e comitês nos locais de trabalho, exigindo dos sindicatos e centrais que se coloquem em ação, para organizarmos uma imensa paralisação nacional no dia 28 e seguir em luta para colocar o governo e os patrões na parede.

 
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