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Domingo 19 de Mayo de 2019
08:17 hs.

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DIA INTERNACIONAL DE COMBATE AO RACISMO
II Marcha Anti-racista da Unicamp
Flávia Telles
Guilherme Zanni
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Foto de Robson B. Sampaio

Hoje, 21 de março, dia internacional de luta contra a discriminação racial, ocorreu na Unicamp a II Marcha Anti-racista. Convocada pelo Núcleo de Consciência Negra da Unicamp, essa segunda marcha é uma resposta às mensagens racistas que já apareceram neste ano no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) e contou com a presença de estudantes de diversos cursos da universidade, funcionários, o centro acadêmico de ciências humanas (CACH) e o DCE.

Mais uma vez manifestações de ódio racial foram encontradas no instituto, dessa vez o cartaz continha os dizeres “The KKK want you”. No primeiro instituto a implementar cotas étnico-raciais na pós-graduação, já tivemos que lidar algumas vezes com manifestações racistas fruto dos que não querem que a juventude negra adentrem as portas da universidade, e respondemos à elas com

Foi exatamente do IFCH que nosso ato saiu, de lá marchamos em direção ao Instituto de Física (IFGW), que é o lugar em que Knobel, que venceu a consulta da reitoria, é professor. Aos gritos de “Cotas JÁ” demos o nosso recado para o provável próximo reitor da universidade. Queremos cotas já, não vamos aceitar mais que a Unicamp tenha o racismo como um pilar de sua história.

Knobel quer uma universidade cada vez mais fechada, e isso significa que os negros que aqui adentram, só poderão encontrar as portas do trabalho terceirizado abertas. Mas assim como mostramos ano passado o que podemos fazer quando nos levantamos contra o racismo, com a nossa greve, a ocupação da reitoria e as 3 audiências públicas sobre cotas, agora não será diferente. Nossos lugares são também nas salas de aula, e na docência , e se não querem nossa presença nesses espaços, vão ter que engolir, porque vamos impor cada presença negra na universidade.

Hoje, dia em que deveria servir para combater o racismo nos diversos lugares do país, os golpistas nos mostram qual seu projeto, às escondidas colocaram em votação o PL 4302. Querem a implementação irrestrita da terceirização, que sabemos que significa para o conjunto dos trabalhadores, empregos altamente rotativos, com baixos salários e poucos direitos, mas em especial os trabalhadores negros, que já são a maioria nos trabalhos com mais terceirização, como de limpeza e manutenção.

A nossa luta aqui na Unicamp também se liga à luta dos negros internacionalmente, neste dia 21, faz 57 anos que 20 mil negros em Shaperville marcharam pacificamente contra o apartheid na África do Sul, sendo brutalmente reprimidos pelo exército, com 69 mortes e 186 feridos. Também com a crise migratória, e o governo de Trump nos EUA podemos ver quem são os que mais sofrem com as crises do capitalismo e os governos imperialistas. Mas a juventude negra do Black Lives Matter nos EUA, e também a luta contra a previdência nesse 15 de março que teve protagonismo dos trabalhadores, nos mostra o caminho. Só com as nossas forças organizadas podemos de fato dar um combate ao racismo, e todos os ataques à vida dos trabalhadores e da população.

 
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