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Domingo 23 de Julio de 2017
03:33 hs.

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MÉXICO
Marcha contra o gazolinaço tomou as ruas da Cidade do México.
Pablo Oprinari

Os gritos de "Fora Peña Nieto" se fizeram sentir. Dezenas de milhares de jovens, trabalhadores, donas de casa, entre outras categorias marcharam contra o gazolinaço de Peña e as transnacionais.

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Desde de cedo, milhares de pessoas se concentraram próximos da Ángel de la Independência. Trabalhadores, estudantes e setores populares se integraram a mobilização portando cartazes e bandeiras contra o gazolinaço. Se expressou a saturação da população com o governo de Enrique Peña Nieto e seus planos antipopulares, o mesmo descontentamento que nos últimos 9 dias se mostrou em centenas de bloqueios, marchas e ações em todos os estados da república.

Dezenas de milhares de pessoas recorreram ao Paseo de la Reforma e subiram ao Zócalo da Cidade do México. Estudantes do Instituto Politécnico Nacional- das vocações 2,5,7,8 e da Escola Superior de Computação-, da Universidade Autônoma Metropolitana- do plantel Azcapotzalco-, da Universidade Nacional Autônoma do México- da faculdade de direito, filosofia e letras, assim como da Faculdade de Estudos Superiores de Cuautitlán e de Aragon-, da Universidade Autônoma da Cidade do México, estudantes normalistas.

Trabalhadores do instituto Mexicano de Seguro Social e do Sindicato da união de trabalhadores do instituto de Educação Média e Superior da Cidade do México também participaram da marcha. Isto, entre outros setores de trabalhadores, jovens e do povo em geral que foram parte da mobilização.

Ressonou a consigna "Fora Peña!", que unificou os milhares de manifestantes. O Esquerda Diário esteve presente na mobilização, cobrindo ao vivo a marcha, e distribuindo cartazes contra o gazolinaço e a reforma energética, que foram levadas por milhares de pessoas.

O repudia a Donald Trump também se fez presente na marcha, com a queima de boneco que representava o presidente estadunidense eleito em novembro passado. Peña Nieto Não se salvou, e a raiva que existe se expressou na queima de um boneco com sua figura.

Assim mesmo, se anunciou a convocatória para assembleias populares para este domingo 15 de janeiro, na Plaza de las Tres Culturas ( em Tlatelolco), no Monumento a la Revolución,, no Kiosco de la Plaza Coyoacán e na Las Islas da Cidade Universitária.

Próximo ás 18h, a grande mobilização entrou na Zócalo. Se fez notar a presença do Movimento dos Trabalhadores Socialistas (MTS) com um vistoso contingente.

Colocar abaixo o gazolinaço

Esta grande mobilização se dá depois de 9 dias de ações generalizadas em todo o país, e logo depois de sábado passado várias marchas se realizaram na Cidade do México. O descontentamento com o governo de Enrique Peña Nieto, que durante todo o ano de 2016 arremessou sua popularidade a níveis historicamente baixos, escalou com uma medida que encontrou uma ampla oposição social e que desatou em uma verdadeira indignação popular. Uma verdadeira crise nacional se abriu com o aumento dos preços das gasolinas, e a medida foi criticada inclusive por seus antigos sócios do pacto no México, que hipocritamente tentam recompor-se como "oposição" e preparam-se para 2018.

Sergio Moissen, ex candidato anticapitalista da Assembleia Constituinte da cidade do México e dirigente do MTS, disse que " para derrotar o gazolinaço, avançar na luta contra o governo e fazer real o Fora Peña que se escuta novamente nas ruas, temos que ganhar uma mobilização operária e popular. Nas organizações sindicais que se reivindicam democráticas e opositoras, junto as organizações campesinas, indígenas e de esquerda, temos que convocar um grande Encontro Nacional, para discutir um plano de ação e por data a uma Paralisação Nacional."

Sulem Estrada, ex-candidata suplente a Constituinte e professora de ensino secundário, propôs também que " Para colocar abaixo o gazolinaço, derrotar a reforma energética e impor a racionalização de Pemex sob o controle dos trabalhadores, necessitamos ser milhares nas ruas e paralisar o país, com a classe trabalhadora a frente, junto aos demais setores oprimidos e explorados da sociedade" Moissen e Estrada chamaram a impulsionar e participar das próximas mobilizações, e em particular convocaram o próximo dia 20 de janeiro. Esse dia, " nos mobilizaremos contra o gazolinaço de Peña Nieto e as transnacionais, e contra o misógino racista e imperialista Donald Trump, seu muro e as deportações a ambos os lados da fronteira".

 
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