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Jueves 19 de Enero de 2017
01:26 hs.

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UERJ
Sem perspectivas de retomar as atividades, servidores da UERJ exigem o pagamento imediato de todos os salários atrasados
Demar Oliveira
Estudante de Serviço Social - UERJ

O retorno das atividades acadêmicas da UERJ está comprometido e pode ser adiado, caso o governador Luiz Fernando Pezão não cumpra seu dever de pagar todos os salários e bolsas atrasadas

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Com salários divididos em inúmeras parcelas e contas acumulando juros sobre juros, os servidores não vêem outra saída, além de paralisar as atividades. Na última quinta-feira, 05 de janeiro, servidores ativos e inativos realizaram um protesto em frente ao Palácio Guanabara para exigir o pagamento dos salários. O Governador Luiz Fernando Pezão, que havia se comprometido a receber 8 representantes de diferentes categorias, recusou a entrada de aposentados e pensionistas para compor a mesa de negociação. Por conta dessa decisão arrogante e irresponsável, as outras categorias, em protesto ao criminoso Governador Pezão e em solidariedade aos aposentados e pensionistas, também se recusaram a compor a mesa e permaneceram no protesto.

No dia seguinte, 06 de janeiro, o Conselho Universitário, CONSUN, discutiu a proposta sorrateira do Pezão de separar a folha de pagamento do Hospital Universitário Pedro Ernesto e da Policlínica Piquet Carneiro. Essa proposta aparentemente visa antecipar o pagamento dos profissionais de saúde, mas na verdade se trata de uma clara e brutal tentativa de fragmentação e desmobilização dos servidores e das lutas em prol da UERJ. Na referida sessão, o Conselho Universitário, coerentemente, decidiu que as folhas de pagamento do HUPE e da PPC, não devem ser encaminhadas separadamente das folhas da UERJ. Entretanto, mesmo após a decisão do Conselho, Pezão seguiu com sua política de fazer acordos por debaixo do tapete e começou a realizar o pagamento do HUPE separadamente.

Em carta-ofício assinada pela Reitoria e divulgada no site oficial da UERJ, o CONSUN reitera a necessidade do pagamento integral aos servidores ativos e inativos. A carta-ofício, direcionada ao Governador Luiz Fernando Pezão, também reafirma a importância para a liberação de recursos financeiros para o funcionamento integral da universidade. Além disso, o Conselho afirma que se tais condições e exigências não forem cumpridas, as atividades acadêmicas estarão impossibilitadas de serem retomadas.

É importante lembrar que a comunidade acadêmica ainda não encerrou o ano letivo de 2016 por conta da necessária greve que durou mais de cinco meses. Portanto, 2016.2, que ainda não iniciou, já está comprometido e corre o risco de não começar. A culpa de todo esse caos é das antigas gestões criminosas de Sérgio Cabral e de seu sucessor e atual governador Luiz Fernando Pezão.

Em paralelo, mas atrelados à mesma situação catastrófica da qual o PMDB colocou o Estado do Rio de Janeiro, os alunos cotistas e de iniciação científica, estão com o auxílio-permanência e bolsas atrasadas. O pagamento que foi realizado em dezembro é referente ao mês de outubro. Restam os pagamentos referentes aos meses de novembro e dezembro. É inadmissível que essa situação se estenda, sobretudo com os absurdos aumentos no preço das passagens dos ônibus intermunicipais, barcas, trens e metrô, além do reajuste do Bilhete Único intermunicipal.

A grande maioria dos alunos cotistas residem em outros municípios e dependem do auxílio permanência para custear a passagem. Um morador de Magé, por exemplo, gasta quase 400 reais mensalmente com seu deslocamento até a universidade. Mas esse mesmo estudante ainda precisa bancar as cópias dos textos e a sua alimentação. Os estudantes que "optam" por morar em repúblicas, se não dispuserem de outra fonte de renda, acabam retornando para os seus municípios de origem, pois essa "opção" se torna inviável, visto que dificilmente se encontra aluguel inferior à 400 reais, valor atual da bolsa.

A comunidade acadêmica da UERJ está saturada de tanto descaso, de tanta falta de investimentos e não pode admitir o seu desmonte e sua entrega à iniciativa privada. É preciso reocupar as ruas contra o Pezão e também contra o Temer golpista, que a nível nacional não para de lançar seus ataques à educação, à saúde e principalmente aos trabalhadores. É preciso lutar por uma política de permanência estudantil onde os estudantes possam ter acesso à moradia, ao passe livre intermunicipal, intermodal e irrestrito, bem como a equiparação das bolsas ao salário mínimo. Somente dessa forma os estudantes cotistas e de baixa renda, mas não contemplados pelo sistema de cotas, podem de fato, permanecer na universidade.

 
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