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Jueves 24 de Octubre de 2019
00:17 hs.

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Temer defende manutenção do texto da Reforma da Previdência
Vitória Camargo

O golpista Temer defendeu nesta quinta-feira, 22, que não sejam feitas alterações no projeto da Reforma da Previdência encaminhado pelo governo ao Congresso Nacional no início deste mês. A proposta é considerada pela equipe econômica como um complemento à PEC do Fim do Mundo, no sentido de tentar “equilibrar” as contas da União, isto é, cortam gastos com a saúde e educação até 2036 e, como complemento, querem que trabalhemos 49 anos.

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"O projeto foi fruto de longos meses de trabalho da equipe que cuidou da Previdência. Nós chegamos à conclusão de que, fazendo isso, seria extremamente útil para o País. Agora, se o Congresso quiser modificar o texto, nós vamos dialogar, vamos conversar. Mas, no momento, queremos que seja aprovado tal como está", afirmou Temer.

Apesar de defender a manutenção do texto, o golpista reconheceu que, em razão de ser uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), ela será promulgada pelo Congresso e não poderá passar por possíveis vetos presidenciais. "O palco próprio para a discussão da Previdência é menos o Executivo e mais o Legislativo. Nós seremos obedientes à decisão final do Legislativo, até porque se trata de PEC e não vai à sanção", disse. Como escrevemos aqui, Temer apresentará hoje sua reforma à base aliada no Congresso, tendo a vantagem de alguns pontos polêmicos estarem sendo encabeçados pelo STF.

A PEC da Reforma Previdenciária, que aumenta o tempo de contribuição integral de 30 para 49 anos no caso das mulheres e de 35 para 49 anos no caso dos homens e equipara a idade mínima de aposentaria para 65 anos, teve sua admissibilidade aprovada na madrugada da última quinta-feira, 15, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. A discussão do mérito da proposta ocorrerá em Comissão Especial. Após passar por essa etapa, a PEC deverá ser votada em dois turnos no plenário da Câmara, antes de seguir para análise do Senado.

Temer assume a que veio: aplicar o ajuste fiscal. Afirmou que o baixo índice de aprovação de seu governo tem sido aproveitado para fazer mudanças necessárias para a retomada do crescimento econômico do País. "A baixa popularidade do governo é que tem permitido tomar medidas que alguém com popularidade extraordinária não poderia tomar. Estou aproveitando a suposta impopularidade para tomar medidas que são fundamentais para o País", afirmou.

O humor do golpista tem melhorado na medida em que tem conseguido aplicar os ataques, conforme indica o triunfo inicial da PEC 55, que ataca os direitos à saúde e à educação até 20136. Em tom descontraído, ainda comentou as críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que comparou o atual governo a uma "pinguela". "Quando eu era menino, eu sou do interior do Estado de São Paulo, havia um riacho e eu e alguns colegas brincávamos muitos numa pinguela, para atravessar esse riacho... sabe que nunca caí", brincou.

"Erros"

Durante a conversa com os jornalistas, Temer também fez um balanço dos primeiros sete meses de governo e ressaltou que, apesar de ter havido recuos em algumas decisões, não tem compromisso com o erro. "Eu acho que eu tenho muitos erros, muitos acertos, como é natural num governo. Agora, eu quero repetir aqui a frase do presidente Juscelino: eu não tenho compromisso com o erro. Quando eu percebo que erro, eu logo conserto. É interessante quando você erra, as pessoas acham que você não pode recuar. E daí vem "Temer recua", não me incomodo. Porque eu traduzo "Temer recua" com a seguinte expressão: "Não tem compromisso com o erro". Isso é fundamental para o governante".

Segundo ele, um dos momentos mais angustiantes de seu governo foi no episódio da exoneração do então ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). O peemedebista deixou a pasta, no dia 25 de novembro, após o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero acusá-lo de ter pressionado para rever uma decisão que embargava um empreendimento imobiliário em que o ex-titular da Secretaria de Governo tinha uma unidade. "No caso do Geddel, foram cinco dias, foi uma coisa angustiante, é verdade", afirmou.

O episódio citado serviu para escancarar para amplos setores como, apesar da suposta cara de combate à corrupção que seus apoiadores lhe atribuíram durante o golpe institucional, a corrupção é uma face intrínseca ao regime, e certamente a bancada de ministros, deputados e senadores de Temer, do alto de seus privilégios, não passa por fora disso.

Na avaliação do golpista, não houve demora para se tomar uma decisão sobre o caso. "Estou dizendo isso para mostrar que nesses 5, 6 dias foram momentos muito agitados e, afinal, o ministro Geddel acabou saindo, portanto, compreendendo as naturais angústias do governo", disse.

Diante da profundidade dos ataques que o golpista tem se empenhado em passar, que unificam o Executivo, o Congresso e o Judiciário às grandes empresas imperialistas, que querem descarregar a crise nas costas dos trabalhadores, está mais do que na hora que CUT e CTB rompam sua paralisia e organizem nas bases uma greve geral, que sirva para ser ponto de apoio da construção de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, capaz de questionar os ataques profundos aos trabalhadores, as Reformas Trabalhista, do Ensino Médio e previdenciária, em um cenário em que Temer se aposentou aos 55 anos e ganha 30 mil reais da Previdência e os empresários querem manter seus lucros às custas da precarização das vidas de milhões de pessoas.

Com informações da Agência Estado

 
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