Uma breve – e política – história de Moa do Katendê

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Autora: Letícia Parks

 

Um homem como Moa é uma grande perda. Não se faz um cara assim da noite pro dia. São décadas de aprendizado de percussão, de capoeira, de Afoxé. Um cara assim não surge do nada.

Claudio, amigo de Mestre Moa, em depoimento a essa minibiografia

Mestre Moa, meu Pai,sempre depositou amor nos corações de seus alunos, amigos e familiares. A cultura pra ele era tudo, sempre em suas aulas ele começava falando um pouco, e em suas músicas sempre destacava a cultura ensinando em suas composições a importância dela para a sociedade. A capoeira fazia parte de sua vida, assim como a música e o artesanato, quando não estava dando aula de capoeira ou em alguma roda, estava compondo ou quando não estava compondo estava fazendo artesanato, muitas vezes estava fazendo artesanato e estava compondo ao mesmo tempo, porque meu pai era movimento e transformação. 

Eu como filha, me sinto honrada de ter um pai tão cheio de magia, a alegria dele era contagiante o que me conforta . E eu continuarei com o legado dele, transmitindo essa energia que ele tinha.

Jasse Mahi, terceira filha de Mestre Moa, em depoimento a essa minibiografia

Era a noite do primeiro turno de uma eleição bastante polarizada. Noite de primeiro turno de uma eleição manipulada. De um lado, uma candidatura foi impugnada apenas porque a marionete norte-americana que é o judiciário quis assim. O PT não resistiu, apesar de estar à frente da organização de quase 25 milhões de trabalhadorxs, nos mais de 45 mil sindicatos dirigidos pela CUT, entregou sem batalha nosso direito ao voto, um direito conquistado com sangue na luta contra a ditadura. Um direito que apenas a minha geração de millenials teve durante toda a sua vida.

Nessa noite, em um bar em Salvador, Moa do Katendê entrava numa discussão de bar. “Ele era bom de conversa, não tinha medo de falar o que pensava”, me disse seu amigo em entrevista a essa mini biografia. Logo imagino a cena. Alguém que chegou aos 63 anos lutando contra todas as formas de preconceito, um “verdadeiro humanista”, como disse seu amigo, não estava passível de silêncio em eleições como essas. Isso porque do outro lado dessa polarização estava Bolsonaro, com o PSL, um candidato e um partido que sentem orgulho de proferir os maiores absurdos preconceituosos que comprovam o fato de que o racismo não é uma realidade superada, como tentou nos convencer a dita “democracia racial”.

 

Na discussão de bar, Moa disse que era contra o candidato do PSL. Disse que era um absurdo que um negro apoiasse a candidatura dele. “Veja tudo o que ele diz contra nós”, imagino ele dizendo. “Veja tudo o que lutamos pra mostrar do preconceito que a gente vive”. Nessa noite, falar do próprio voto era um enorme risco. Moa disse que votou em Haddad, e posso visualizar essa frase saindo de sua boca antes das 12 facadas que o atingiram e levaram a sua morte.

A notícia chegou na manhã de segunda-feira. Chocou, mas não surpreendeu. 

O discurso de ódio bolsonarista certamente chegaria a uma situação drástica como essa. Em uma palestra que deu no clube Hebraica, em São Paulo, Bolsonaro disse que os quilombolas “não fazem nada, eu acho que nem pra procriar servem mais”. Na ocasião, Bolsonaro utilizou unidades de medida de peso de gado para falar dos quilombolas: “o afrodescente mais leve lá pesava 7 arrobas”.

Mais uma face do autoritarismo judiciário. Bolsonaro foi condenado pela justiça por essa declaração a pagar R$50 mil por danos morais, e apesar de sua “ficha suja”, pode ser presidente do nosso país, um país onde quase 60% da população é negra. Lula, apesar de nenhuma condenação e nenhuma prova de que tenha cometido crimes fiscais, segue preso sem poder sequer dar uma declaração à imprensa, algo que foi permitido inclusive por ditadores e autores de crimes de lesa humanidade, como alguns líderes do tráfico de drogas.

O assassino de Mestre Moa também pôde dar entrevistas à imprensa. Nelas reafirmou que a morte veio de um confronto físico, o que as testemunhas no local negam. Dizem que Paulo Sérgio aplicou as facadas pelas costas, que sua intenção era matar uma voz de oposição política, exatamente como seu candidato e futuro presidente, Bolsonaro, encorajou. Paulo, após a discussão, saiu para sua casa e voltou com a faca, já com intenção de matar. Atacou Moa pelas costas, isso porque como disse seu amigo Chocolate “se fosse pela frente, ele não conseguia”. Foi um crime, além de premeditado, absolutamente covarde.

 

Falar de Mestre Moa e de seu assassinato não poderia deixar de ser uma história política. Estamos acostumados a achar que político é aquele que fala no palanque, que tem sigla e legenda eleitoral, bandeiras azuis e amarelas, que anda de terno e motorista. Mas esse é apenas o político burguês, que faz da política a sua profissão, uma pequena minoria dentre toda uma humanidade de sujeitos políticos. O mundo está cheio de Mestres Moas, que fazem da sua profissão a política, que veem a política como essa ação sobre a história que vem da força das nossas mãos dentro do nosso trabalho e das nossas habilidades conquistadas. Um política na qual todos nós somos capazes de intervir, de moldar, de sermos sujeitos políticos de uma história que nos pertence.

Essa é uma breve história desse pequeno grande político que foi Mestre Moa.

Ato 1: o músico-capoeirista, político da tradição

Chora Capoeira,

Capoeira chora,

Chora capoeira

o Mestre Moa foi embora.

letra em homenagem à Mestre Moa,

de Vivaldo Rodrigues, o Mestre Boa Gente.

No dia 29/10 Mestre Moa completaria 64 anos, com uma trajetória de 56 anos de contato com a capoeira, que começa aos 8 anos no terreiro de sua tia, o Ilê Axé Omin Bain. A maior paixão de Moa na capoeira era entretanto, a música. Moa quis ser mestre porque sabia que isso ajudava a dar entrada na academia, um via mais fácil de perfurar as enormes barreiras do racismo.

Nesse exercício, Moa compôs e se especializou nos instrumentos e batuques da capoeira, a sua porta de entrada para a música. Em 1977, a marca da capoeira na música causa um enorme furor, quando Moa tem sua estréia como compositor consagrada no bloco Ilê Ayê, primeiro bloco afro do carnaval baiano, no qual venceu com sua música “Bloco Beleza”. Em 1978, a música que tinha Badauê no refrão, vira nome do bloco fundado pelo seu grupo, os Jovens Loucos, no dia 13 de maio de 1978, na Curva do Asilo, no bairro onde nasceu e se fez artista, o Engenho Velho de Brotas, mesmo lugar onde 40 anos depois seria morto.

Esse sopro de negritude e liberdade enfrentava a dura repressão ditatorial, que no AI-5 dizia que “estão proibidas manifestações de caráter racial ou religoso”. Mas esses jovens loucos, à frente deles Moa, não se permitiram calar. A música, dizem, fazia subir poeira na quadra de ensaios, inspirando liberdade. “Brotava misteriosamente um Afoxé da lucidez das ideias e ideais dos “Jovens Loucos” que – instigados pela “Zorra” que, desde 1974, eclodia a negritude do Cururu espalhando a Liberdade pela cidade, inspirados pelos movimentos da negrada diasporada pelos quatro cantos do Atlântico Negro”. Em meio a muitas demonstrações de resistência que pipocavam pelo país, em oposição à ditadura militar que calava milhões desde 1964, esses jovens loucos lucidamente alimentavam identidade negra e um tipo de “internacionalismo” cultural. Como toda grande novidade cultural que sai da mão dos oprimidos, desafiavam o poder e faziam um tipo de política que atingia o mais sensível dessas massas negras caladas pela ditadura militar.

Caetano Veloso, naquele ano, diria em seu disco Cinema Transcendental que  “misteriosamente, o Badauê surgiu, sua expressão cultural, o povo aplaudiu”, no mesmo disco em outra canção diria: “No Badauê, toda grandeza da vida no sim/não”. O pesquisador Chicco Assis disse que: “não temos dimensão da bagagem que ele levou com ele. Pegaram o velho capoeira na crocodilagem, na traição, na covardia e com brutalidade. Mas, capoeira, que é bom, não cai…”

Os dois pés na capoeira, essa luta de gente que não cai, é o que dá coragem para que Moa desafiasse esse carnaval que os políticos da ditadura forçavam para que fosse branco e elitista. A moral de Moa era a moral da capoeira que atravessou séculos como a luta clandestina dos negros escravizados, das negras aquilombadas. Surgiu como um “jogo” que ensinava os negros escravizados e livres a se defenderem da chibata do feitor. Muitos aprendiam a capoeira desde muito pequenos, e a capacidade de mortalidade do oponente era enorme. Esse papel era tão reconhecido que em 1890, após a abolição, a capoeira foi considerada ilegal pelo Código Criminal, e por todos o país as prisões de “capoeiras” eram corriqueiros. A sua legalidade só vem na Era Vargas, que buscava instrumentalizar a figura do negro e sua cultura.

Moa é parte da história de recuperação da capoeira como instrumento da luta contra o racismo e a escravidão moderna. Sua relação com a capoeira foi uma marca fundamental de sua história, como nos contam Chocolate e Mestre Plínio, que prestaram depoimento a essa biografia. Quando vinha a São Paulo, Chocolate conta que Mestre Moa dava aula de capoeira e dormia no espaço da Angoleiro Sim Sinhô, dirigido por Mestre Plínio. Chocolate, que aprendeu capoeira com esses dois grandes mestres além de muitos outros, conta o que Moa dividiu com ele, sobre como começou a jogar, aos 8 anos de idade com Mestre Bobó, fundador da Academia de Capoeira Angola Cinco Estrelas no ano de 1962. Como aprendiz de Bobó, Moa jogou ao lado de Mestre Baixinho e também aprendeu com ele.

Ainda segundo Chocolate, Mestre Moa ensinava que a capoeira, a percussão, o candomblé, são parte da tradição africana, que sobreviveu durante tantos séculos na transmissão de uma geração a outra. Descreve Moa como um mestre paciente, um músico que ensinava com tranquilidade e que corrigia os erros de forma simples e carinhosa. Conta também que apesar de já estar nos seus 60 anos de idade, “O Mestre quando jogava deixava as pessoas encantadas. Com a elegância dele, com o jeito de jogar dançando. Cantava muito, tocava muito berimbau também. Tinha um jeito de conduzir a roda que era dele mesmo, que deixava a roda alegre, gostosa. Ele conversava com todo mundo de igual pra igual, apesar da autoridade dele”.

Termino esse ato com uma grande saudação a todos os capoeiras que nos foram levados em tantos anos de resistência. Um enorme Badauê a todos vocês.

Ato 2: o músico-Afoxé – do terreiro pra rua e a africanização do carnaval soteropolitano

A entrada que Moa faz no carnaval, com esse primeiro bloco afro de rua, marca também a entrada do terreiro na rua. Durante anos, o afoxé era a música do terreiro transportada pras ruas, com o iorubá como idioma principal e com a temática religiosa no centro. O ritmo era também marcado pelos tambores de terreiro. Todas essas características foram preservadas por Mestre Moa, que foi entretanto, pra além disso. Badauê virou hit porque conectava o ritmo que vinha de dentro dos terreiros com o que o movimento negro dizia e tocava nos bailes e nas ruas das grandes cidades brasileiras. Esse movimento negro em forvorosa trazia o soul e o blues dos EUA, o beat da Jamaica e do Caribe, inspirados pela cultura negra que vinha dos movimentos negros de toda a América. O que em São Paulo e Rio de Janeiro inspirou o RAP, em Salvador com os “Jovens Loucos”, virou afoxé na rua.

As religiões afro resistiram a séculos de proibição e perseguição. A elite branca sabia que esse espaço de confraternização poderia levar a conclusões políticas, tinham medo de que o candomblé brasileiro fosse o espelho do voodoo haitiano, logo, que as conjurações e quilombos brasileiros virassem revolução haitiana. O produto cultural que surgiu da experiência prática de Moa – militante, capoeirista, frequentador de terreiro e músico – expressava a síntese desse medo da elite. A música do terreiro encontrou, em 1974, os ritmos e vozes do movimento negro, e incendiou as ruas. O carnaval baiano tinha agora um limite importante para continuar sendo comercializado e enbranquecido. Isso porque a burguesia sabia que, no marco do controle político que a ditadura precisava ser para evitar o enorme levante operário e negro que se gestava “por baixo” na data do golpe, era preciso impedir inclusive a existência mais sensível da luta negra, manifesta na cultura do carnaval. Mas essas marcas, apesar de toda a repressão, resistiam.

O Afoxé manteve durante todo esse tempo, por exemplo, expressões de cultura indígena nativa do nordeste e, aos poucos, movia-se no sentido de recuperar também a resistência cultural e política das massas negras: era o terreiro saindo da clandestinidade e se fazendo conhecido, assumindo o diálogo “transatlântico” e se vendo como resistência política moderna. Era a “reafricanização do carnaval de Salvador”, diz Chicco Assis. Mas não uma reafricanização retrógrada, voltando aos tempos de rainhas e reis negros. Uma africanização que reconhece seu tempo, dialoga com ele e se propõe a, dentro dele, tomar as ruas de assalto, diretamente das mãos do ator político mais mirado pelo movimento negro dos anos 70: a ditadura militar.

O produto a que chegava Katendê não parou por aí. Desse momento em diante, Moa foi ator do encontro da música negra brasileira com os ritmos produzidos pela cultura negra em outros países. Dialogou com o reggae jamaicano de Jimmy Cliff e de Bob Marley, com o jazz de Orleans, com o blues e o soul de todo o sul norte-americano. Moa saiu pelo país fazendo oficinas para jovens nas escolas. Ele sabia que sua produção tinha um interlocutor e um sujeito claro: as massas negras. “Ele optou por não fazer concessão (…). Ele só fez música, a vida inteira, de coisas que tivessem a ver com a sua história. Ele é um conhecedor de MPB, de brega, de muitos ritmos.”, diz seu amigo Claudio. Moa tinha muita consciência estética, e escolheu um lugar para sua música, apesar de poder criar sucesso em muitos outros terrenos. Ele escolheu que sua habilidade se dedicaria a essa percussão das ruas que é o Afoxé.

A contribuição cultural que Moa fez vive potencialmente na história de todas as negras e negros do país, mas há uma enorme força que impede que nossa tradição se torne produção viva de uma cultura verdadeiramente diversa e com a força e o poder da nossa identidade. Essa força, chamada capitalismo, não mede esforços para impedir que as negras e negros se identifiquem com essa cultura, com essa tradição. A verdade é que os patrões, os ricos e poderosos nos impedem de ter acesso livre a nossa identidade porque sabem que cada aspecto de nossa identidade, da música ao jogo, do cabelo à pele, pode ser preenchido até a borda de ódio de classe e de luta anticapitalista. Isso porque todas as vezes que nos reprimiram e oprimiram, respondemos com a voz, o tambor, a capoeira, os orixás. Respondemos com absolutamente tudo o que nos restou, com tudo o que estava disponível. Esse ódio que sentimos contra cada movimento de dominação se faz sentir em toda a produção cultural que querem assassinar junto de Mestre Moa, que querem impedir que seja parte de nossa identidade, que querem que recusemos como ritos e bruxarias bárbaras. Sabemos que não são, e ao fim desse ato, saúdo todos aqueles que estão pelos terreiros e academias mantendo viva nossa história e nossa tradição, fermentos de uma identidade de resistência que pode florescer do peito de cada negra e negro brasileiro.

Axé!

Ato 3: o Moa-memória – as feridas abertas pelo golpe institucional

Quando essa notícia chegou, eu senti outra vez um banho de água fria. E sensivelmente, esse banho de água fria me lembrava outro que eu só tinha sentido uma vez antes. Não foi o cérebro que ligou pela primeira vez, foi o peito. Eu ouvia Moa e o peito rebatia Marielle. Aquela ferida do golpe que se abriu com os 9 tiros na cabeça dela, voltava a arder com a morte de Moa. Eu sempre pensei: precisamos fazer alguma coisa. Dessa vez eu também senti “precisamos fazer alguma coisa”.

Esse imperialismo, que fala por trás dos bonecos da lava jato, do ódio bolsonarista, da reforma trabalhista, da intervenção federal no RJ. Esse imperialismo está mais podre do que nunca. As cenas que aparecem na televisão, de corpos negros flutuando no Mediterrâneo, comprovam: o capitalismo apodreceu. Não dá mais. O problema é que apesar dessa podridão, a classe trabalhadora, os coveiros dessa classe burguesa arcaica, estão paralisados pelas mãos do agente da burguesia em nossos sindicatos, que no Brasil é a burocracia petista, que em 2 anos de novas feridas do golpe, não fez nada para colocar em campo esse gigante que é a classe trabalhadora brasileira. O PSOL, partido de Marielle, assiste essa burocracia passivamente, mesmo tendo sido uma das suas que foi levada pelas mãos da extrema direita.

 “Parem de matar nossos meninos negros”, disse meu irmão na sua letra de música. Pra eles pararem, alguma mão tem que segurar, essa mão tão forte que é a da nossa classe unida em suas medidas de ação que já enterraram inimigos muito mais fortes do que os que estamos enfrentando agora. É a confiança nas forças da nossa classe, em sua grande maioria composta por mulheres e negrxs, que estancam o sangue em nosso peito e, não importa quantas feridas surjam, se mantém de pé, como todo bom capoeira.

Claudio, esse grande contribuidor dessa mini-biografia, deixa um recado: “leiam Mestre Moa, pesquisem, ouçam Mestre Moa. Ele era um homem muito simples. Essa simplicidade era algo que dava um charme, aumentava seu carisma”. Chocolate lembra também: “a capoeira é negra, é indígena. Agora é a gente tocar as músicas do Mestre, cantar as ladainhas e os corridos dele, a capoeira em geral com respeito, com amor e com carinho. Lembrar que houveram outros que morreram também pela capoeira e pela cultura, os mestres e mestras, as mães de santo, os pais de santo, os mestres de tambor, de criola, de jongo. Alguns estão com seus 80, 90 e poucos anos, passando muita dificuldade pra gente estar com essa cultura presente na nossa vida. (…) Do Mestre Moa não vai acabar nunca, não vamos deixar nada dele acabar.”

Eu me somo ao recado deles e adiciono: sejamos Mestre Moa. Não aceitemos a continuidade do racismo, essa opressão que só existe porque serve ao grande capital. Combatamos o capital, que com a crise veio mais voraz sobre nossas economias dependentes da América Latina. Combatamos essa burocracia encastelada em nossos organismo que impede que a voz e a força dos mais simples possam ser as engrenagens da história.

Mestre Moa do Katendê: Presente! Agora, e sempre.

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