A rebelião operária contra a ditadura e as origens do PT

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Ilustração: Thaís Oyola

 

THIAGO RODRIGUES

Número 1, maio 2017

 

 

O futuro de um dos partidos mais importantes do regime, o PT, encontra-se imerso a dúvidas pela profunda crise política e não se pode afirmar para onde vai. No entanto, o seu passado pode dizer muito a respeito de como chegou até aí.

No debate da época, no início da década de 1980, era bastante comum, entre uma parte da intelectualidade que estava aderindo ao PT, a discussão da “novidade” do PT como um partido operário de massas. Era uma reflexão que buscava romper de forma unilateral e sem fazer um profundo balanço histórico com a experiência do velho PCB, o partidão (do qual o atual PCB é menos do que uma sombra). Sem entrar nesse balanço histórico, queremos apenas pontuar que depois de apoiar alternativas nacionalistas burguesas, como Jango, o PCB, que era um partido operário com peso de massas em 1964, aceitou o golpe militar daquele ano sem apresentar combate. Esse tipo de derrota é a pior que existe. Um partido operário que é derrotado em base a um combate, deixa uma tradição e é sempre capaz de ressurgir. Aquele que é derrotado sem luta está condenado pela história. Assim foi com o velho partidão, fazendo jus à tradição do stalinismo. Quando o novo ascenso começa, o caminho estava aberto para a construção de um novo partido operário.

Em 1974 a ditadura sofreu uma derrota nas urnas para o MDB. Pressionada por essa derrota e pela crise econômica que explodiu a nível internacional nesse mesmo ano, a ditadura iniciou com Geisel o processo de “abertura lenta, gradual e segura”. Mas não sem enfrentar divisões na própria cúpula militar, que se agudizaram ao ponto da ala dura tentar um golpe palaciano contra o governo Geisel em outubro de 1977. Nos anos seguintes, as classes médias das cidades e os desempregados começaram a protagonizar uma série de lutas. Greves estudantis, a refundação da UNE e a invasão militar da PUC em 1977 e os comitês contra a carestia de vida são todos exemplos dessa situação. Os setores progressistas da Igreja Católica intensificaram sua atuação. As oposições sindicais golpeadas com o AI5, que se espelhavam nas greves de Osasco e Contagem de 1968 e no processo de comissões de fábrica, voltaram a intensificar sua organização, com destaque para a oposição metalúrgica de São Paulo.

O efeito do AI-2, que suprimiu os partidos e instituiu o bipartidarismo do ARENA e do MDB, foi obrigar todas as alas opositoras do regime a se agruparem no MDB se quisessem participar eleitoralmente (daí a piada que se popularizou que dizia que no Brasil da época só existiam dois partidos – o do sim, e o do sim, senhor). Nesse contexto, a esquerda socialista e a ala esquerda do MDB discutiam a conveniência da formação de um novo partido socialista com o exemplo dos partidos socialistas europeus que se fortaleciam eleitoralmente. Fernando Henrique Cardoso participava ativamente desses processos como um dos representantes da ala de esquerda do MDB. Esses setores do MDB se contentavam com uma oposição parlamentar à ditadura, nos marcos do espaço que lhe era consentido, sendo um exemplo do raquítico parlamentarismo brasileiro.

A irrupção operária embaralhou todas as cartas novamente

O dia 12 de maio de 1978 entrou para a história. Foi a partir da paralisação da ferramentaria da Scania e de toda a fábrica que, nesse dia, outras fábricas maiores do ABC também entraram em greve naquele maio de 1978, num movimento que foi se expandindo até as greves gerais metalúrgicas no ABC e em São Paulo, em 1979 e 1980.

O início do ascenso operário que se estendeu por toda a década de oitenta e resultou em uma onda de greves, colocou em xeque os planos de abertura dos militares e abriu uma situação pré-revolucionária que durou até a derrota da greve de 1980, em que estava na ordem do dia a derrubada da ditadura militar. Florestan Fernandes, no livro “O PT em movimento”, de 1991, definia que a “greve de 1978 efetuou uma ruptura, que punha o grande capital, a contrarrevolução e seu governo ditatorial de um lado, os operários e o movimento sindical de outro”; ao lado dos operários, que desenvolviam uma tendência à hegemonia social e política na luta contra a ditadura, estavam todos os setores médios insatisfeitos.

Entre 1978 e 1980, as greves se expandiram do ABC para a cidade de São Paulo e, em maior ou menor medida, para todo o país, com fortes mobilizações de categorias como bancários, professores, a retomada de greves dos trabalhadores agrícolas, que não se davam desde 1964, e um grande apoio do movimento estudantil e da intelectualidade democrática, que expressavam o aprofundamento da insatisfação das classes médias urbanas com a ditadura. No epicentro paulista desse amplo movimento se desenvolveram tendências à radicalização política e à auto-organização da massa operária, sem as quais é impossível entender o início da formação do PT e da CUT (fundados em 1980 e 1983, respectivamente).

Os chamados sindicalistas autênticos, dirigidos por Lula, estavam à frente da direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e tiveram o peso de direção decisivo nas greves do ABC. Eram uma dissidência dentro da estrutura sindical permitida pela ditadura, e não lideranças natas surgidas entre as massas, segundo versão que foi difundida sobre Lula, mesmo pelas correntes e intelectuais de esquerda. Lula era presidente do sindicato desde 1975 e sua estratégia frente ao ascenso operário foi a de dividir os operários do ABC do conjunto das categorias em greve, ressaltando a pauta salarial corporativa do ABC e contendo as tendências à politização e radicalização da greve como uma luta frontal contra a ditadura. Para isso, combateu as comissões de fábrica ou os grupos clandestinos que se organizavam no ABC ao longo da década de 1970 com influência da oposição metalúrgica de São Paulo e que foram decisivos na eclosão das greves de 1978 por fora do sindicato.

O protagonismo da base se revelava, por exemplo, nos piquetes – os quais Lula e seus aliados no sindicato, como o Alemão do MR8, se esforçavam para evitar, chamando os trabalhadores a não sair de casa. Foi com muito custo que essa direção manteve o controle dos operários, que faziam todo o possível para ampliar o combate.

Em São Paulo, onde o sindicato era controlado pelo pelego Joaquinzão, a oposição metalúrgica e o ativismo de base foram a força decisiva nas greves de 1978/79. Foi um processo enorme em São Paulo, em que os elementos de auto-organização se desenvolveram mais a fundo. As comissões de fábrica ou grupos clandestinos, organizados por local de trabalho, tenderam a formar as interfábricas e os comandos regionais, que reuniam representantes das comissões de fábrica locais, mas que tiveram a debilidade de não ter um organismo centralizador a nível municipal. Também tiveram seu auge em São Paulo os chamados piquetões, passeatas de operários que iam parando fábrica por fábrica nas regiões e chegaram a reunir até 15 mil operários.

O resultado do primeiro desafio em larga escala do movimento operário à ditadura militar foi contraditório. A derrota da greve do ABC de 1980 e a recessão profunda que se instalou em 1981, fecharam a situação pré-revolucionária aberta em 1978. Isso significou uma vitória momentânea dos planos de transição dos militares, no entanto, ainda assim, não encerrou o ascenso operário que entrou em um biênio de refluxo para voltar a um novo ciclo ascendente em 1983, já com características distintas, numa situação de retrocesso internacional. Importante lembrar que em 1981 também foi derrotada a revolução política na Polônia que encerrou na Europa o ascenso iniciado em 1968. O próprio movimento operário brasileiro seguiu o curso de sua luta em meio ao influxo de grandes lutas e reveses importantes, como o dos controladores de vôo nos Estados Unidos, em 1982, contra Reagan.

Os sindicalistas autênticos do ABC cumpriram o papel consciente para evitar que a greve saísse de seu controle, ou seja, adquirisse cada vez mais o caráter de uma luta política contra a ditadura. A oposição metalúrgica de São Paulo, por suas debilidades, acabou não cumprindo o papel de transformar as greves operárias num embate frontal à ditadura e se limitou a ser mais democrática e de base, no marco da mesma luta salarial, sem elevá-la a um patamar político.

A oposição se dividiu ao longo do processo. PCdoB, PCB e MR8 terminaram aderindo ao grupo dos pelegos, pois tinham a definição de que a desestabilização provocada pelas greves favorecia a ala dura dos militares. A política predominante na oposição, contra o seguidismo aos autênticos, era de um paralelismo sindical, de substituir o sindicato pelego pelas comissões de fábrica, o que fez com que não desse um combate consequente contra a direção do sindicato na greve e nem unificasse num comando único os operários da capital com os do ABC. Lula, por sua vez, quando propôs algum tipo de unificação foi somente ao pelego Joaquinzão e não à oposição e aos comitês de fábrica que combatia no ABC. Nem os autênticos do ABC, nem a oposição metalúrgica de SP, levantaram uma estratégia de derrotar a ditadura pela via da mobilização operária e de impor uma assembleia constituinte sem tutela militar. Primou a separação entre luta econômica e luta política e as greves não superaram conscientemente o patamar econômico, ainda que objetivamente tenham sido um acontecimento político que mudou o rumo da história.

Lula nas greves do ABC de 1978/80

Como dissemos acima, toda a intelectualidade de esquerda e, inclusive as organizações que se reivindicam revolucionárias, colocaram Lula em um pedestal como o grande dirigente estratégico da classe trabalhadora brasileira. Desmistificar o papel de Lula e sua estratégia de conciliação de classes é fundamental para entender as contradições do PT na sua fundação.

A greve de 1978 surgiu de forma espontânea e abriu o ciclo de lutas contra a ditadura. Essa espontaneidade, no entanto, é relativa, pois foi preparada por uma infinidade de lutas travadas pelas comissões de fábricas nos anos de retrocesso e da retomada a partir de 1974. O sindicato dos metalúrgicos do ABC, tomado de surpresa pela greve da Scania, assumiu o papel de evitar que o conflito se generalizasse e Lula, em pessoa, realizou reuniões nas fábricas com esse objetivo.

Em 1979 as mobilizações foram preparadas no ABC pela direção do sindicato como uma campanha salarial de toda a categoria metalúrgica do ABC, evitando a todo o custo uma orientação que superasse os limites econômicos da luta – que pela sua própria dinâmica objetiva se transformaria num embate político contra a ditadura. A situação estava madura depois das greves de 1978 e era necessária uma direção firme para convocar uma luta unificada e em escala nacional para colocar abaixo a ditadura. Lula e os sindicalistas autênticos, no entanto, não o fizeram.

Como relata FHC em sua autobiografia – que nunca foi desmentida por Lula – “Comunicamos o resultado a Lula (da reunião do TRT que havia dado uma vitória econômica parcial aos operários), que se dirigiu aos companheiros para encaminhar o fim da greve. A massa protestou, pois continuava altamente mobilizada e desejava alcançar ainda mais resultados do que os acordados pelo TRT, sem perceber que o simples fato de uma decisão considerar a greve legal era histórica. Lula habilmente, para não perder a confiança dos liderados, propôs a continuação da greve, logo aprovada entusiasticamente. Terminada a assembleia, tomamos o mesmo carro de volta com Lula e outro dirigente sindical. Lula, que acabava de propor a continuação do movimento, nos diz: ‘precisamos acabar com esta greve’”. [FHC, Idem p. 87]

Em 1980 o sindicato mais uma vez se preparou para um enfrentamento salarial com a ditadura, novamente dividindo os metalúrgicos do ABC dos metalúrgicos do estado e demais categorias. Não viram, ou não quiseram ver, que aquela greve era um enfrentamento direto contra a ditadura e que desde o início teria um conteúdo político. Ou os operários do ABC lançavam seu grito de guerra a todos os trabalhadores do país para um enfretamento decisivo contra a ditadura ou seriam derrotados pela santa aliança entre a ditadura, a patronal e a justiça do trabalho.

Frente a intransigência da patronal, os operários continuaram a greve até que ela fosse declarada ilegal pela justiça do trabalho e o sindicato sofresse intervenção. Como resposta, a classe operária do ABC se mobilizou massivamente para retomar o sindicato e a intervenção militar transformou São Bernardo em uma verdadeira praça de guerra. Nesse momento Lula permanece recluso, pois considera que sua aparição provocaria uma escalada no conflito. No dia seguinte, toda a direção do sindicato foi presa. Numa assembleia com mais de 40 mil operários na Vila Euclides decidem pela continuidade da greve, adicionando a demanda da libertação dos presos políticos.

Com Lula e a direção do sindicato presa, a greve se radicaliza. Como analisa Iram Jacome Rodrigues, “presa sua figura mais expressiva, Lula, o movimento grevista não sofreu o menor abalo. A cada líder capturado pelas autoridades, sucediam centenas com o mesmo vigor, quando não maior. Sua direção juvenil, no mais amplo e verdadeiro sentido, é agora coletiva. Na verdade, toda a direção se constituía como um comando de greve. Uma organização piramidal, em cujo topo se encontravam os elementos forjados no seio das massas. Como então conter a germinação de líderes que a cada dia de greve se multiplicavam?” [Lula respondendo ao entrevistador José Arbex Jr. Revista Caros Amigos].

O 1º de maio se transformou numa grande jornada de luta e mais de 100 mil operários se manifestaram desafiantes ao cerco militar sobre o ABC. Nesse contexto se esgotou o estoque de armas brancas da cidade. Os metalúrgicos mostravam vontade de combate. Segundo o próprio Lula, “eu vi mães espontaneamente irem conversar com os soldados e os soldados começarem a baixar os fuzis, e eu soube que a própria Polícia do Exército foi mobilizada e se recusou a cumprir a ordem de disparar contra a multidão. A impressão que eu tive é que, se houvesse um tiro ali, ia estourar uma guerra civil no país” [idem].

Vendo o perigo de uma greve que seguia se radicalizando, em que novas lideranças assumiam o papel da diretoria do sindicato através das comissões de fábricas, fundo de greve e dos piquetes, com cada vez maior apoio popular, a ditadura foi obrigada a negociar a libertação e devolução dos cargos sindicais de Lula e dos outros dirigentes. Como havia feito em 1979, Lula foi peça chave para o fim dessa greve que ameaçou a própria ditadura.

A importância de detalhar essa experiência do ABC, mesmo que brevemente, é que Lula não era um pelego que se opunha a greve, não era um agente da ditadura, mas sua estratégia de conciliação de classes, inimiga do protagonismo operário, foi decisiva na derrota de 1980, na formação do PT e no resultado da transição. Essa estratégia tinha dois pilares que se complementam. A separação da luta política e da luta sindical. A greve devia se limitar às demandas econômicas, abandonando a consigna de “abaixo a ditadura” e qualquer chamado a uma luta generalizada para derrubá-la, sua política era a de pressionar a ditadura e a oposição para acelerar e aprofundar o processo de abertura política. O combate à democracia direta e a imposição da direção do sindicato em assembleias plebiscitárias de dezenas de milhares tirava de cena o protagonismo de uma massa operária que se radicalizava e tendia a ampliar, organizar e unificar suas ações na luta contra o inimigo comum.

O PT das origens, um terreno de disputa

Já em discussão desde 1978, a formação de um Partido de Trabalhadores foi aprovada pela primeira vez no congresso dos metalúrgicos de SP, em Lins, em janeiro 1979. A aprovação dos milhares de delegados à proposta do sindicato de Santo André expressou as tendências à independência de classe e à radicalização política dos operários que protagonizavam as greves. Eles buscavam estender seu combate ao terreno político e começaram a ver somente os limites da luta salarial e corporativa.

Os operários que se enfrentavam nas ruas com os militares, que lutavam contra a intervenção no sindicato do ABC e contra o pelego em São Paulo, que se organizavam em centenas de milhares para enfrentar as forças unificadas da patronal e da ditadura, viam a necessidade de levar sua luta ao terreno político. Que partido era necessário para estar à altura desses operários que faziam tremer os militares?

As tarefas das greves e da constituição do partido coincidiam. A greve geral metalúrgica do ABC em 1979 e 1980 adquiriram a dinâmica de um enfrentamento aberto e frontal à ditadura. Eram greves salariais pelas suas demandas, mas tinham um caráter político ao se enfrentar com os planos da ditadura e galvanizar a insatisfação popular contra o regime militar. Instintivamente os operários buscavam responder a isso apoiando a formação do PT. O PT deveria ter se construído nessa batalha, levantando palavras de ordem para generalizar o apoio aos operários do ABC e estender as greves gerais metalúrgicas para outras categorias numa luta unificada para derrubar os militares. Deveria ter servido para generalizar as experiências de comissões de fábrica e interfábricas, colaborando para que surgisse um comitê que unificasse e centralizasse esses organismos em São Paulo e no ABC – que poderiam se tornar os embriões de um novo poder operário.

Os sindicalistas autênticos, que aderiram tardiamente ao processo de formação do PT, eram inimigos dessa perspectiva. Aderiram ao PT para subvertê-lo, para conter as tendências à independência de classe no marco de uma estratégia de pressão sobre os rumos da transição pactuada com os militares, com objetivo de ser um partido trabalhista no novo regime democrático que estava surgindo. Nas greves, como dissemos, eles combatiam as tendências à formação de comissão de fábrica e controlavam o movimento pela via das assembleias plebiscitárias que chegavam a reunir mais de 50 mil operários no famoso estádio da Vila Euclides. No PT, impediram que as organizações sindicais e as oposições se mantivessem no controle do partido e que as assembleias ou congressos, como o de Lins, não tivessem poder de decisão sobre o PT que surgiu em 1980.

Entre a política de Lula e dos sindicalistas autênticos, da igreja e das alas da intelectualidade que aderiram ao PT e às tendências à radicalização em setores de massas dos trabalhadores, existia espaço para a formação de correntes revolucionárias que disputassem o caráter do partido que surgia ou pelo menos que se constituíssem como poderosas minorias. As correntes trotskistas se fortaleceram nesse processo, particularmente a DS, O Trabalho e a Convergência Socialista.

Essas correntes, no entanto, nunca levantaram uma estratégia independente dos sindicalistas autênticos, como a que esboçamos acima. Lula foi aclamado por todos como líder da classe operária. Quando era necessário e possível opor o PT conciliador que o lulismo representava à necessidade de um partido que fosse um instrumento para a revolução social, o trotskismo apoiou a direção lulista como se fosse uma etapa necessária no desenvolvimento da consciência operária.

A separação entre a luta econômica e a luta política, combatida por Lenin desde “Que Fazer?” de 1902, é uma marca do lulismo e do petismo e é um fator fundamental para a manutenção da hegemonia burguesa. Desde as origens, a direção lulista do PT defendia uma estratégia da conciliação de classes e preservação da institucionalidade burguesa, que terminou se impondo e resultou no tipo de relação íntima com a grande burguesia que agora vem a luz. Rever esses processos hoje é fundamental para combater o mito que se formou em torno de Lula e de sua candidatura em 2018 e para refundar uma esquerda revolucionária munida com as lições estratégicas desses processos.

 

 

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