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Zema tira 3 bilhões da educação para pagar as Polícias e deixa educadores sem o 13º

O ano novo não começa tão “novo” para os educadores mineiros. Romeu Zema, governador de Minas Gerais, iniciou 2020 com mais ataques à educação e atraso salarial.

segunda-feira 20 de janeiro| Edição do dia

Quando terminava o ano de 2019, Zema anunciava que não tinha data para pagar o 13° dos educadores do estado e continuaria parcelando os salários. O governador foi além e, demonstrando mais uma vez seu desprezo pelos trabalhadores, tirou quase 3 bilhões do que deveria ser destinado a educação para pagar os salários da Segurança Pública, segundo denúncia do mandato da deputada Beatriz Cerqueira. Ou seja, o governador do partido NOVO garantiu que aqueles responsáveis, muitas das vezes, em reprimir greves e manifestações sigam recebendo enquanto retira da educação.

Hoje, com parte do 13° pago, vários servidores da saúde e da educação ainda seguem sem receber. Entretanto, com a Segurança Pública o governo fez um acordo que garante a reposição da inflação em 28, 82 %, demonstrando que a crise financeira na qual diz que o Estado está mergulhado deve ser, na visão do empresário governador, descarregada nas costas dos trabalhadores.

Não é nenhuma novidade o projeto de precarização acompanhado de privatizações e desvalorização dos servidores públicos levado a cabo pelo atual governo. Não só dando sequência aos parcelamentos de salários de seu antecessor, Fernando Pimentel (PT), Zema busca aprofundar os ataques em consonância com o governo federal de Jair Bolsonaro, em um nítido alinhamento político que busca atacar servidores públicos nas áreas como saúde e educação enquanto garantem rios de dinheiro para banqueiros e empresários.

Entre salários parcelados e o uso de dinheiro da educação para seguir pagando o braço armado do Estado, Zema também faz questão de demonstrar que sucatear a educação também faz parte de outro projeto em comum com o bolsonarismo, a militarização das escolas, como aponta com a sinalização da implementação de três escolas cívico-militares para 2020 no Estado.

Todos os ataques de Zema ao funcionalismo público, incluindo seu sistemático sucateamento da saúde e educação, os atrasos salarias e o não pagamento do Piso Salarial, são a expressão do que já defendia o rico empresário mineiro quando entrevistado pelos jornalistas Ricardo Boechat, Fábio Pannunzio e Eduardo Oinegue no final de 2018. Naquele momento o governador já ameaçava os servidores com arrocho salarial e os chamavam de “rainha da Inglaterra” .

Leia mais: Zema prepara um governo de empresários e muitos ataques aos trabalhadores em MG

Hoje o governo Zema não cumpre nem os 25% do investimento mínimo na educação, que seria garantido constitucionalmente, mas, pelo contrário, mal chega aos 17 %. Além de não pagar nem o piso salarial estabelecido pela Constituição do Estado. Ou seja, o governo, o qual não respeita nem as próprias regras constitucionais desse Estado, ainda continua buscando ir por mais ataques e garantir de que trabalhadores da saúde e da educação paguem pela crise administrada pelo “novo”.

Para enfrentar os ataques a nível regional – como vem fazendo os servidores em greve – é necessário romper a passividade das burocracias sindicais com o atual governo e preparar um verdadeiro plano de lutas desde a base, que unifique as pautas de todas as categorias brutalmente atacadas por Zema com a juventude.




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