Educação

CORTES NA EDUCAÇÃO

Weintraub mentiu: UFMT tem energia elétrica suspensa devido ao corte de 30%

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, mentiu sobre os resultados dos cortes às federais quando disse que não havia nenhuma universidade sem luz, sem bandejão. A Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) teve o fornecimento de energia elétrica suspenso.

terça-feira 16 de julho| Edição do dia

Foto: reprodução/YouTube.

Hoje (16) o fornecimento de energia elétrica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) foi suspenso por falta de pagamento. Segundo a UFMT, 6 contas estão em atraso (4 do ano de 2018 e 2 de 2019) e não se sabe o valor da dívida com a empresa fornecedora.

Isso acontece após o ministro da Educação de Jair Bolsonaro ter dito ontem (15) que, dois meses depois do corte aplicado pelo MEC nas universidades federais, não havia problemas nas universidades e não havia nenhuma sem luz elétrica: “Passado 70 dias não tem uma universidade federal fechada. Não tem uma universidade sem luz. Não tem um refeitório, estudantes sem alimentação no bandejão. O que foi feito? Foi feito gestão”, disse ele.

A suspensão de fornecimento de energia afeta o campus de Cuiabá, mas também os do interior, pois estudantes e pesquisadores podem perder material e amostras de estudos que ainda estão em curso.

Aldir Nestor de Souza, professor e diretor-geral da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat), afirmou ao portal G1 que o corte de energia está diretamente ligado com o corte de 30% no orçamento das instituições federais: “Com o bloqueio, a UFMT ficou impossibilitada de honrar com os compromissos, entre eles a conta de energia”. Disse também que todas as atividades foram suspensas e não há previsão de retorno.

Quando houve o corte de 30%, a reitora da UFMT já tinha dito que a universidade só tinha condições de funcionar até julho: “Não vamos ter condições de funcionar porque questões básicas não poderão ser atendidas. Não vai ter água para beber, água no banheiro e energia elétrica, que alimenta não só as salas de aula, mas os sistemas, já que tudo é eletrônico”. Com isso, 113 cursos de graduação, 25.435 mil estudantes, estão sendo prejudicados.

Como derrubar os cortes de Bolsonaro e Weintraub na educação?

A força dos estudantes, como se mostrou principalmente nos dias 15 e 30 de maio, é capaz de derrotar o governo Bolsonaro. Especialmente aliados aos trabalhadores, que também se mobilizaram no dia 14 de junho, apesar da política das centrais de esvaziamento do dia de greve geral.

O PT (que dirige a CUT) e o PCdoB (que dirige a UNE e a CTB) colocam um entrave para a mobilização, o que levou à derrota com a aprovação da Reforma da Previdência na Câmara, inclusive tendo os governadores destes partidos apoiando a Reforma.

Além de derrubar os cortes, é preciso lutar para que as universidades estejam a serviço dos trabalhadores, com o fim do vestibular, que não permite que os filhos das famílias dos trabalhadores estejam, construindo um conhecimento que não sirva a empresas, como é colocado por Bolsonaro e Weintraub.

No 57° Congresso da UNE, a juventude Faísca fez um chamado à UNE para organizar o movimento estudantil para batalhar com milhares de assembleias contra os ataques de Bolsonaro à educação, contra a ameaça de mensalidades nas universidades, juntamente também da luta contra a Reforma da Previdência.




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