Educação

CORTES NA EDUCAÇÃO

Weintraub admite que corte na educação foi usado para comprar parlamentares

Em entrevista, o ministro da Educação Abraham Weintraub admitiu que o valor de R$ 926 milhões, que foi parte dos cortes na educação foi remanejado pelo para outras áreas, ou seja, remanejado para liberar emendas parlamentares para comprar votos de deputados na aprovação da Reforma da Previdência.

sábado 17 de agosto| Edição do dia

Nesta sexta (16) o ministro da Educação, Weintraub, confirmou que corte na educação de R$ 926 milhões foi para ser utilizado no pagamento das emendas parlamentares. Isso mostra mais a ligação entre a reforma da previdência e os ataques à educação básica e superior.

Esse valor equivale a 16% do total bloqueado no MEC (Ministério da Educação) neste ano, que soma cerca de R$ 6 bilhões. Como já denunciamos aqui, o MEC perdeu quase um terço dos R$ 3 bilhões que a área econômica do governo Bolsonaro quer remanejar no orçamento federal para facilitar o pagamento de emendas parlamentares, negociadas para a aprovação da reforma da Previdência.

Sendo assim, os cortes que afetam o investimentos na educação e que podem culminar na paralisação das atividades de diversas universidade, foi feito para cobrir o pagamento de emendas que foram negociadas no primeiro turno de votação da reforma da previdência. Além das universidades, outras etapas de ensino da educação básica podem ser afetadas, como a infantil. Etapa essa que ao ter seus investimentos reduzidos afeta principalmente os trabalhadores que precisam das creches para poderem trabalhar.

Tendo em vista a ligação orgânica entre os cortes na Educação e os demais ataques dirigidos ao setor público, isso só confirma que o projeto de educação se encontra submetido ao projeto de desenvolvimento econômico brasileiro, impulsionado majoritariamente por potências imperialistas. Cabendo então o enfrentamento diante desses cortes que afetam crianças, adolescentes e pesquisadores no país. No entanto, a política a adotada por entidades como a UNE, que busca conter a luta estudantil, combinada a das centrais, que fazem o mesmo com o trabalhadores, sem permitir que estes unifiquem as lutas com os primeiros, não expressam como uma efetiva oposição ao governo.

O último ato do dia 13 de agosto confirma o apontamento feito anteriormente. Ainda que tenha sido um ato político, não se compara ao levante da juventude dos dias 15 e 30M. Por isso se torna fundamental apontar o criminoso papel dessas entidades, a fim de que elas organizem um plano de lutas unificado com os trabalhadores para combater o governo Bolsonaro.




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