Educação

EDUCAÇÃO PÚBLICA

Volta a atribuição ao EJA, após governo suspendê-la no dia anterior

sexta-feira 31 de julho de 2015| Edição do dia

Como informamos nesta quarta-feira, a Secretaria Estadual de Educação de SP (SEE-SP) havia suspenso as atribuições de aulas da EJA (educação de jovens e adultos); tal ato sem nenhuma explicação plausível. Nesta quinta-feira, igualmente sem nenhuma explicação, as mesmas foram retomadas por algumas Diretorias de Ensino, como, por exemplo, na região de São Paulo Norte 2.

Há muito tempo que a Secretaria de Educação vem tendo uma política de acabar com o ensino noturno, e em especial com a modalidade EJA. Faz isso com o objetivo de economizar com mão de obra (salário) e custeio (luz, limpeza, merenda, etc.). Não é por outro motivo que a maioria das salas fechadas no início do ano são desse período. A SEE diz que em muitas escolas noturnas "não há demanda", logo os alunos deveriam buscar vagas em outras escolas, o que ficou conhecido como política de pólos. Esquece a SEE que a grande maioria dos alunos do noturno e ainda mais os da EJA são trabalhadores de atividades precarizadas, terceirizadas, empregadas domésticas que acordam ainda de madrugada, trabalham o dia inteiro e à noite vão para escola, saindo às 23h. Ou seja, uma escola pólo, em outro bairro, significa prolongar ainda mais a extenuante jornada diária.

Esse início de semestre tem demonstrado mais uma vez, de forma inequívoca, a política da SEE. Temos tido informes de várias regiões, dando conta de mais fechamento de salas, tal qual no início do ano, o que, como dissemos acima, vai acarretar que os nossos alunos se desloquem a outros bairros, alimentando a evasão escolar.

Com esse fechamento de salas, diminuem ainda mais o número de aulas, isso é muito importante uma vez que está prestes a vencer o período de duzentena de vários colegas. Como temos alertado, o fim da duzentena, sem aberturas de salas e diminuição da jornada, vai manter um importante setor da categoria desempregada.

Lembramos também que estamos no último dia do mês de julho, prazo dado por Herman para divulgação do índice de reajuste e até agora nada. O Tribunal de Justiça (TJ) até agora não julgou nosso dissídio, esse mesmo Tribunal que é rápido para garantir os interesses do Governo do Estado, tal como vimos no Pinheirinho.

Também esperamos o cumprimento da ordem judicial que obriga o governo a pagar nossos salários, ilegalmente descontados, que queremos por inteiro e não pela metade.




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