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Urgente | Volkswagen demite 200 trabalhadores lesionados após afastamento por saúde em São Bernardo/SP

Nesta segunda (21), trabalhadores demitidos da Volkswagen realizam protesto em frente ao sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Os trabalhadores pediam apoio do sindicato para luta contra as demissões absurdas que a empresa estava impondo.

segunda-feira 21 de março | Edição do dia

Imagem: VIVA ABC

Segundo os trabalhadores, no início do mês de março, cerca de 200 funcionários da fábrica foram demitidos ao retornarem do “Lay-off”, período no qual os funcionários ficam afastados temporariamente do serviço devido a alguma complicação de saúde. Segundo um trabalhador, chamado Fábio, que deu entrevista para o jornal local Viva ABC, trabalhou 13 anos na empresa, e que foi garantido em diversas assembleias que quem estava de Lay-off não seria demitido, e para a surpresa dele, ao retornar no dia 07 a empresa, ele foi demitido.

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Além da demissão, os funcionários questionam que por estarem em contrato do Lay-Off e todos lesionados não poderão receber seguro de desemprego por um ano e seis meses, seus convênios também foram suspensos e os tratamentos serão interrompidos. Devido ao acordo os funcionários também denunciam que houve a falta do aumento salarial e PLR “congelada”.

Outro ex-funcionário, também demitido após 12 anos de empresa, questionou o gerente sobre o motivo da demissão, segundo ele o mesmo falou que teria sido “decisão da fábrica”. Ao relatar que teria uma cirurgia para fazer no dia seguinte a sua demissão foi orientado a “procurar seus direitos”.

É um verdadeiro escândalo. Os trabalhadores, que foram afastados por acidentes de trabalho na maioria das vezes, são mandados para o olho da rua sem mais nem menos com total descaso, e ainda sem indenização e nenhuma garantia de assistência após suas demissões. Enquanto a Volkswagen garante altas taxas de lucro, seus funcionários vão para a rua no meio do desemprego em alta, no meio da fome e da miséria. Enquanto isso, o sindicato permanece em uma verdadeira paralisia enquanto os ataques vão sendo descarregados. É urgente que o sindicato dos metalúrgicos, junto com a CUT, que é dirigido pelo PT, organize o conjunto dos trabalhadores e mobilize para enfrentar os ataques que a patronal está impondo, e lutar pela garantia dos seus empregos.

Chega de subordinar nossa luta às eleições! Por uma paralisação nacional para enfrentar a inflação, a reforma trabalhista e unificar as lutas!




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