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Veiga de Almeida torce para a UERJ acabar e o ensino ser todo privado

sábado 26 de agosto| Edição do dia

Em um post de facebook em sua página oficial, a Universidade Veiga de Almeida (UVA) mostrou que está muito interessada no fim da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Em meio à crise da UERJ, o post feito em 9 de agosto quando professores e técnicos ainda estavam sem receber seus salários, a UVA postou "aluno da UERJ, temos uma oferta incrível para você", com um telefone para se entrar em contato.

Com este post a Uva, falando em nome dos monopólios privados de educação, deixa bem claro que a crise nas Universidades públicas, em especial a crise da UERJ, é um projeto para acabar com o ensino superior público e obrigar a que estudantes tenham que pagar mensalidades em instituições que não estão comprometidas como desenvolvimento do conhecimento e da formação, mas sim, unicamente, com o lucro.

A Universidade Veiga de Almeida, aliás, recebe todo apoio do Governo Federal e Estadual do Rio de Janeiro para oferecer esta "promoção".

Por um lado a crise na UERJ é criada por falta de repasses do governo Pezão desde 2015, levando milhares de terceirizados a não receber salários e serem demitidos em massa pela reitoria, até o momento em que servidores concursados também pararam de receber em dia.

Por outro lado, a verba pública, fruto dos recolhimento de nossos impostos que não são baixos, são usados para financiar monopólios privados de educação através da compra de vagas ociosas com o PROUNI, e através do programa de financiamento (FIES) que também é outra forma de garantir a transferência de verbas públicas para a Universidade privada.

E o pior ainda está por vir: o golpista Temer e seus lacaios no congresso estão preparando um projeto de lei para cobrar mensalidade nas universidades públicas. Ou seja, todo um plano para privatizar de vez o ensino superior, mas antes disso, sucateá-lo ao máximo para dizer que este modelo não funciona.

O modelo implementado por Lula e Dilma, de transferência de verbas públicas para monopólios privados de educação realmente não funciona para os estudantes, apenas para monopólios privados de ensino superior como o Kroton-Anhanguera, formado durante estes governos. E este mesmo modelo que Temer pretende "reformar" em sua "ponte para o futuro" (ou a ponte sem nenhum futuro para a juventude), pretendendo sucatear as universidades e passá-las de vez para os tubarões da educação.

É preciso discutir qual é o modelo que interessa aos estudantes, porque este está falido, com mensalidades absurdas e inúmeras irregularidades de um ensino particular voltado ao lucro, chegando ao ponto de universidades particulares fecharem e estudantes terem a graduação encerrada no meio, como ocorrido com a UniverCidade ou a Gama Filho, ou ainda com cobranças abusivas como na IBMEC.

A estatização de todo ensino privado é um primeiro passo para passar para as mãos dos estudantes todo ensino privado que já é financiado pelo estado através de isenções, FIES e PROUNI. Mas para além disso é preciso debater que tipo de conhecimento e para quem ele deverá ser produzido nestas instituições, enquanto as reformas de Temer começam a transformar o país em um "Brasil Sem Ciência".

FOTO: Facebook




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